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15 In what I've learned from

Lições de vida que aprendi com as Spice Girls

Como prometido na semana passada, as quartas-feiras aqui no Joan of July são dedicadas à nova rubrica “O que aprendi com”.

A ideia para a de hoje surgiu na semana passada e, assim que a tive, fiquei em pulgas para a escrever. Não tive muito tempo para o fazer, mas fui pondo alguns apontamentos de parte para que não me esquecesse de nada.

O “O que aprendi com” desta semana é dedicado às lições de vida, de estilo e de atitude que aprendi com os meus cinco ídolos de infância. Não me lembro da primeira vez que as vi e ouvi, mas sei que bateu forte. Foi um amor e uma admiração como nunca mais voltei a sentir por mais nenhuma banda. (já chegaram lá?)

Falo, claro, das Spice Girls! Não comecem já a gozar, estou a falar a sério. Passados tantos anos, se calhar só se lembram as roupas demasiado exuberantes, do estilo que hoje em dia passado por “pindérico” e dos sapatos de plataforma, mas eu lembro-me de muito mais que isso. Quer tenham gostado, quer não, as músicas das Spice Girls tinham o que muitas de hoje não têm: uma mensagem.

1. Se queres namorar comigo, tens que te dar com as minhas amigas

If you wanna be my lover, you gotta get with my friends
(Gotta get with my friends)
Make it last forever, friendship never ends
– Wannabe

spicegirls

Era isso que o primeiro single das Spice dizia. Lembram-se da música? Foi a primeira que eu ouvi, a primeira que tocou nas rádios e que me fez apaixonar pela banda. Claro que, na altura, não percebia (tinha 9 anos), mas mais tarde fez todo o sentido. Qualquer rapaz que se quisesse aproximar de mim, tinha que mostrar simpatia para com as minhas amigas, já que eu ligava muito ao que elas achavam sobre o rapaz em questão, tal como é natural. Se queriam ter uma relação saudável comigo, tinham que “cortejar” as minhas amigas também. O que nos leva à lição seguinte.

2. Não vale a pena sacrificar amizades por “gajo” nenhum (por mais giro que seja)

emmaandgeri

Algo que gostava que algumas amigas minhas tivessem aprendido quando tínhamos 15/16 anos. Aposto que algumas de nós ainda eram amigas hoje em dia… Ai, ai. Deviam ter ouvido mais Spice Girls! Afinal, os namoricos acabaram todos, mas as amigas podiam ter sido para sempre. Porque a amizade, essa sim, dura para sempre (quando é verdadeira), talvez por ser um tipo de amor menos volátil do que a paixão ou o amor “romântico”.

3. De vez em quando podemos (e devemos) quebrar as regras.

Who cares what they say
Because the rules are for breaking
(I’ll tell ya)
Who made them anyway
You gotta show what you feel
Don’t hide
– Do it

victoriageri

Nesta altura eu frequentava um colégio de freiras no Porto. Só para que conste e contraste com “quebrar as regras”.
Agora a sério. Quebrar as regras faz parte do crescimento, faz parte do processo de nos construirmos como indivíduos. Muitas vezes nem é algo pensado, mas sim espontâneo.
Se fizessemos sempre aquilo que é esperado de nós, éramos todos umas ovelhinhas a caminhar simultaneamente em filinha para o mesmo celeiro. Tradução: a vida não tinha piadinha nenhuma.
Quebrar regras, pisar o risco, sair da nossa bolha. É isso mesmo!

4. A nossa mãe é a nossa melhor amiga

She used to be my only enemy and never let me free,
Catching me in places that I know I shouldn’t be,
Ever other day I crossed the line, I didn’t mean to be so bad,
I never thought you would become the friend I never had,
[…]
Mama I love you, Mama I care,
Mama I love you, Mama my friend,
My friend
– Mama

melcmother

Quem é que não chorava com esta música? Ninguém. Certo? As Spice Girls tinham esta música fantástica dedicada às mães de cada uma delas e, quando saiu o videoclip, vimos que estavam lá as verdadeiras mães, o que tornou tudo muito mais especial. Subitamente, elas não eram aquelas meninas hiper rebeldes e malucas; eram meninas da mamã e mostraram-me que não temos que ser rebeldes sem causa para sermos “fixes”. Não temos que ser duras e más. Podemos manter uma dose de loucura saudável, mas ao mesmo tempo mostrar respeito pelas nossas mães, que, afinal de contas, sempre quiseram o nosso bem, mesmo quando não nos deixavam fazer certas coisas e ir a certos sítios. Talvez de todas, esta seja a melhor mensagem, a mais poderosa.
Aqui, as Spice mostraram ser mais do que uma girlsband que faz o que faz por dinheiro e fama. Aqui foram elas, foram verdadeiras. Elas sentiram mesmo esta música e os momentos partilhados com as mães durante a gravação do videoclip. E isso nota-se.

