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7 projectos musicais no feminino que têm que ouvir

Oh hey! Já há muito tempo que não falava de música aqui no blog, mas sabem que mais? Como não tenho exactamente grande conhecimento musical em termos técnicos, só gosto de escrever sobre música quando estou tão obcecada por alguma coisa que não consigo guardá-la só para mim. E mais: quando estou obcecada por alguma música ou banda, as palavras já me saem facilmente. O parlapié técnico continua ausente, mas a paixão por aquilo que estou a escrever está presente e- neste blog – é aquilo que interessa.

Permitam-me então falar-vos e mostrar-vos sete projectos musicais no feminino pelos quais estou ligeiramente obcecada. Oiçam um bocadinho e digam-me o que acharam! 🙂

Aurora


Aurora Aksnes é uma cantora norueguesa e a mais nova desta lista, com apenas 21 anos. Apesar da tenra idade possui um estilo muito próprio e é dona de uma voz angelical. Em termos de estilo musical, imaginem que a Björk e a Grimes tinham um bebé. É a Aurora.

A cantora ficou conhecida por causa da música deste anúncio da John Lewis por uns e, por outros, devido a uma menção da cantora Katy Perry no Twitter, elogiando a sua música.

Já eu, conheci-a por causa desta cover que ela fez da ‘Teardrop’ dos Massive Attack (a sério, têm mesmo que ouvir! Agradecem-me depois. Como se esta música não fosse já suficientemente boa, ainda me apaixonei mais pela versão da Aurora.)

A música que destaco abaixo é bem capaz de já ser vossa conhecida. Tenho quase a certeza que figurou num anúncio qualquer cá em Portugal. Vodafone, será?

 

Tess Parks

Nascida e criada em Toronto (Canadá), mudou-se para Londres aos dezassete anos para estudar Música e Fotografia.

A forma como descobri a Tess Parks teve alguma graça. Estava em casa da minha mãe no início deste ano (era fevereiro, se não em engano), quando parei no Porto Canal quando descobri que estavam a passar música alternativa incrível num zappingzinho básico.

Então ouvi uma música que passou a ser uma das minhas favoritas do ano – Voyage de L’âme. Ao pesquisar pela música e pela banda, descobri que era de uma Tess Parks e do Anton Newcombe, fundador da banda The Brian Jonestown Massacre, que eu tinha visto no Reverence Valada em 2016.

Sendo que Anton Newcombe já era meu conhecido, passei a pesquisar e a ouvir Tess Parks a solo. E gostei. Muito.

A sua sonoridade parece uma mistura entre The Brian Jonestown Massacre e Mazzy Star. Pensem na associação de palavras ‘downbeat psychedelia’ e é mesmo isso. Há coisas que não valem a pena traduzir. A cereja no topo do bolo é a voz rouca tão característica de Tess.

 

Chelsea Wolfe


Chelsea Wolfe é uma cantora americana da qual não sei muito, mas não preciso. A sua música tem o poder de me arrepiar desde o primeiro momento em que a ouvi e isso chega-me.

Quando ouvi uma música de Chelsea Wolfe pela primeira vez – a 16 Psyche – fiquei automaticamente rendida. Em termos de estilo musical não é fácil defini-la, mas pode dizer-se que mistura elementos de folk, neofolk (em especial no álbum Abyss, de 2015) e gothic rock. Também já li algures ‘doom folk’ para descrever a sonoridade de Chelsea e, sinceramente, vou adoptá-la que isto de listar vários estilos cansa-me. ‘Doom folk’ faz-me todo o sentido.

Inspirada pelo lado negro do mundo e pelas estranhas ligações que existem entre todas as coisas, Chelsea cria melodias inesquecíveis como mais nada que tenhamos ouvido antes. É difícil de descrever… é daquelas coisas que precisam mesmo – mesmo – de ouvir.
Para além desta 16 Psyche, a minha (outra) música favorita é a Vex (esta tem claramente influências de Metal).

Arrepios mil.

 

Myrkur

Myrkur (“escuridão” em islandês) é o nome do projecto musical da Dinamarquesa Amalie Bruun. Apesar do estilo musical de Myrkur se posicionar essencialmente no Black Metal, Amalie teve um início de carreira bem longe das raízes do metal. Já foi modelo (olhem-na neste anúncio da Chanel!) e teve outras bandas que lhe valeram alguma notoriedade, como no caso da Ex Cops (a música Black Soap é bem gira e não tem nada a ver com metal!)

Voltando a Myrkur e à sua sonoridade, pensem numa espécie de isolamento no meio da natureza desolada nos locais mais frios da escandinávia e numa mistura entre a agressividade do metal e na suavidade dos vocais femininos com momentos mais folk, especialmente influenciados pelo folklore tradicional escandinavo. A mitologia nórdica é um tema recorrente, com a própria Myrkur (Amalie Bruun) admitindo que sempre sonhou em tornar-se uma Valquíria ou a deusa Freja. Como ela frisa – e bem – “essas mulheres poderosas da mitologia nórdica têm um elemento de beleza e mística, mas também são mortíferas”.

Esta combinação também pode perfeitamente aplicar-se à sonoridade da sua música e é a principal razão pela qual simplesmente a adoro.

