Reverence Valada 2016: apreciação geral

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Agora que já passou uma semana desde a edição deste ano do Reverence Valada, já me sinto capaz de falar sobre o evento de uma perspectiva mais clara e distanciada. Prefiro fazê-lo desta forma com qualquer review, especialmente com restaurantes. É fácil (e falível) criticar – positiva ou negativamente – qualquer coisa logo após experienciá-la, mas quando já passou algum tempo é que se sabe que realmente se gostou ou não de algo. Pelo menos é isso que sinto. Por outras palavras, estou pronta para vos falar do Reverence Valada deste ano! 🙂

O ambiente

Começamos pelo mais geral até ao mais específico, pode ser? O mais geral sendo, claro, o ambiente. Em resumo, não senti grandes diferenças, da primeira, para a segunda e, agora, para a terceira edição. O ambiente deste festival é incrível; super relaxado, boa onda e com gente de todas as idades, o que confere um bom equilíbrio ao festival.
Para além disso, como o Reverence é um festival de nicho, por isso nunca há a preocupação de nos depararmos com multidões e filas na área de restauração, nos WCs ou até pelos caminhos de passagem. É um festival em que se anda à vontade e tranquilamente e onde nos podemos focar verdadeiramente na música, sem preocupações de falta de espaço e esmagamentos. Espero que isso nunca mude.

Zona de alimentação, comida e bebida

caipirinhas

Ahhh a zona de alimentação do Reverence… Se nunca foram a este festival, desenganem-se se acham que vão encontrar McDonald’s e Burger Kings e companhias. Lá não há nada disso. Há, sim, boa comida, de negócios pequenos e locais (na sua maioria), opções vegetarianas e, este ano, até tripas (como as de Aveiro, não do Porto, ou seja doces) e caipirinhas! Tenho que deixar aqui um grande shout out à Road Tripas, que me providenciou momentos fantásticos de comfort food e me ajudou a matar saudades das tripas de Aveiro. Que maravilha!

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Passando à zona de alimentação, ou melhor, ao espaço para comer, continuo a surpreender-me com a falta de necessidade em procurar incessantemente por um lugar para mim e para os meus amigos. Tanta coisa para dizer que nunca tive que procurar muito para arranjar lugar, dado que estes nunca escasseiam. Mais uma vez aqui se nota a inexistência de multidões, thank god. No Alive deste ano, nem no chão – muitas vezes – conseguia um espaço para me sentar a comer e, quando conseguia, era em local de passagem.

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Uma novidade ecológica

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Ia falar sobre isto no tópico de cima, mas achei que merecia um tópico só para falar disto. Por “isto” refiro-me aos copos usados na edição deste ano para servir bebidas. Já tinha visto copos reutilizáveis noutros festivais, mas:
não era tão giros como os do Reverence (a mim calhou-me um com os nomes de todas as bandas, o que por si só já é um souvenir giríssimo desta edição);
não eram obrigatórios. Pagava-me mais x pelo copo, mas era uma opção, podiam na mesma usar os copos descartáveis. Aqui não; se queríamos beber, pagávamos 2€ pelo copo (uma só vez) e depois só pagávamos pela bebida. E sim, podiam devolver o copo quando quisessem se fizessem questão de reaver os 2€.
Fiquei tão surpreendida como feliz com esta iniciativa, não só pelas questões ambientais, mas porque achei que melhorou genuinamente a experiência do festival ao não ter que lidar com o barulho e cenário horrorosos do plástico espalhado por todo o recinto. Eu juro que não é nada pessoal contra ao Alive, mas foi o único outro festival a que fui este ano e as comprações são inevitáveis e, no final de cada dia, quando o pessoal começava a sair do recinto, era possível avistar-se um mar quase interminável de copos de plástico. Um horror.
Mas yay, Reverence! 😀 Eu cá fiz questão de ficar com o meu copo e o meu namorado fez o mesmo. Para o ano levamo-los connosco! Ou melhor, não levamos nada, quero fazer colecção. 😀

A decoração

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R.I.P. “túnel” laranja (2014-2015)

Não sei porque ainda não o disse nos artigos que já escrevi aqui sobre o Reverence, mas… eu adoro o logotipo e o uso das serpentes na identidade visual do festival. Também adorava a entrada e decoração antigas, com os apontamentos e toldos em cor de laranja, bem como o “túnel” de rede laranja. Para mim, já era imagem de marca do Reverence e senti falta dela, visualmente falando, embora se trate apenas de um pormenor minúsculo. Mas eu sou assim, “cocó com os detalhes”, como costumo dizer. Nada de importante, portanto, especialmente quando a essência do festival se mantém intacta!

Os palcos

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Esta foi, para mim, a parte em que o festival mais sofreu alterações. Este ano, qual não foi a minha surpresa quando soube (ainda antes de ver) que tinham acabado com o palco Reverence, o antigo palco principal, situado no campo de futebol da zona do recinto. Não pude evitar sentir-me um bocadinho triste quando ouvi a notícia, afinal foi nesse palco que assisti a alguns dos concertos (e momentos) mais marcantes das duas anteriores edições do Reverence. Mas esta reacção não passou de sentimentalismo. Ela mantém-se, é certo, mas não é justificada pela suposta falta de qualidade dos novos palcos, não pensem.
A substituir o palco Reverence, tivemos este ano o palco Sontronics, que acolheu bandas brutais como os “meus” Dead Meadow, Brian Jonestown Massacre, With the Dead e Mars Red Sky.
Outra grande novidade da 3ª edição do Reverence Valada em termos de palcos foi a criação do palco Indiegente, situado perto da zona das mesas do parque de merendas, e que se destinou exclusivamente às actuações de bandas portuguesas, uma iniciativa louvável e que – na minha opinião – ajudou a destacar as bandas “tugas”.

Os concertos

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Ahhh os concertos não vão ser abordados aqui, sorry. Os concertos que vi no Reverence precisam de um post só para eles. Aliás, merecem. Por isso, até já (muito breve)! 😉

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