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3 coisas a fazer quando acolhemos um gato da rua

Adoro quando uma noite termina de uma forma que nunca achámos possível quando acordámos na manhã daquele dia. Há coisas que, se nos dissessem de manhã que iam acontecer mais tarde, não creditaríamos.
Conhecem o sentimento? Foi o que me aconteceu ontem à noite, já passava bem das 9, tinha eu regressado esbaforida do ginásio, acabado de fazer o jantar e tinha começado a aventurar-me numa nova receita de bolachas caseiras para, a seguir, me ir dedicar às minhas mil tarefas pendestes que envolvem muita escrita (e não só para o blog).

E eis que surgiu o telefonema. Enquanto fazia as minhas bolachinhas, ouvi o meu namorado a falar ao telefone sobre um gatinho bebé que alguém tinha encontrado, que não podíamos ficar com ele porque já temos dois, mas que podíamos ir buscá-lo e tratar dele enquanto não arranjarmos donos.

Fiquei logo entusiasmada e larguei logo o que estava a fazer.

Fui vestir-me de novo (já estava de pijama) e, de cabelo molhado ainda, lá fui eu com ele buscar o “nosso” gatinho bebé a casa de uns primos.

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Escusado será dizer que fiquei logo enternecida por esta coisa minúscula. Mas confesso que não estava preparada para o quão mal ele cheirava. Nunca na vida tinha visto um gato cheirar tão mal, coitadinho. Logo por aí percebi que apesar de curta, a vida dele não tinha sido fácil. Fico logo emocionada quando penso nestas criaturinhas a passarem dificuldades na rua (fome, perigo de atropelamento, etc.), por isso fico tão, mas tão feliz por dar-lhe guarida enquanto não lhe arranjo donos à altura.

Por enquanto, posso dizer-vos que ele teve muita sorte. Num momento estava a viver na rua, a cheirar pior que mal, agora está a dormir numa caixinha de sapatos (que é enorme para ele), aconchegado com uma toalha, de banho tomado a cheirar lindamente a pêssego (champô para gatos), hidratado e de barriga cheia.

Já mencionei que ele vinha carregadinho de pulgas? Pois… Mas está de quarentena numa zona em que não há perigo de passar pulgas para as roupas e para os outros gatos. Já lhe pus o remédio para as pulgas, que deverão morrer nas próximas 24 horas.

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O futuro dono ou dona vai ter uma sorte do caraças com o seu gatinho lindo e desparasitado.

E depois destas maldades todas que lhe fiz, nomeadamente o banho que lhe dei e o remédio que lhe pus no pêlo, eu podia jurar que ele olhou para mim com aqueles olhinhos amorosos e minúsculos cheios de gratidão. Foi impressão minha, claro, mas deixem-me acreditar…

Já agora, para quem está ou vai estar nesta situação e tem outros animais (cães ou gatos) em casa, eis o que devem fazer.

Coisas a fazer se não pretenderem ficar com o animal:

  1. Não deixem o animal bebé sozinho com os outros animais da casa, ou seja, não os deixem conviver sem a vossa supervisão. Normalmente, os gatos adultos não aceitam instantaneamente os mais pequenos na sua casa. São ciumentos e territoriais. Curiosamente, o meu Loki ficou só curioso e agora até acho que está a achar piada ao pequenote, mas…
  2. Verifiquem se o bebé tem pulgas. Se tiver, arranjem-lhe remédio para pulgas asap e arranjem-lhe um sítio para fazer a “quarentena”. Não vão querer que os outros animais apanhem  as pulgas, certo? Nem vocês, por falar nisso, que elas metem-se na roupa…
  3. Não deixem o animal novo beber e comer dos recipientes dos outros animais ou partilhar a caixa de areia. Como ainda não foram feitas as devidas análises no veterinário, o bebé pode ser portador de FIV (Vírus da Imunodeficiência Felina) e/ou FeLV (Vírus da Leucemia Felina), que podem facilmente pegar aos outros animais se partilharem comedouros, bebedouros, caixas e se se lamberem uns aos outros (coisa que os gatos fazem quando se dão bem).
  4. Por fim, dêem-lhe todas as comodidades que o façam sentir-se bem e seguro. Um sítio quentinho e confortável para dormir, uma taça com água, outra com comida e uma caixinha com areia para fazer as necessidades. Se tiverem um brinquedo ou dois, ele também agradece.

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Coisas a fazer se quiserem ficar com ele

Façam tudo o que está escrito atrás (os 4 pontos), mas adicionem o seguinte:

  1. Tentem ir habituando os outros animais à presença do bebé aos poucos. Mostrem-no dentro da transportadora ou ao vosso colo para ver como os outros reagem. Se puderem, mostrem também o bebé ao mesmo nível do solo dos outros gatos com um vidro entre eles (como uma porta de varanda, por exemplo).
  2. Numa fase mais avançada (entre uma a duas semanas), deixem-nos conviver no mesmo espaço já sem obstáculos entre eles, mas sempre sempre com a vossa supervisão, até que os gatos adultos já não bufem na presença do mais pequeno. Quando esse dia chegar, já estarão prontos para serem deixados sozinhos.
    Dar-lhes de comer ao mesmo tempo, ao recipientes separados, não demasiado perto, mas ainda assim ligeiramente afastados, também é uma boa ideia.

