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Como regressar de férias sem deprimir

No fim de semana de 17 e 18 de Junho praticamente supliquei para sairmos de Lisboa e rumarmos ao nosso adorado Ferragudo, no Algarve. Estava cansada, esgotada, a precisar de ver e sentir o mar e recarregar baterias. Tudo isso aconteceu, mas houve um pensamento que não consegui evitar: recarregar baterias, como assim? Usamos muitas vezes esta expressão, demasiado até, como se pudessemos simplesmente deixar a “vida real” em suspenso para recarregar a nossa bateria como se de um telemóvel nos tratássemos.
Mas será que isso é possível?

Neste fim de semana de descanso e praia intensos, li um artigo numa revista que adoro – a Happinez – que falava sobre o facto de ficarmos deprimidos quando voltamos de férias. Senti que aquele artigo era para mim, apesar de se tratar apenas de um fim de semana, ainda que um fim de semana com sabor a férias, já que é em Ferragudo que passo as minhas férias de verão (aquela semaninha obrigatória em Julho).

Esse artigo dizia que nos sentimos a melhor versão de nós próprios durante as férias e que depois, quando regressamos delas, tentamos agarrar-nos a esse sentimento durante o máximo de tempo possível, como que num estado de negação de que voltámos à realidade (esta parte fui eu que incluí em jeito de conclusão do raciocínio).

Então ocorreu-me um pensamento muito simples:

Porque é que damos tudo nas férias para estarmos sempre felizes e confortáveis e descuramos essa procura de bem-estar no nosso dia-a-dia?

Sim, existe o trabalho e as rotinas e o não poder dormir até tarde todos os dias, mas se nos empenharmos em ser felizes e procurar as melhores sensações possíveis no dia-a-dia, quando voltarmos de férias, voltaremos para uma rotina saudável e feliz e não para o “mundo de obrigações e chatices” que associamos às nossas vidas após as férias, em comparação com a nossa vida de férias.

Faz sentido?

Não vou esconder que este sítio – Ferragudo e, em particular, as falésias onde tirámos estas fotos – me faz sentir uma paz que não encontro em mais lado nenhum, mas também posso agora dizer com segurança que não fico deprimida por voltar de férias.

Enquanto estou lá de férias aproveito ao máximo para descansar, para dormir, apanhar vitamina D, deixar-me estar no mar como se fosse a minha casa, ler muito, comer bem e ver o sol a desaparecer atrás do mar do alto das falésias.Quando estamos de férias fazemos coisas que nunca poderíamos fazer durante a nossa rotina do dia-a-dia, mas nessa rotina também há coisas que só podemos fazer quando não estamos de férias.

O truque é ter coisas que nos dão imenso prazer na nossa vida diária, de tal forma que sentimos a falta delas quando estamos de férias, pelo que não ficamos muito tristes quando as férias chegam ao fim.

Podem ser coisas tão simples como o nosso ginásio, o parque bonito em frente a nossa casa, os nossos animais (morro de saudades do Loki e da Zelda quando estamos fora), etc. etc.

O que quero dizer é que fantasiar com uma vida perfeita durante as férias pode ser perigoso porque é um tempo efémero. Se voltarmos à realidade e à rotina e verificarmos que não gostamos do que temos e da nossa vida “normal”, vamos inevitavelmente suspirar pelas férias já idas e desperdiçar o nosso tempo a pensar nas próximas, sem viver bem o presente.

Daí ser tão importante cultivarmos uma vida feliz e mudar hábitos que nos fazem mal.

  • Fazer exercício
  • Comer bem
  • Escrever se queremos algum dia – eventualmente – publicar um livro
  • Avançar com a criação daquele blog que vive no nosso imaginário e que nunca se materializou
  • Começar a poupar para aquela viagem que sempre quisemos fazer
  • Combinar coisas com amigos antigos que já não vemos há demasiado tempo
  • Combinar mais coisas com os amigos de sempre e ouvi-los de bom grado
  • Tirar tempo a dois, para os dois
  • Visitar a família
  • Ajudar alguém, mesmo que seja algo muito banal, mas que pode significar o mundo para outra(s) pessoa(s)
  • Passear no meio da natureza, mesmo que seja apenas num espaço verde criado dentro da nossa cidade
  • Ler e ver séries de que gostamos e outras novas

São apenas algumas das coisas que podemos fazer para tornar o nosso dia-a-dia mais prazeroso. Na verdade, estas são as coisas que faço, outras que quero fazer mais e outras que vos aconselho a fazer 😉 (principalmente aquela de criarem um blog se já andam a pensar nisso há muito tempo).