Vi-a no ano passado ao vivo no RCA e foi absolutamente mágico.

Acabou de sair o novo álbum Mareridt no dia 15 de Setembro e posso dizer-vos que estou completamente obcecada por ele. Curiosidade: no novo álbum tem uma música com a Chelsea Wolfe chamada Funeral que é só linda. Lucky me!

 

Emma Ruth Rundle

De todas estas mulheres fantásticas desta lista creio que esta foi a última que descobri, mas oh… que grande descoberta! No início, quando ouvi Emma Ruth Rundle pela primeira vez com a música Protection, pareceu-me possuir uma sonoridade bastante semelhante a Chelsea Wolfe, especialmente numa parte em que choram guitarras distorcidas e se me arrepia toda a pele que cobre os meus braços.

No entanto, de resto, não há como confundi-las; cada uma tem um estilo muito próprio.

A americana Emma Ruth Rundle tocou previamente nos Nocturnes e, para além dos seus três álbuns a solo, é também membro das bandas Red Sparowes e Marriages.

Na linha do folk sentimental de Some Heavy Ocean, Emma Ruth Rundle expõe com emocionante crueza a sua sensibilidade em Market for Death, um álbum com sonoridades mais densas, suportadas por guitarras distorcidas que dão corpo à voz taciturna da californiana.

O resultado são músicas incrivelmente hipnotizantes.

King Woman

Outra das minhas mais recentes descobertas é King Woman, um dos projectos a solo (o outro é Miserable) de Kristina Esfandiari, ex-vocalista da banda de shoegaze Whirr, de São Francisco.

Tal como me aconteceu com Chelsea Wolfe e Emma Ruth Rundle, rendi-me imediatamente mal ouvi a primeira música, neste caso, Burn. Há uma parte em especial em que, à semelhança do caso anterior, as guitarras de distorcem numa espécie de canto só delas, que me arrepia dos pés à cabeça. De facto, todas as mulheres e bandas desta lista têm o poder de me fazer sentir arrepios, um feito notável. Se a música nos causa reacções físicas, é porque é boa.

Esben and the Witch

Ok, Esben and the Witch não é o pseudónimo de uma cantora, mas sim uma banda indie oriunda de Brighton, Inglaterra, mas como a vocalista é do sexo feminino, achei que se justificava colocá-la nesta lista.

A banda de Rachel Davies, Daniel Copeman e Thomas Fisher chama-se Esben and the Witch inspirada numa lenda do folklore dinamarquês (hey, podiam fazer algo com a Myrkur, já agora, não?) e a sua sonoridade evoca, muitas vezes, o imaginário e o misticismo dos mitos e lendas mais misteriosos de que se possam lembrar. Ora oiçam só a música Souvenirs e tentem contrariar-me.
Souvenirs é a minha música favorita desta banda, mas infelizmente não a encontrei em vídeo para a colocar aqui. De qualquer modo, podem sempre ouvi-la no Spotify, basta clicarem aqui.

Tive a sorte de os ver ao vivo no RCA a abrir para Sólstafir no final de 2014, mas voltaram ao nosso país no início deste mês para agraciar o palco do festival Reverence Santarém (ex-Reverence Valada).

 

Espero que tenham gostado desta partilha, até porque raramente tenho leitores a reagir a publicações minhas sobre música, mas olhem… estava aqui a pensar… Acho que vou trazer – pelo menos durante algum tempo – as minhas sugestões musicais às segundas-feiras. Acham que iriam gostar? Para começar a semana fazia uma pequenina playlist de 5-10 músicas.

Vou pensar nisso. 🙂

Entretanto, digam-me: gostaram de alguma destas bandas/vocalistas? Já conheciam? Quem adicionariam a esta lista?

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5 Comments

  • Reply
    Zeca dos Ulver
    27/09/2017 at 4:40 PM

    Myyyyyyyrkuuuuuuuuuuuuuuur

    morte ao cristianismo

    • Reply
      Catarina Alves de Sousa
      27/09/2017 at 4:48 PM

      Myrkur não é satânica (satanista?), Pedro Miguel. 😛

  • Reply
    Sandra
    28/09/2017 at 9:45 AM

    Olá Catarina! Adoro estas sugestões, ainda por cima encaixam-se naquilo que eu gosto mas mesmo que não encaixassem gosto sempre de descobrir coisas novas. Por norma não ouço muito bandas com vozes femininas. Da lista conhecia a Chelsea Wolfe e Myrkur mas gosto mais da Chelsea. Estive a ouvir as outras e gostei muito da Tess Parks e de Esben and the Witch mas a minha preferida foi mesmo King Woman!! Se não conheceres, sugiro-te a Lykke Li! Beijinhos **

  • Reply
    Inês
    29/09/2017 at 6:14 PM

    Que boas descobertas, Catarina. Gostei especialmente de conhecer Aurora e Myrkur 🙂

  • Reply
    Inês
    30/09/2017 at 10:27 AM

    Já conhecia alguma das tuas sugestões e também adoro muitas das mulheres incríveis que referiste – as restantes que não conheço, vou já pesquisar -. Eu adicionaria a esta lista, sem pensar duas vezes, London Grammar! A voz da Hannah Reid é absolutamente soberba, poderosa e melodiosa! E as músicas são maravilhosas 🙂

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