E é isto! 🙂

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Falta só documentar que este pequenino já sabe ir à caixa e já a usou. Estou tão feliz por isso! E quanto lhe toco ele começa instantaneamente a ronronar. Já adora festas, não morde nunca (os gatinhos às vezes têm essa mania) e rebola de barriga para cima quando está com a mimalhice.

Pronto, já vos contei tudo e mais alguma coisa sobre este bichano que resgatámos ontem.

Agora, bora lá arranjar-lhe uns donos!

(estou secretamente a razar para não me afeiçoar demasiado ao gato, embora o contrário não se verifique, uma vez que ele já me adora, já me dá turras nas pernas e não pára de ronronar quando estou com ele. Aiii….)

P.S.– Peço desculpa pelas fotos mázinhas, mas o bicho não pára quieto! Amanhã tenho tirar novas ao ar livre, na varanda. 🙂

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13 Comments

  • Reply
    Sofia Garrido
    30/09/2015 at 12:44 PM

    Que bom que há pessoas que não conseguem ficar indiferentes a estas situações! O gatinho teve muita sorte! : )

    Adorava ter mais um gatinho para fazer companhia à minha Amélie, mas agora não é boa altura. Fico a torcer para que encontrem depressa quem possa ficar com ele e o trate bem!

    Beijinhos,


    Sofia
    Seventeen Seconds

  • Reply
    Diana
    30/09/2015 at 12:53 PM

    Eu que tenho fobia de gatos a ler este post? Devo estar maluquinha!
    Na verdade adoro animais (tenho uma cadelinha, a Snow) e sou super sensível a todo o tipo de sofrimento por que passam… E tu conseguiste prender-me com toda essa tua ternura. Parabéns por esse teu coraçãozinho e boa sorte para o miau 🙂

  • Reply
    Helena Pereira
    30/09/2015 at 1:24 PM

    Que adorável!! Ai minha nossa! E as dicas são excelentes!

    Lena’s Petals xx

  • Reply
    Ana Garcês
    30/09/2015 at 2:15 PM

    Opá ontem quando me contaste sobre isto até me deu um aperto no coração. Não consigo compreender a maldade que vai na cabeça que muitas pessoas para conseguirem fazer uma maldade destas a um gatinho bebé (ou qualquer outro animal) que é deixado à sua sorte.

    O kitty cat teve muita sorte em ir parar a vossa casa, Cat! E agora é esperar que encontrem uns donos tão ou mais porreiros que vocês que de certeza que ela vai ser muito feliz! As dicas que deste são geniais e – caso alguma vez me depare com uma situação dessas – já sei o que fazer. Sim, que cá a casa só vêm parar passarinhos feridos. Perks de viver no quinto andar!

    P.S. É tããããão fofinho!

  • Reply
    Ana Carina Ribeiro
    30/09/2015 at 5:31 PM

    Foi com uma enorme satisfação que vejo que o gatinho lindo que veio a correr para o meu colo está bem 🙂 … com grande pena minha a adopção durou poucas horas, como tenho um Maxwell ( o meu cão) muito ciumento ía dar muito mau resultado juntar os dois .
    Quando me lembrei de vocês, sabia que estava a fazer a escolha certa… tratar de um gato (mais para mais abandonado, esfomeado, malcheiroso e confuso) ía ser um grande desafio para nós!

    Obrigada mais uma vez à prontidão destes primos 5 estrelas… tenho a certeza que vão tomar muito bem conta deste gatinho lindo até alguém o adoptar!
    Muito boa sorte para quem ficar com este gatinho lindo e amoroso.

    Tenho a certeza que ontem fiz a minha melhor boa acção do ano!

    Sábado a visita está prometida 🙂

    Ana Ribeiro

  • Reply
    Ju
    30/09/2015 at 6:37 PM

    pobrezinho, mas agora está feliz 🙂 coisa mais fofa *

  • Reply
    Sofia Oliveira
    30/09/2015 at 9:41 PM

    É tão queridooooo! Já me aconteceu acolher uma gatinha, temporariamente, e no fim acabei por ficar com ela e agora tenho duas :3 São as coisas fofas da minha vida! eheh

    Beijinho*

  • Reply
    Joana Sousa
    30/09/2015 at 9:50 PM

    AAAAAIIII MEU DEUS <3 coisinha tão linda! Moça…quem tem 2, tem 3! :p

  • Reply
    Clenia
    01/10/2015 at 2:41 PM

    Owww amo gatos e esta história é mesmo uma benção! Ele tem sorte e espero que tenha bons donos e seja feliz, muitos nunca chegam a ter nada disso, tadinhos!
    Gostei imenso das dicas que deu sobre como introduzir um gato novo na rotina da casa, isso é muito importante. Quem me dera ter lido isso há mais de um ano e a minha Sushi não tinha bufado tanto. 🙂
    Beijinhos!

  • Reply
    Joana Rodrigues
    02/10/2015 at 3:46 AM

    Que lindooo!
    Parabéns pelo gesto e obrigada pelas dicas.

  • Reply
    João
    04/06/2016 at 3:23 PM

    Muito bom! Continue o óptimo trabalho!

  • Reply
    Beatriz
    24/07/2017 at 2:50 PM

    Eu tbm adotei um gatinho nessas condições, agora ele está lindo é o xodó da casa.

  • Reply
    Sophia Rodrigues
    03/06/2018 at 4:12 PM

    Realmente requer cuidados qdo encontramos um gato perdido na rua. Mas tenha certeza que depois ela vai retribuir muito mais do que demos a ele.
    http://blogrosemary.com/guia-para-um-gato-de-14-vidas/

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