Traumas de infância…ou assim pensava eu

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Vamos a mais um post “profundo”?

Eu sei, digo isto como se fossem frequentes, mas nem por isso.
O que também é raro acontecer é ter conversas sobre acontecimentos aleatórios, mas que, por alguma razão, me deixam a pensar em coisas sérias.
Por exemplo: hoje estive com dois amigos num café e a conversa foi parar aos eventos “traumáticos” da minha vida. Após a minha descrição dos mesmos, ambos chegaram à conclusão de que dificilmente seriam classificados de problemas ou “coisas más”. Em vez disso, chamaram-lhes “coisas normais da vida”, pois supostamente a vida é feita de altos e baixos.
Foi feito o seguinte gráfico- num guardanapo de papel- para representar a minha vida e aquilo que eu chamo de acontecimentos traumáticos:


Título: Gráfico explicativo do percurso de vida de Catarina Alves ‘de’ Sousa, e auxilar pedagógico para lhe leccionar o real sentido do conceito de Infância Difícil. Elaborado pelo Dr. João Moreira no dia 8/III/2011 @Café Já Lá Foste.

A partir disto comecei a pensar se fariam ou não sentido estes comentários, mas a verdade é que depende única e exclusivamente da opinião dos intervenientes.
Por um lado, sim, é bom as classificar como sendo “muito más” certas coisas que me aconteceram, por exemplo, no maléfico colégio de freiras em que andei, uma vez que poderá significar que a minha referência daquilo que é uma coisa verdadeiramente má não é assim tão mau. Okay, admito, há coisas bem piores e no geral até tenho tido bastante sorte na vida, mas nesta boa vida é claro que houve momentos menos bons, caso contrário seria anormal.

Um dia conto-vos as peripécias do colégio das freiras onde fui esbofeteada por uma- e simultaneamente- humilhada em frente a toda a gente do refeitório e as várias coisas que a minha ex-professora me fez para me humilhar em público (várias vezez). A verdade é que depois disso foi sempre a subir, ou seja, a minha vida melhorou muito depois de ter saído do colégio quando fui para o 5º ano numa escola pública.

To be continued…

O meu Avatar

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Já alguma vez sentiram que não estavam cá apesar de saberem que estavam? Ou seja, já se sentiram deslocados, fora do lugar, aluados, como se estivessem a viver em piloto

On top of the World

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Hoje em dia realmente não dá exactamente para pensar a longo prazo, pois não? Nunca sabemos onde vamos estar amanhã; os empregos não são para sempre- como antigamente- e, se forem como eu, andam a saltar de plataforma em plataforma como num jogo do Super Mario.

Pois bem, depois do estágio na Bertrand, tenho agora outro trabalho.

Mestre Catarina

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O meu maior defeito enquanto blogger ou escritora de qualquer tipo é, definitivamente, adiar escrever sobre as coisas enquanto as memórias estão frescas.Por exemplo, ontem estava cheia de coisas para

Sim, é um post de Natal

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Cá estamos. A dois dias do Natal. Eu sei que é a véspera, mas para mim a véspera sempre foi tão senão mais importante que o dia de Natal. Eu tenho esse problema: achar a antecipação das coisas francamente melhor do que a coisa em si. Por exemplo, no caso dos feriados. Eu gosto é da véspera, porque sei que posso sair até tarde, ver filmes ou séries até tarde, etc… E, para além disso, posso ficar a dormir até não ter mais sono no dia seguinte. O próprio feriado já é diferente. Ok, não se trabalha, mas também já paira no ar a ameaça de um novo despertar cedíssimo e de um novo dia de trabalho.

Ora bem, de volta ao Natal.

Este ano ando mesmo criancinha no que toca à

Identity crisis

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Melancolia.

Ao ouvir certas músicas e certas bandas sou inevitavelmente recordada de uma adolescência que já acabou, mas não assim há tanto tempo.

Hoje em dia tenho consciência que era das coisas mais dramáticas que já vi na minha vida. Perfeitamente insuportável. Ninguém me percebia, ninguém sabia aquilo pelo que estava a passar, etc. Etc.. Tem piada recordar estas coisas agora, mas, na altura, o futuro parecia estar a anos luz e- achava eu- antecipava-se negro.