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Comecei por fazer um balanço de Janeiro e acabei a explicar como concretizar projectos

Nunca fui de fazer balanços mensais, talvez com excepção dos meses de Dezembro e Setembro, mas este Janeiro que passou (como é possível já ter acabado?) revelou-se um dos melhores, talvez, da minha vida. Um mês que começou tão mal, comigo doente com uma intoxicação alimentar, acabou da melhor maneira possível.

Muita coisa boa aconteceu durante o mês que passou, ou melhor, eu fiz acontecer, que eu não acredito que as coisas acontecem quando não fazemos por isso. Comprei a minha bicicleta, fiz umas dezenas de quilómetros com ela, vi Lisboa por outro prisma, recebi o contacto de uma das minhas revistas favoritas que quer divulgar um dos meus projectos, comecei a escrever o meu livro e… o melhor aconteceu no penúltimo dia de Janeiro.

Confesso que detesto quando alguns bloggers escrevem post críptico atrás de post críptico e não quero fazer o mesmo, mas fica este como a excepção à regra, pois não posso nem quero ainda revelar o porquê do melhor ter ficado para o fim. Acredito que há coisas que, quando reveladas prematuramente, podem perder-se. É um medo irracional, eu sei.

Adianto apenas que o livro está, de facto, a ser escrito, a ganhar forma (e peso em páginas) e que sinto que estou verdadeiramente a fazer algo bom, não só por mim, mas por quem o vai ler eventualmente espero que sim. Afinal não estou a escrever apenas uma página por dia e não o vou terminar ao fim de 365 dias, mas sim em Abril (em princípio).

  

Desde os meus 14 anos que penso anualmente que no próximo ano gostava de escrever um livro, mas só no ano passado é que disse a mim mesmo que para o ano (este ano) vou escrever um livro. Essa foi a grande diferença e o que mudou tudo. Conheço tanta gente que diz que gostava de fazer isto ou aquilo e que pergunta como é que eu tenho tempo para fazer as minhas coisas, seja o Bloggers Camp, a Fotografia, o CPR, escrever para o blog e, agora, o livro. Até há pouco tempo, costumava responder que tudo dependia da gestão que fazíamos do nosso tempo, mas agora sei que – apesar deste ser um pilar fundamental na concretização dos nossos projectos – no final, o que determina se fazemos ou não algo é a paixão.

A paixão é algo que parece incendiar-nos por dentro. Estão a ver como algumas pessoas traem os seus parceiros quando sentem uma atracção gigante e incontrolável por outra pessoa, ao ponto de esquecerem que detêm o controlo sobre as suas decisões e impulsos? É uma analogia cruel, mas substituam no vosso imaginário a outra pessoa por algo que vocês querem muito, seja escrever um livro, escrever no blog, dedicar-se à fotografia, criar o vosso próprio negócio, etc.

No meu caso, no final do ano passado senti finalmente que tinha que escrever um livro. E não um livro qualquer. Como que por magia (bem, eu estava a ler o Big Magic, por isso até faz sentido), soube finalmente sobre o que seria o meu livro. O tema apareceu na minha cabeça, tão concreto, definido e quase palpável, que tive a certeza que era agora ou nunca.

Hoje – e por causa desse momento – sei a diferença entre o “querer fazer” e o “fazer” efectivamente. Sei também que, se a paixão não existir, não vamos ter motivação suficiente para ultrapassarmos os obstáculos das nossas vidas ocupadas. Sabemos que sentimos paixão por algo quando não nos importamos de acordar horas mais cedo para termos mais tempo para nos dedicarmos a algo e quando não aguentamos não nos dedicarmos a ela. Se é isso que sentem, vão conseguir pôr os vossos projectos em marcha. Se não sentem um aperto no coração quando não se dedicam ao vosso projecto, então não a centelha da paixão por esse projecto pode não estar a arder dentro de vocês.

Sei que isto é esquisito de dizer, mas é o que sinto por este livro e por todas as outras coisas que faço. Por isso, quando me voltarem a perguntar como faço, vou explicar melhor e dizer-lhes que acordo mais cedo e deito-me mais tarde de bom grado e de propósito para me dedicar aos meus projectos, fora do meu emprego a full-time.

Vou dizer-lhes que não me custa fazê-lo, porque custa-me mais que tudo não o fazer. É assim que consigo dedicar-me aos meus projectos. Costumava dizer que não havia mistério nenhum, que tudo dependia da gestão do tempo, mas afinal não. Existe um mistério sim, o da paixão, que não se sabe de onde vem, como se forma, do que se alimenta (vou arriscar que é da criatividade e da acção) e como nos abandona quando, por vezes, o faz.

E vocês, têm uma paixão assim? Querem partilhá-la, assumi-la? 🙂

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5 Comments

  • Reply
    Raquel Dias da Silva
    01/02/2017 at 7:50 PM

    Gostei muito de ler esta tua publicação e concordo plenamente contigo. De momento o meu estágio é o exemplo perfeito de algo que já não me está a dar pica. Estou mesmo a precisar de ir descobrir novos desafios. Confesso que estou com esperança que um dos meus professores de mestrado me possa arranjar algo no Pavilhão do Conhecimento. Já lhe manifestei o meu interesse e era algo que tenho imenso interesse em experimentar. Veremos.
    Raquel Dias da Silva recently posted…Personalize o seu site com a opção de Design à medidaMy Profile

  • Reply
    Raquel Dias da Silva
    01/02/2017 at 7:53 PM

    Catarina porque é que diz no comentário que fiz antes deste que eu publiquei recentemente um post do WordPress? X)
    Raquel Dias da Silva recently posted…Licenciei-me. E agora?My Profile

    • Reply
      joan of july
      01/02/2017 at 8:58 PM

      É o CommentLuv, Raquel, aquele plugin de que falámos no blog do Bloggers Camp. Sempre que comentas, ele mostra o teu último post! 🙂

  • Reply
    Bela Dina
    02/02/2017 at 10:49 AM

    O mistério da paixão move mundos! <3

  • Reply
    Daniela Oliveira Soares
    04/02/2017 at 2:19 PM

    É tão bom quando conseguimos passar os nossos planos para algo real e concreto! Realmente a paixão pelas pessoas e pelas coisas têm uma grande força. Sabe tão bem ler os teus posts, por isso é óbvio que esse teu livro já está na minha wishlist antes mesmo de o teres terminado! 😀

    Beijinhos,
    Another Lovely Blog!, http://letrad.blogspot.pt/

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