        

E vocês? Como tornam a vossa vida mais interessante sem pensar em férias? 🙂

Outros posts sobre Ferragudo

Algarve 2015: Lagos, Lagoa and Silves
A magia das rotinas das férias
Utopia

 

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4 Comments

  • Reply
    Joana Sousa
    27/06/2017 at 12:44 PM

    Que imagens bonitas! E uma pontada de inveja, que saudades do Algarve…

    Isso é algo que me fui apercebendo aos poucos e que tenho vindo a implementar. O meu tempo livre é para fazer coisas de que gosto, não para arrochar e deprimir. Ler, escrever, editar fotos, fotografar, ir à praia – mesmo às do Norte gelado! Passamos demasiado tempo a sofrer por antecipação e esquecemo-nos de aproveitar o que temos de bom. E este ano, estou ainda mais nesse mood: não devo sair do Porto, portanto não tenho outro remédio a não ser aproveitar! 🙂
    Joana Sousa recently posted…Moda & Companhia | De pé ao léuMy Profile

  • Reply
    Filipa M.
    27/06/2017 at 1:14 PM

    Ai Catarina… Regressei ontem ao trabalho após 13 dias de umas férias maravilhosas e estou a deprimir tanto 🙁 Obrigada por estas dicas. Já costumo fazer algumas destas coisas mas desta vez está a custar mais do que o habitual…
    Filipa M. recently posted…#75/100 – 20 anos de Harry PotterMy Profile

  • Reply
    Joana
    27/06/2017 at 1:17 PM

    Catarina, não podia estar mais de acordo. Não sei se estás familiarizada com alguns dos meus ideais, mas, defendo vivamente que não se vive unicamente nas férias, que a vida passa todos os dias por nós e que devemos fazer para aproveitar cada segundo: seja este no trabalho, em casa, com amigos, sozinhos, numa festa ou num café.
    Quando estava no 9º ano apercebi-me que vivia 9 meses à espera dos 3 meses de Verão para fazer o que quer que fosse e que isso roçava o ridículo. Qual é a lógica de me sentir a viver a meio gás, viver 3 meses intensos e voltar a sentir uma certa infelicidade? Decidi a partir desse ano que tentaria fazer de todos os dias um bom dia. E comecei também a aperceber-me que havia coisas muito simples nas nossas rotinas que nos podiam deixar diferentes sorrisos na face.
    Assim, espero que as tuas férias sejam apenas um descansar e que a tua vida seja uma emoção plena, sem depressões e com momentos para tudo!
    Um beijinho muito carinhoso,
    Joaninha.

  • Reply
    ajoao
    28/06/2017 at 12:52 PM

    Tens razão, de facto podemos fazer tanta coisa para tornar o nosso dia a dia mais prazeroso. No meu caso não me costumo sentir deprimido ao voltar de férias. Em casa tenho os meus dois cães e a gata, que não vão de férias comigo, e quando volto é uma alegria para todos. Acabam as férias mas o resto do ano não é só trabalho. Beber um copo com os amigos, uma caminhada ao fim da tarde, um passeio de bicicleta, tratar do jardim, fazer o jantar a dois, enquanto por exemplo fazemos planos para o fim de semana. Quanto ao exercício… há muito tempo que decidi deixar o ginásio, prefiro os passeios de bicicleta, as grandes caminhadas e o Paddle ao fim de semana, não apenas para passeio pois é uma actividade que no seu nível avançado nos permitir um exercício bastante completo, mas também requer força de vontade pois faço durante o ano todo. Há que aproveitar a vida e não complicar 🙂

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