Emma GeriMel-BMel-C  

Mas gostar das Spice Girls não se resumia a ouvir as suas músicas. Não. No meu caso- e no caso de quase todas as raparigas do meu colégio de freiras-, cada uma pertencia a um grupo de 5, em que cada uma delas “era” uma Spice Girl. Eu era a Geri, mas durante uma semana substituí a rapariga que era a Victoria e fui duas em uma. Nós tínhamos coreografias, que ensaiavamos religiosamente (colégio de freiras/religiosamente… não foi trocadilho, juro!)) durante os intervalos.
E isto de escolher a nossa Spice Girl tinha muita arte e estava geralmente ligado a muita reflexão (lol?)

Eu, por acaso, nunca tive que pensar. Com a Geri foi amor à primeira vista.
O meu top de preferência das Spice (lembro-me perfeitamente), era o seguinte:

Victoria

1º lugar: Geri
2º Emma
3º Victoria
4º Mel B
5º Mel C

Nunca me identifiquei muito com a Mel B e com a Mel C, que eram mais maria-arapazadas, mas acabei por também aprender muito com o que pretendiam passar para as suas fãs.

Mesmo depois disto tudo, podem perfeitamente discordar de mim e achar que está tudo na minha cabeça, que as músicas e a imagem que passavam as Spice Girls não tinham uma intenção mais profunda e que era só marketing, mas eu vou manter a minha opinião. Esta frase da actriz Jennifer Saunders resume tudo o que eu senti nesta altura (1997-1998):

   quotespicegirls

Digam-me lá que bandas ou artistas do sexo feminino fazem as crianças e pré-adolescentes de hoje sentirem-se assim. A Miley Cyrus? Não me parece. É que até a temática das músicas das Spice Girls eram inspiradoras. Cantavam sobre muito mais que o amor e a atracção física; cantavam sobre a amizade, a atitude, a liberdade. E hoje? Hoje canta-se e chora-se musicalmente pelos amores e desamores de um “gajo” qualquer (estás a ouvir, Taylor Swift?).
O meu top de músicas favoritas das Spice Girls:

Say You’ll Be There
2 Become 1
Too Much
Move Over
The Lady is a Vamp

Há antigas(os) fãs das Spice Girls por aí? Concordam com os ensinamentos? Não passam de uma opinião pessoal minha, mas se quiserem acrescentar alguma coisa, vou adorar que partilhem comigo! : )

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15 Comments

  • Reply
    Inês Brito
    22/01/2014 at 10:28 AM

    Um dos dias mais tristes da minha vida foi quando descobri que a minha mãe tinha deitado fora uma montanha de fotos delas (que saiam numa revista, ou coisa do género) porque “eu tinha aquilo ali parado”. Oh, ela queria o quê? Que andasse com as fotos de um lado para o outro?
    Acho que o simples facto de não perceber metade do que elas cantavam e andar sempre a cantarolar e a dançar por todo lado ao som delas, já diz muito. 🙂

    • Reply
      Catarina
      22/01/2014 at 11:24 PM

      Ó Inês, isso é realmente triste. 🙁 Eu acho que as nossas mães não sabiam bem o que as Spice Girls significavam para nós. Se calhar fazia-lhes impressão andarmos pela casa a cantar “wanna make love to ya baby”- compreensivamente, diga-se. But still… 🙁

      Eu tinha um álbum de fotos delas, uma coisa muito mais à frente do que os cromos e as cadernetas. Adorava aquilo e ainda tenho em casa. Nunca o vou deitar fora.

  • Reply
    anokas
    22/01/2014 at 11:36 AM

    Eu lembro-me que na altura gostava muito delas. A minha preferida era a Mel C., não sei bem porquê 🙂 cheguei a ter um relógio das spice e era ela que aparecia :))
    Nunca pensei muito nessas lições, mas concordo contigo, mesmo sendo um produto de marketing estava muito bem estruturado.
    E eu até gosto da Taylor Swift, tento não pensar muito nas letras e simplesmente ouvi-la, porque aquilo de facto é só sobre desgostos amorosos 😛

    • Reply
      Catarina
      22/01/2014 at 11:27 PM

      Super bem estruturado! Acho que foi uma estratégia simplesmente genial. Hoje em dia não há nada assim, não só pela força da mensagem, mas pelo conceito que vende.
      Atenção, eu gosto de algumas músicas da Taylor Swift! É um guilty pleasure, admito, mas a moça só canta sobre homens que a deixaram! Bolas, que desgosto.

  • Reply
    Santi
    22/01/2014 at 12:13 PM

    Adorei ler, tão querido, é verdade, elas ensinaram muita coisa 🙂

    santiroyalhome.blogspot.pt
    Santi

    • Reply
      Catarina
      22/01/2014 at 11:28 PM

      Obrigada! Fico muito contente que tenhas gostado. :)*
      E gostei muito do teu blog também (que entretanto já fui cuscar).

