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Top 10 músicas da minha vida

No dia 1 de Outubro celebrou-se o Dia Mundial da Música e logo que li este post no Analog’s Box da Joana, soube imediatamente que teria que fazer um top de músicas da minha vida.

É raríssimo falar sobre aquilo que a música representa para mim. Há sentimentos e sensações demasiado difíceis de expressar e os que a música me despertam incluem-se facilmente neste grupo. Na verdade, nem sei se há nomes para eles.

A música acompanha todo o meu dia, desde que acordo e ligo o iPod às colunas para ouvir (e cantar) durante o banho, no momento em que estou a ir para o trabalho, durante o trabalho e até no meu regresso a casa ao final da tarde. Sou daquelas pessoas chatinhas que tem uma playlist para tudo e que acha que a vida tem uma banda sonora.

Basta verem o meu Spotify

top10songsofmylife

E acho a pergunta “Quais são as 10 músicas que melhor te representam” uma das mais difíceis de responder. Só 10?? Como, se sou tão complexa? E as 10 são válias desde sempre e para sempre? A vida muda muito. Se calhar aquela música dos My Chemical Romance que me fazia todo o sentido aos 19 anos, se calhar agora já não faz. You know what I mean?

Mas depois de alguma introspecção, cheguei à conclusão de que as músicas que escolhi “para melhor me descreverem”, por vezes não é a mim que caracterizam, mas a um momento muito especial da minha vida.

E não é isso que a música faz? 🙂

Passo a explicar o meu top 10 que, já agora, não está ordenado por ordem de preferência, só tem números para parecer mais arrumadinho.

Top 10 músicas da minha vida

1. Rocket Queen – Guns n’ Roses

 Here I am
And you’re a Rocket Queen
I might be a little young
But honey I ain’t naive

Appetite for Destruction (1987)

O que representa: Uma aquisição mais recente no meu Top 10, Rocket Queen evoca uma playfulness e um atrevimento contagiantes. Fico sempre bem disposta e cheia de energia quando ouço esta música e só desejava ter tido a idade que tenho agora quando os Guns N’ Roses estavam nesta fase. Ou seja, gostava de ter vivido nos anos 80 enquanto jovem. Estes versos representam muito bem a fase em estou e algo que devia dizer mais vezes quando estou a ser muito boazinha na vida real…

2. Kyuss – Day One

Don’t be sad for what will never be
Be glad you didn’t have to see
This time became a part of me
And now this burning memory

The sun will break the night till dawn
And then we’ll tell some tales again
And when the time has come and gone
The wind will carry on and on…

– … And the Circus Leaves Town (1995)

 O que representa: I mean… come one… a letra dá tanto em que pensar. E a melodia é propícia a isso mesmo. Tenho um amor por esta música que nem consigo descrever. Só sinto. Não a procurem no Spotify, não existe. É um hidden track do álbum “… And the circus leaves town” de 1995 dos Kyuss.

3. Dumb – Nirvana

I’m not like them
But I can pretend
The sun is gone,
But I have a light
The day is done,
I’m having fun
I think I’m dumb
Or maybe just happy

– In Utero (1993)

 O que representa: esta música não era, para mim, sobre droga. Via nela um hino à minha angústia adolescente; uma expressão perfeita do que sentia: que não havia ninguém com quem me relacionasse, com quem pudesse ser verdadeiramente eu, apesar de ter que me enturmar da forma que conseguisse (I’m not like them / But I can pretend). E não é isso que fazemos na vida adulta, tantas vezes sem sequer questionar? Na adolescência questionamos TUDO.

 4. Where is my mind – Pixies

With your feet on the air and your head on the ground
Try this trick and spin it, yeah
Your head will collapse
But there’s nothing in it
And you’ll ask yourself
Where is my mind?

– Surfer Rosa (1988)

O que representa: aceitação de que não temos o controlo de tudo e às vezes nos sentimos completamento perdidos. Por vezes, não vale a pena lutar contra isso, mas antes aceitar esse estado e explorá-lo; tirarmos uns momentos para nos sentirmos assim, sem culpas nem pressas, porque rapidamente voltaremos ao “normal”.

5. Skid Row – Youth Gone Wild

We walk an endless mile – we are the Youth Gone Wild
We stand and we won’t fall – we’re one and one for all
The writing’s on the wall – we are the youth gone wild

Boss screamin’ my ear ’bout who I’m s’posed to be,
“Get a three-piece wall street smile, and son you’ll look justlike me”
I said “hey, man, there’s somethin’ you oughta know, well I tellya park avenue leads to…skid row!!”

– Skid Row (1989)

O que representa: Inconformidade e incapacidade de não questionar o status quo. Haverá sempre uma rebeldia não completamente expressada dentro de mim e esta música faz-me querer exibi-la e fazer-me ouvir. Nunca vou ser daquelas pessoas que “come e cala” e se isso é uma consequência da juventude, que seja. Enquanto houver a Youth Gone Wild para me lembrar que a insurgência é, por vezes, uma virtude, assim serei.

6. Metallica – For Whom the Bell Tolls

Take a look to the sky just before you die
It is the last time you will

– Ride the Lightening (1984)

O que representa: Se estes versos não vos inspiram a não tomar nada como garantido na vida, não sei o que o fará.

