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4 In what I've learned from

What I’ve learned from Disney songs as an adult

Os filmes da Disney têm o poder de me levar directamente à minha infância, uma infância feliz onde reinava a imaginação e a fantasia. Mas algumas das músicas dos meus filmes favoritos só começaram a fazer sentido mais tarde, quando a infância já estava para trás. Outras, apesar de já fazerem sentido na altura, continuam a fazer sentido hoje em dia.

Claro que, quando falo em “filmes da minha infância”, o Frozen não está incluído, mas tem o seu devido lugar nesta lista pelo facto da sua música principal (Let it Go) ser uma música com significado (na minha opinião) mais facilmente compreendido por adolescentes/adultos do que por crianças.

1. Peter Pan – Second Star to the Right (1953)

[chorus]

The second star to the right
Shines in the night for you
To tell you that the dreams you plan
Really can come true
The second star to the right
Shines with a light that’s rare

 

Não, Catarina, esta música não era nenhuma fórmula mágica que, quando cantada e inovada te ia levar para a Terra do Nunca. Not really. Mas também tem um significado muito bonito!

Como sabem, a noite é uma altura de descanso, mas também de regenração e de sonhos. De um dia para o outro, o nosso espírito pode restituir-se de coragem para ultrapassar algo que temíamos, ou pode voltar a encher-se de esperança. Esperança de que vamos alcançar os nossos sonhos, por exemplo. (The second star to the right/ Shines in the night for you/ To tell you that the dreams you plan/ Really can come true). 🙂

2. The Little Mermaid – Part of your world (1989)

[Ariel]

What would I give if I could live out of these waters?
What would I pay to spend a day warm on the sand?
Bet’cha on land they understand
Bet they don’t reprimand their daughters
Bright young women sick of swimmin’
Ready to stand

And ready to know what the people know
Ask ’em my questions and get some answers
What’s a fire and why does it – what’s the word?
Burn?

When’s it my turn?
Wouldn’t I love, love to explore that shore up above?
Out of the sea
Wish I could be
Part of that world

Durante anos pensei que esta música era sobre a Ariel querer mudar em si própria aquilo que a manteria afastada do seu príncipe: as barbatanas de sereia, viver no mar, etc.
Mas estava errada. Se não estou agora em erro, esta música surgiu antes dela se encontrar com o príncipe Eric e a colecção de artefactos humanos que ela fazia já vinha de trás.

Mas voltando à música. Recentemente tive uma epifania: “Part of your world” é uma espécie de hino ao Wanderlust, ao desejo de viajar, conhecer outras culturas, viver como elas e aprender tudo o que houver para aprender com elas. É também a expressão de um fascínio imenso por tudo o que é diferente da nossa própria cultura e um desejo de abraçar o desconhecido. Neste sentido, é precisamente o oposto da “Savages”.

Revejo-me muito nesta música, do ponto de vista desta interpretação, especialmente no que toca a Escócia.

3. The Little Mermaid – Poor Unfortunate Souls (1989)

[Ursula]

And I fortunately know a little magic
It’s a talent that I always have possessed
And here lately, please don’t laugh
I use it on behalf
Of the miserable, lonely, and depressed pathetic

[…]

Now it’s happened once or twice
Someone couldn’t pay the price
And I’m afraid I had to rake ’em ‘cross the coals

Esta música da Ursula é capaz de ser a minha música favorita da Disney cantada por um vilão.

Claro que, quando não passamos de crianças, achamos que ela é má e cruel e “coitadinha da Ariel, porque é que a Ursula não lhe dá o que ela quer sem lhe tirar a voz?” Well… Porque a vida não é assim. É uma lição que só descobrimos quando – por norma – já somos bem crescidinhos, mas a verdade é que na vida ninguém dá nada a ninguém de graça. Para além disso, se queres que alguém faça alguma coisa por ti, tens que fazer algo em troca por essa pessoa (quando não se trata de família e amigos, claramente).

A Ursula não era boa pessoa/mulher-polvo, mas aqui até tinha razão: concretizou os sonhos dos outros, agora quer ser recompensada. Fair enough.

4. Beauty and the Beast – Belle (Provincial Life) (1991)

[Belle]

[…]

There goes the baker with his tray, like always
The same old bread and rolls to sell
Ev’ry morning just the same
Since the morning that we came
To this poor provincial town
[…]
There must be more than this provincial life! 

 

Este ano escrevi um post que mencionava esta mesma música.

Quando era miúda, interpretei esta música como sendo a Belle a descrever o dia a dia dela numa vila que a aborrecia com as tarefas repetitivas dos seus habitantes e a falta de grandes emoções e aventuras. E não estava errada de todo.

O que mudou foi que deixei de me identificar com ela de certa forma, para quase invejar este quotidiano mais simples, familiar e bucólico.

5. The Lion King – Hakuna Matata (1994)

[TIMON]
It means no worries
For the rest of your days

[TIMON AND PUMBA]
It’s our problem-free philosophy
Hakuna Matata!