  • Reply
    Susie
    22/01/2014 at 5:00 PM

    Hahah o que me ri com este post! Esta rubrica é fantástica! :p eu também gostava delas, mas não era assim tanto. E bem vistas as coisas elas até passavam boas mensagens, nunca tinha pensado muito sobre isso!

    • Reply
      Catarina
      22/01/2014 at 11:29 PM

      Ohhh a sério? Achas? É para continuar então! Adoro escrever estes posts. Sim, também não pensava minimamente nas mensagens quando era miúda, mas agora que fui revisitar estes tempos, apercebi-me de que havia muita coisa boa a ser ensinada. Ou, pelo menos, era essa a intenção. :)*

  • Reply
    A Espiga de Trigo
    25/01/2014 at 2:39 PM

    Gostava imenso, embora não percebesse a maioria das letras. Ainda tenho cá por casa algumas fotografias de espetáculos de Spice Girls que dava em casa.
    Fiz questão de que no meu casamento passasse pelo menos uma música delas e fartei-me de dançar 😉

  • Reply
    Catarina
    05/02/2014 at 9:47 PM

    Também eu! Dava espectáculos em casa e ainda cobrava bilhete! True story. 😀

  • Reply
    Diana
    23/12/2014 at 12:56 AM

    Olá 🙂
    Eu era (vá, se calhar nunca se deixa de ser verdadeiramente) super hiper mega fã das Spice e claro, por isso, identifiquei-me bastante com este post. As minhas amigas e as minhas primas, todas nós éramos meio que obcecadas. Era imitá-las em casa, nas festas da escola, na rua, no Natal, nas festas de aniversário, etc. Era a loucura!
    Quanto a escolher quem era, como tu, também nunca tive dúvidas. Assim que vi a Emma apaixonei-me perdidamente. Tanto que ainda hoje isso me influencia. Como? Desde sempre que sonho ser loira como ela, nunca quis ter o cabelo de outra cor que não loiro. Hoje (com 24 anos) continuo a querer ser loira (embora nunca tenha tido coragem de pintar completamente, tenho madeixas, portanto estou perto) e sei que isso foi influência delas. E AMO ser loira 😀
    Para terminar…(ainda) tenho todos os CD´S, posters, cadernos, livros, fotos e…uma barbie….da Emma, pois claro. Tudo guardado religiosamente no sótão.
    Foi, de facto, uma época que deixa saudades…bom, bom era juntarem-se outra vez e virem dar um concerto a Portugal 😀
    Adorei!
    Bom trabalho e obrigada* 😉

  • Reply
    Ana
    23/12/2014 at 1:30 AM

    Opah que saudades desse tempo!
    Eu também adorava (venerava?!) as Spice Girls. Era a Geri como tu mas também cheguei a fazer de Emma.
    Lembro-me que uma das melhores prendas de aniversário que recebi na altura foi uma cassete de video delas. Vi aquilo praí umas 20 vezes lol tinha também a caderneta com os autocolantes e posters colados na parede do quarto.
    No colégio(também de freiras) chegámos a fazer um espetáculo no final do ano com algumas músicas das Spice Girls e íamos todas vestidas como elas(sem exageros, claro). Não sabíamos cantar muito bem, principalmente em inglês mas como era playback, o que interessava era o que sentíamos quando cantávamos para nós lol
    Desde essa altura nunca mais voltei a apaixonar-me tanto por uma banda como pelas Spice Girls, apesar de também ter gostado muito dos Backstreet Boys.

    Um beijinho

  • Reply
    O regresso da rubrica "O que aprendi com"
    14/06/2015 at 1:50 PM

    […] 1. O que aprendi com as Spice Girls […]

  • Reply
    Margarida Lozano
    22/04/2016 at 7:48 PM

    Muito bom! Revi-me neste post, e sim a Geri era a minha preferida! Também tinha um grupo de amigas em que cada uma tinha a sua favorita e nós ensaiávamos todas as semanas, era coreografias atrás de coreografias… quando apareceu o filme… foi a loucura. Ainda tenho um álbum com algumas fotos delas (que pertencia a um género de “caderneta de cromos”). Estávamos sempre a comprar as fotos para completar o álbum. Bons tempos sem dúvida… 😉

    um beijinho

  • Reply
    Helena Magalhães
    23/04/2016 at 2:10 AM

    Eu também era a Geri hihihihihi! Porque ela era ÚNICA!! E ela própria! As Spice Girls para mim foram o descobrir do meu poder, literalmente. Toda a questão do Girl Power de que a Geri tanto falava era, nem mais nem menos, do que o feminismo puro e duro. Foi uma forma bastante subtil de inserir estes conceitos na cabeça das raparigas e revolucionaram os anos 90 e toda uma geração de mulheres. Ainda hoje ouço e tenho tanta nostalgia. Estou desejosa que a Tour de 2016 se concretize porque se forem a algum país europeu aqui perto (como foram a Madrid na última), EU VOU!!!!!!!!!

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