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10 In Lisboa/ out and about

Descobri o meu novo paraíso em Lisboa no Parque do Monteiro-Mor

Afinal Lisboa ainda me consegue surpreender. Estou perfeitamente consciente de que não conheço muita coisa na cidade, mas nunca pensei que o que eu não conheço fosse capaz de me surpreender tanto. Deixem-me contar-vos o que fiz ontem, por exemplo.
Ontem – domingo – tirei a tarde só para mim, para explorar lugares ainda desconhecidos (para mim) e tão perto de casa. Era uma vergonha morar no Lumiar e nunca ter ido ao Museu do Traje e ao Museu do Teatro, não acham? Ainda por cima ontem foi o primeiro domingo do mês aka. o domingo dos museus grátis, por isso não tinha desculpa nenhuma.

Saí de casa e fui a pé até ao Museu do Traje. Tinha visto na net que, para além da exposição, ainda dava para visitar o Parque Botânico do Monteiro-Mor, por isso nem pensei duas vezes.

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O parque tem um restaurante junto à entrada, o Restaurante Monteiro-Mor

Pelo caminho ainda me passou pela cabeça passar à frente a visita ao museu (porque achava que ia ser aborrecido) e passar directamente para o passeio pelo parque. No entanto, assim que cheguei, mudei de ideias. Já que lá estava, ia conhecer também o museu.
E ainda bem que o fiz. É mesmo verdade aquilo que as pessoas dizem sobre quando não temos grandes expectativas, o resultado é ainda melhor.
Mas não vou entrar em detalhes sobre o Museu do Traje, porque acho mesmo que ele merece um post só sobre ele. E acreditem que vão gostar. Confiem em mim. 😉

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Assim que a minha visita ao museu terminou, dirigi-me logo ao Parque Botânico do Monteiro-Mor, que me parecia ser lindo pelo que vi online, mas que nem imaginava como é que poderia existir algo assim ali, naquele local, ainda por cima aparentemente tão grande. Afinal, passo imensas vezes em frente ao Museu do Traje e ao Museu do Teatro a caminho do trabalho e nunca tinha visto nenhuma evidência da existência de tanta vegetação por aqueles lados.

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Mas que existe, é um facto. E não podia ter ficado mais deslumbrada. Eu sei, sou dolorosamente previsível. Mostrem uma floresta/parque/bosque a esta rapariga e ela fica feliz da vida. Especialmente se for enorme como este parque. Porquê? Porque me faz esquecer sem qualquer dificuldade que me encontro dentro de uma cidade.

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Ontem então, um dia bastante frio em que parecia existir por lá um micro-clima com direito a orvalho e neblina, ainda se torna mais especial estar neste espaço. Com a banda sonora certa faz-me acreditar que estou noutro lugar, noutro tempo. E sim, recorri a várias músicas da banda sonora do The Hobbit e do Lord of the Rings. Sue me.

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Se ainda não fizeram uma visita ao Parque Botânico do Monteiro-Mor, por favor não deixem de a fazer. Vai ser impossível não se surpreenderem pela sua grandeza e pela diversidade de ambientes: mata, hortas, prados, etc.
Consta que o jardim sofreu alguma destruição em 1941, após um ciclone que assolou parte da Europa Ocidental, mas parece-me ter sido perfeitamente recuperado, embora isto não passe de uma assumpção minha, visto não conhecer este espaço antes de 1941. 😛

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Volto a lembrar que, se aproveitarem o primeiro domingo de qualquer mês, a entrada nos museus (nem todos, mas procurem a lista dos museus grátis ao domingo na internet) e no parque são grátis, mas mesmo que decidam ir noutro dia, vale a pena pagar os 3€ que pedem à entrada.
O Parque Botânico do Monteiro-Mor tem ligação tanto ao Museu do Traje como ao Museu do Teatro. Ou seja, podem – por exemplo – começar a vossa visita pelo Museu do Traje, visitar o jardim e subir até ao Museu do Teatro, terminando aí a visita.
Ainda não foi desta que fui ao Museu do Teatro, mas ficará para uma próxima vez, na qual aproveitarem também para voltar a este espaço encantado.

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E se não acreditam em mim e/ou acham que estou a exagerar a beleza deste refúgio, vão pela palavra do Almeida Garrett, que escreveu sobre este parque no poema “No Lumiar” que faz parte da colectânea Folhas Caídas.

Deixo-vos com um bocadinho do poema.

Ali no seu Lumiar, entre as sinceras
Belezas desse parque, entre essas flores,
A qual mais bela e de mais longe vinda
Esmaltar de mil cores
Bosque, jardim, e as relvas tão mimosas,
Tão suaves ao pé — muito há cansado
De pisar alcatifas ambiciosas,
De tropeçar no perigoso estrado
Das vaidades da Terra.

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10 Comments

  • Reply
    Sandra
    07/12/2015 at 1:50 PM

    Lisboa é uma caixinha de surpresas! Tenho tantas saudades de quando aí morava. Obrigada pela partilha deste pequeno tesouro 🙂

  • Reply
    Inês Silva
    07/12/2015 at 2:14 PM

    Ando à procura de coisas pra fazer neste fim-de-semana aí na capital e esta parece-me um plano fantástico 😀

  • Reply
    Cláudia Ganhão
    07/12/2015 at 2:16 PM

    Também adoro este jardim, é maravilhoso!

  • Reply
    Ana S.
    07/12/2015 at 8:27 PM

    Não conhecia o jardim, mas fiquei cheia de curiosidade! Já vai ficar na lista 🙂

  • Reply
    Marta Chan
    07/12/2015 at 10:41 PM

    Sempre foste, que bom! Acabei por só ver um pouco do post e retomarei quando já tiver visitado, gosto do factor surpresa 🙂

  • Reply
    Helena Pereira
    07/12/2015 at 11:26 PM

    Morei 3 anos no Lumiar e não fazia ideia da existência deste lugar! Agora quero voltar a Lisboa para o visitar!

    Lena’s Petals xx

  • Reply
    Danny
    08/12/2015 at 6:24 PM

    que espaço tão lindo! adoro jardins e bosques no outono e com neblina, dá um ar mesmo encantado 🙂

  • Reply
    Fabia
    15/12/2015 at 6:38 PM

    Que lindo!! Um espaço a visitar, sem dúvida!

    • Reply
      joan of july
      17/12/2015 at 12:33 PM

      É absolutamente imperdível, acredita.

  • Reply
    10 conselhos para ultrapassares um dia (muito) mau
    12/01/2016 at 11:01 PM

    […] aproveitem e dêem um longo passeio pelo meio da natureza. O meu refúgio aqui em Lisboa ora é o Parque de Monteiro-Mor ou a Quinta das Conchas. No Porto, o Palácio de Cristal, o Parque de São Roque ou o Parque da […]

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