Uma das músicas mais conhecidas do clássico O Rei Leão, Hakuna Matata pode ser também a mais divertida em todo o filme e até pode parecer meia tolinha, mas, se pensarmos bem, não é.
Às vezes, em certas situações que nos fogem ao controlo, temos que aprender a andar para a frente e a deixar os problemas onde eles pertencem (para trás) para continuarmos a desfrutar do melhor que a vida nos dá, algo que não é possível quando nos concentramos nos aspectos negativos.

Às vezes temos mesmo que saber identificar uma destas situações e simplesmente dizer: YOLO! HAKUNA MATATA!

6. Pocahontas – Savages (1995)

[Ratcliffe]

What can you expect
From filthy little heathens?
Their whole disgusting race is like a curse
Their skin’s a hellish red
They’re only good when dead
They’re vermin, as I said
And worse

[…]

[Powhatan]

This is what we feared
The paleface is a demon
The only thing they feel at all is greed

Lembro-me perfeitamente desta música me dar arrepios e me trazer lágrimas aos olhos quando era criança. Nem sabia bem porquê. Na altura, também não percebi que a discriminação, o racismo e as ideias pré-concebidas dominavam ambas as partes, tanto os índios como os colonizadores.

Só em idade adulta me ocorreu que os índios (neste caso) não estavam completamente certos. Sim, os ingleses invadiram as suas terras, mas eles partiram logo do princípio que os estranhos trariam problemas (se bem que até tinham razão) por serem brancos e que o “white man is the devil”.

Também nunca me apercebi que o Meeks (o guaxinim da Pocahontas) e o Percy (o cãozinho Pug) eram as representações animais de ambos os lados, que andavam constantemente a querer combater, focando-se nas suas diferenças, quando no fundo tinham muitas semelhanças que mais facilmente os ligavam.

7. Pocahontas – Listen with your heart (1995)

[Grandmother Willow]

Que que na-to-ra
You will understand
Listen with your heart
You will understand
Let it break upon you
Like a wave upon the sand
Listen with your heart
You will understand

[Voice of the Wind]
You will understand …

“Ouvir (com) o coração” é daquelas frases/conselhos simples que achamos que compreendemos perfeitamente quando somos pequenos, mas que só percebemos mesmo a sério quando crescemos.
Quantas vezes cometemos o mesmo erro de tomarmos uma decisão aparentemente lógica e expectável? Quantas vezes escolhemos algo ou alguém só porque achamos que faz sentido? E quantas vezes nos deixamos guiar pelas convenções da sociedade acima daquilo que o nosso coração nos tenta dizer?

Esta pequena música é sobre isso. E juro que – quando tenho uma grande decisão a tomar – parece que consigo ouvir a voz da Avó Willow a cantar “Que que na-to-ra / You will understand”.

Às vezes só precisamos de parar para pensar, para nos deixarmos sentir e ouvir. Outras vezes, precisamos de um plano mais elaborado para chegar lá. Pode ser uma viagem, uma sessão de meditação, não importa. O que importa é aprendermos a interpretar os nossos sentimentos de alerta, também conhecidos por “sexto sentido”.

8. Pocahontas – Colors of the Wind (1995)

[Pocahontas]

You think the only people who are people
Are the people who look and think like you
But if you walk the footsteps of a stranger
You’ll learn things you never knew you never knew

Have you ever heard the wolf cry to the blue corn moon
Or asked the grinning bobcat why he grinned?
Can you sing with all the voices of the mountains?
Can you paint with all the colors of the wind?
Can you paint with all the colors of the wind?

Come run the hidden pine trails of the forest
Come taste the sunsweet berries of the Earth
Come roll in all the riches all around you
And for once, never wonder what they’re worth

A mais célebre canção do filme Pocahontas ensina uma grande lição de vida, não só a John Smith, como a todos nós.
A mensagem que a Pocahontas queria passar ao John Smith era que lá porque os outros não são nem pensam como ele, não quer dizer que eles ou as suas vidas tenham menos valor do que a sua. Que outro valor mais nobre que a igualdade poderá existir?

Claro que há toda aquela parte fofinha da natureza, com os animais, as cascatas, os lobos, or ursinhos bebés e as folhinhas coloridas, mas a essência é esta e é algo que também só percebi muitos anos depois de ver o filme pela primeira vez. Na altura, estava convencida que era uma comparação entre o valor do Homem e da Natureza. Não estava muito longe, mas não era – claramente – só isso. No fundo, todas as músicas da Pocahontas remetem à situação de conflito entre os colonizadores e os índios.

9. Hercules – Go the Distance (1997)

[Hercules]

I’ll be there someday
I can go the distance
I will find my way
If I can be strong
I know ev’ry mile
Will be worth my while

When I go the distance
I’ll be right where I belong

Down an unknown road
To embrace my fate
Though that road may wander
It will lead me to you
And a thousand years
Would be worth the wait
It might take a lifetime
But somehow I’ll see it through

And I won’t look back
I can go the distance
And I’ll stay on track
No, I won’t accept defeat
It’s an uphill slope
But I won’t lose hope
Till I go the distance
And my journey is complete

Esta música do Hercules é tão, mas tão perfeita! E totalmente adequada à vida adulta também, especialmente no que diz respeito à nossa carreira.