7. Interpol – Untitled

I will surprise you sometime.
I’ll come around
Oh, I will surprise you sometime.
I’ll come around when you’re down…

– Turn on the Bright Lights (2002)

O que representa: Melancolia e solidão. Sentimentos nada felizes, mas que fazem parte da vida. Em retrospectiva, lembro-me de momentos de tristeza quando tinha 15/16 anos, mas lembro também com saudade esses tempos. Com tantas distracções à nossa volta, às vezes nem percebemos bem o que sentimos. Na adolescência, sente-se tudo com muito mais honestidade, sem analgésicos, anestéticos, nada. Quando havia dor, esta era do mais puro que havia e, sinceramente, acho que há tanta beleza nisto quanto na Untitled, uma das minhas músicas favoritas do primeiro álbum da banda.

8. Ace of Spades – Motörhead

You win some, lose some, it’s – all – the same to me
The pleasure is to play, it makes no difference what you say
I don’t share your greed, the only card I need is
The Ace Of Spades

– Ace of Spades (1980)

O que representa: para mim, confiança e um sentimento adquirido de “F*ck it!” Se der deu, se não tenta outra vez. Sem problema. Ah, e às vezes as coisas funcionam perfeitamente à primeira (“the only card I need is the Ace of Spades). Foi perfeita para ouvir antes de testes importantes e entrevistas de emprego.

9. Hole – Doll Parts

I want to be the girl with the most cake
I love it so much it just turns to hate
I fake it so real, i am beyond fake
And someday, you will ache like i ache
Someday, you will ache like i ache
Someday, you will ache like i ache

– Live Through This (1994)

O que representa: Foi quase doloroso ter que escolher entre a Doll Parts e a Malibu quando podiam muito bem estar ambas neste top. Como quem me segue já deve saber, adoro a Courtney Love desde sempre. O que a Doll Parts representa para mim são os momentos em que nos sentimos mais frágeis e quebráveis. Ouvir uma mulher poderosíssima e exuberante como a Courtney cantá-la e deixar-se observar no seu estado mais sensível e vulnerável, é uma óptima forma de me lembrar que toda a gente tem esse lado e que ninguém é indestructível, mesmo que façam de tudo para o parecer.

10. The End – The Doors

This is the end, beautiful friend
This is the end, my only friend, the end
Of our elaborate plans, the end
Of everything that stands, the end
No safety or surprise, the end
I’ll never look into your eyes, again

– The Doors (1967)

O que representa: lembro-me perfeitamente que esta era a música que estava a dar no meu PC quando, numa noite algures durante o meu primeiro ano de faculdade – sozinha no meu quarto da residência de estudantes em que morava -, escrevi as últimas frases do único livro que escrevi até à data. Nunca fiz nada com ele, mas vejo nele o reflexo perfeito de tudo o que me caraterizava entre os 16-18, altura em que o comecei a escrever e o acabei. O mais engraçado de tudo é que, tantos anos depois, essa pessoa ainda não é uma estranha para mim. Temos tanta coisa em comum ainda que só isto dava pano para mangas para outro post.

 Bonus – Top 10 Novembro 2014

Tal como vos disse mais acima, todos os momentos têm a sua playlist (ou, pelo menos, assim os interpreto). Esta é a minha deste mês:

  1. Seer – Witch
  2. Satan’s Finest – Graveyard
  3. Sometimes Always – The Jesus and Mary Chain
  4. Dragona Dragona – Vista Chino
  5. Forever My Queen – Pentagram
  6. Gods and Monsters – Lana del Rey
  7. Shadow on the Run – Black Rebel Motorcycle Club
  8. Ótta – Solstafir
  9. Easy – MOTHRX
  10. I Bleed Black – Saint Vitus

E para vocês, o que representa a música? É indispensável ou passam bem sem ela? Quais são as músicas da vossa vida ou que melhor vos descrevem? Contem-me tudo! 😀

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5 Comments

  • Reply
    Inês Silva
    21/11/2014 at 10:24 PM

    Nós podíamos ir aos mesmos concertos :3 a Where is my mind anda de mãos dadas com a Hey e muitas vezes tenho duas músicas que funcionam como uma, percebes? A The End faz-me lembrar a In my time of dying e muitas vezes faço playlists baseadas no mesmo feeling que essas músicas me passam.
    Já agora, adorei ver aí Graveyard e Kyuss ^^

    • Reply
      joan of july
      25/11/2014 at 4:16 PM

      Se vivesses em Lisboa é provável que nos cruzássemos, sim! 😀

      Percebe perfeitamente o que queres dizer com a Where is my mind + Hey (aliás, esta última também podia estar no top, mas não era justo repetir Pixies, eheheh)

      Adoro Graveyard e Kyuss. Graveyard só descobri este ano, lá está, no Reverence. Kyuss já vi ao vivo e amo. Hoje estava para ir ver o concerto de John Garcia cá em Lisboa, mas já vou quinta a Solstafir e não dá para ir a tudo. 🙂

  • Reply
    Anita A
    22/11/2014 at 6:02 PM

    Gostei muito deste post. As músicas têm esse poder de nos fazer viajar no tempo e lembrar-nos de coisas em que não pensávamos há tanto tempo! Sou ca

    • Reply
      joan of july
      25/11/2014 at 4:17 PM

      Obrigada, Anita, fico contente que tenhas gostado! Rouba à vontade. ;)*

  • Reply
    Anita A
    22/11/2014 at 6:05 PM

    *sou capaz de te roubar a ideia;)

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