O caminho mais longo para casa

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Ainda estou meia atordoada – no bom sentido – com o fim de semana que passou. Estive no Porto, mas desta vez o fim de semana foi mais que uma visita à família. Na verdade, passei cerca de 8 horas por dia num workshop da EDIT (de Digital Content Marketing Strategy). Era algo que já queria fazer por mim há muito tempo e como esse workshop desapareceu na agenda de Lisboa, decidi fazê-lo no Porto.

Por uns instantes lembrei-me dos tempos de escola; em ambos os dias de workshop a minha mãe deu-me boleia de manhã e lá ia eu de mochila. Pareceu tal e qual os tempos de escola, como eu disse a brincar.

Foi um fim de semana tão atípico no Porto que, como todas as coisas atípicas, deu-me que pensar e deixei-me absorver por todos os detalhes. A bonita luz de final de tarde, para mim tão típica do Porto – tal como a de Lisboa também lhe é muito característica -, os novos sítios que descobri e que reparei que estão a abrir um pouco por toda a cidade e, acima de tudo, o caminho de volta a casa.

Quando era mais nova e andava na escola, no Porto, andava tanto a pé… Não porque tivesse que ser, mas porque eu gostava e porque me habituei. De um modo geral, as pessoas no Porto andam mais a pé que as pessoas em Lisboa, talvez por no Porto as coisas serem mais perto umas das outras, o que em muito facilita as deslocações.

Nos dois dias de workshop, neste fim de semana passado, voltei sempre a pé para casa da minha mãe, ao final da tarde. Passei por sítios da minha infância e adolescência e fiz algo que faço quando quero absorver-me nos meus pensamentos enquanto estou a andar: tomar o caminho mais longo para casa.

Sou uma nostálgica incorrigível, fazer o quê?

Outra coisa atípica que aconteceu neste último fim de semana foi a sensação de paz que me invadiu. Normalmente, sinto sempre alguma ansiedade por deixar a minha família cá de baixo (namorado e gatinhos), tal como me custa também dizer adeus à minha família. No entanto, apesar de sentir na mesma saudades, não senti nenhuma ansiedade, ainda que ligeira. Senti-me confortável, optimista e feliz. Por vezes, fazer algo por nós tem este efeito benéfico.

No último dia em que estive no Porto reencontrei-me – após um ano e tal ou dois – com uma “velha” amiga que ontem fazia anos. Foi a última pessoa que vi antes de deixar a minha cidade-mãe, numa espécie e almoço à pressa antes de apanhar o autocarro de volta a Lisboa. Gostei de a ver e de perceber que estamos ambas em fases tão boas da vida. Gosto sempre de imaginar velhos amigos e colegas a serem felizes, mesmo não sabendo nada deles há anos, mas vê-lo pessoalmente (quando possível) é uma experiência bem melhor.

Só voltei a Lisboa ontem, segunda-feira, e tirei estes dois dias para mim. Hoje tem sido também um dia mágico. Há algo que está a mudar, nem que seja só o tempo, o regresso do sol e, agora, do calor. Estou optimista, dá para perceber? 🙂

Tenham um óptimo feriado amanhã!

1 Comments

  1. RITA says:

    É tão bom aproveitar o final do dia para caminhar e desfrutar um bom momento sozinhas 🙂

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