Se bem se lembram, o Hércules sabia perfeitamente o que queria: ser um Héroi. É sobre isso que ele canta nesta música: sobre as dificuldades que encontrará pelo caminho, que irá ultrapassar e que, apesar de serem obstáculos, irão valer a pena (I know ev’ry mile / Will be worth my while), porque fazem parte do caminho e porque nem importam nem mudarão nada, uma vez que – no final – vai chegar ao seu destino, custe o que custar.

Se isto não é inspirador, então não sei o que é. 🙂

Podemos aprender daqui umas coisinhas com a dedicação e o empenho do Hercules no que diz toca aos nossos objectivos e também no que diz respeito à forma como lidamos com as adversidades que se atravessam no nosso caminho (No, I won’t accept defeat/ It’s an uphill slope/ But I won’t lose hope/ Till I go the distance/ And my journey is complete).

10. Mulan – Reflection (1998)

[Mulan]

Now i see that if I were truely to be myself 
I would break my familys heart

Who is that girl I see
staring straight back at me?
Why is my reflection someone I dont know
some how I can not find
who I am, though I’ve tried
when will my reflection show who I am inside
when will my reflection show who I am inside

Este momento da Mulan lembra-me o momento da Elsa (do Frozen) em que, ao tentar ser o que esperavam que ela fosse, traiu-se a si própria. No caso da Elsa, o momento de libertação veio na mesma música, mas no caso da Mulan demorou mais.

Hoje em dia, ao ouvir esta música, parte-me o coração imaginar uma rapariga que nem reconhece o reflexo que o espelho lhe devolve, não literalmente, claro, mas porque se tornou em algo que não corresponde ao que quer ser e às paixões que a movem. A lição aqui é que, antes de satisfazermos as expectativas dos outros, temos que superar as nossas sobre nós mesmos. Devemos-nos tentar perseguir aquilo que nos move, que nos inspira e que nos faz querer sair da cama de manhã.Sim, mesmo que essa coisa seja combater o Império Huno.

11. Frozen – Let it Go (2013)

[Elsa]

Let it go, let it go
Can’t hold it back anymore
Let it go, let it go
Turn away and slam the door!

I don’t care
What they’re going to say
Let the storm rage on,
The cold never bothered me anyway!

It’s funny how some distance
Makes everything seem small
And the fears that once controlled me
Can’t get to me at all!

Existe algo de muito poderoso nesta música e não, não é apenas a voz da Idina Menzel. Quando a Elsa canta “Can’t hold it back anymore”, o que ela quer dizer é que não aguenta nem mais um momento não ser ela própria. Chega de fingir!

E quando ela canta “Let the storm rage on,/ The cold never bothered me anyway!” ela não se refere literalmente a uma tempestade, mas sim às opiniões das outras pessoas sobre ela própria, opiniões essas que deixaram de importar após a sua auto-libertação.

Devíamos ser mais assim, não acham? Porque – afinal – o que é mais importante? Sermos quem os outros esperam que sejamos mesmo que isso nos deixe miseráveis? Ou sermos nós próprios, quer gostem, quer não, quando isso nos deixa mais felizes e livres?

Acho que vocês sabem a resposta tão bem quanto eu. 🙂

E agora digam-me: o que é que vocês só perceberam muito mais tarde na vida sobre os filmes e as músicas da Disney? 😀

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4 Comments

  • Reply
    Rafaela Sousa
    05/10/2015 at 3:23 PM

    Ola… foste nomeada para a Tag “De tudo um pouco”, vê as regras aqui: pausanoestudo.blogspot.pt/2015/10/tag-de-tudo-um-pouco.html
    Beijinho 🙂

  • Reply
    Pausa no Estudo
    05/10/2015 at 3:26 PM

    Ola… foste nomeada para a Tag “De tudo um pouco”, vê as regras aqui: pausanoestudo.blogspot.pt/2015/10/tag-de-tudo-um-pouco.html
    Beijinho 🙂

  • Reply
    Analog Girl
    05/10/2015 at 6:05 PM

    Ah Gostei tanto! Não interpretaria a música da Pequena Sereia tanto como a vontade de viajar, mas acho que tem mais a ver com o facto de ela ser uma adolescente (16 anos!) e se sentir desajustada da família. Sempre senti que ela queria ser parte do mundo fora de água porque era apenas o que ela não conhecia e desejava poder evadir-se (afinal, ela é a filha do rei dos mares, tem o cusco do Sebastião à perna – lol- e não pode fazer nada sem que toda a gente saiba). Ela quer estar noutro sítio. Pelo menos essa é a minha interpretação.

    Nas outras creio que estamos alinhadas. 🙂
    Não me ocorre agora nenhuma que tenha tido AQUELE impacto, mas vou pensar um bocadinho no assunto e hei-de voltar a este post. Porque a Disney teve tanta importância na minha vida, hei-de chegar lá! 😉

  • Reply
    Inês Silva
    08/10/2015 at 8:33 PM

    A pequena sereia é o meu filme da Disney preferido (ok, falta a Mulan, a Alice no país das Maravilhas e o Hércules, but still) e essas músicas são as que mais gosto do filme 🙂

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