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Quando a rotina deixa saudades…

Sou uma criatura estranha com uma relação ainda mais estranha com o tempo, mais precisamente com a sua passagem. Um acontecimento passado há anos parece-me, por vezes, ter não mais que um ano; ou então, algo relativamente recente parece-me centenário.
Por outro lado, quatro meses parece-me uma eternidade. É frequente dizer “Eix, nem acredito que já passaram três meses!” desde que algo prticularmente marcante aconteceu. Não sei porque tenho essa percepção do tempo, mas também não interessa. Às vezes até é engraçado.
Durante um determinado período de tempo, digamos, um estágio, criam-se rotinas, rituais e movimentos do dia-a-dia que, apesar de poderem ser aborrecidos e cansativos, quando mais tarde o tempo chega ao fim, essa rotina termina com ele. Desde o toque do despertador às 9 da manhã, ao pequeno-almoço enquanto dá a Tyra Banks, as estações de metro- sempre as mesmas- a trajectória sempre acompanhada de banda sonora, a rua, o prédio, as escadas/elevador que nos levam ao andar certo e, finalmente, os últimos passos até ao nosso destino: a secretária, o pc, o trabalho, as conversas, as caras familiares, as piadas do costume…
A verdade é que as rotinas que aborrecem de morte, mas há algumas que vão deixar saudades.
Isto a propósito de já ter terminado o estágio na Máxima. Todas as coisas boas terminam, é o que dizem, e tinha mesmo que ser. Cumpri as horas necessárias e está na hora de ter umas merecidas férias.
O que importa são as memórias, todas elas positivas.
Ah, a nova Máxima já saiu e vem lá um artigo meu. 🙂
Agora só penso no futuro. Oh, what to do? Sou uma eterna optimista. 😉

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