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Projecto Off Sight: Centro de Saúde abandonado

No início deste mês que acaba precisamente hoje, fui com algumas das meninas deste desafio (a Marta, a Raquel e a Margarida) explorar sítios abandonados em Sintra. Como uma verdadeira pro nestas andanças, a Margarida até fez um roteiro com as casas abandonadas mais próximas da estação de comboios! Mas em vez de vos contar o que vimos neste dia, partilho algo com vocês hoje que elas me mostraram e que, deste grupo, fui a última a ver.

Noutra ida a Sintra, as meninas que me acompanharam num dos primeiros sábados de Março, já tinham visitado este sítio e quiseram que eu também o conhecesse e eu só tenho a agradecer-lhes por isso!
As fotos que vos trago hoje são então de um antigo Centro de Saúde de Sintra.

Entrar por esta janela foi um bocadinho aventureiro. A Marta (na foto acima) que já lá tinha estado antes conhecia uma forma improvisada de ganhar altura para entrar pela janela: apoiar um pé em duas cadeiras (uma em cima da outra) de plástico que estavam lá no terreno fora do centro de saúde. Infelizmente as cadeiras só tinham – entre as duas – umas três pernas, o que não me deixei a sentir exactamente confiante, mas lá fui eu, acompanhada pela Raquel que quis mostrar os “cantos à casa” por dentro do edifício abandonado.

Lá dentro vi várias evidências não só da existência de – pelo menos – um gato (até o vi lá fora do edifício), mas de que alguém lá ia dar-lhe conforto e comida.

No geral não havia muita coisa para ver aqui, excepto um ou outro objecto pessoal ou do centro, deixado para trás. A zona do balcão de atendimento e do ecrã que seria provavelmente o que mostra o número das senhas chamadas, estão ainda muito bem conservados e deixam facilmente a nossa imaginação reconstituir um cenário realista em que todas estas peças se compõe e voltam a juntar. Consigo perfeitamente imaginar um dia a dia normalíssimo de um centro de saúde neste sítio.

Mas a minha visita a este espaço foi abruptamente terminada quando, assim que me deparei com uma porta fechada (trancada mesmo) lá dentro, bati à porta por instinto. A Raquel, a única pessoa que estava comigo lá dentro naquele momento, começou a correr com destino à janela. A fugir, pronto. Ahahahha
Quando eu bati à porta, ela disse que ouviu um ronco vindo de dentro dessa divisão do centro de saúde a cuja porta eu bati.

O que é que eu fiz?

Ora, corri atrás da Raquel e da janela para fora, claro! Há lá coisa mais assustadora do que presenças – para além das nossas – dentro de casas e edifícios abandonados? Não me parece.

Mas as duas cadeiras de três pernas lá aguentaram.

E agora a minha parte favorita do Off Sight: ver o que as minhas parceiras andaram a visitar e a fotografar este mês! 😀 Vamos ver?

 

Logotipo pela mão da querida Mafalda do Nuts for Paper.

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11 Comments

  • Reply
    Joana Sousa
    31/03/2017 at 9:40 AM

    Cruzes credo, rapariga, que medo! Essa saída foi mesmo à aventureira – ainda bem que bateste à porta!

    É tão giro ver as vossas diferentes perspectivas sobre o mesmo local. Todas parecem ter captado a alma dele, mas em pormenores muito distintos! De facto parece que a vida ficou em suspenso aí – como o ecrã! E como disse à Guida, é uma pena deixar-se um edifício assim chegar a esse estado, porque de facto parece bonito!
    Joana Sousa recently posted…Photo | Off Sight | Parque da Quinta das DevesasMy Profile

  • Reply
    Sandra
    31/03/2017 at 9:59 AM

    Nestes lugares parece que há sempre mais alguém não é? É estranho e é o que, ao mesmo tempo, singulariza os locais abandonados. Mais uma vez gostei muito e como já comentei em alguns artigos das outras meninas, tenho achado este projeto muito interessante, tanto pelas histórias como pelas fotografias e quando chega o último dia do mês lá vou eu ver por onde andaram 🙂 Beijo grande e bom fim-de-semana! *

  • Reply
    Marta Moura
    31/03/2017 at 11:28 AM

    Que sítio fabuloso! Ahahah, e estou a imaginar as vossas caras após o ronco! 🙂

  • Reply
    Bela Dina
    31/03/2017 at 1:01 PM

    Ai meninassss que aventura a vossa!!! Se estivesse convosco tb ía logo a correr atrás de vocês. eheheheh
    Gosto muito do facto de teres editado as fotos a preto e branco. Normalmente estes sitios assim não estão associados a cor e alegria e por isso acho que assenta na perfeição ao local.
    Parabéns!

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    Sofia P.
    31/03/2017 at 10:44 PM

    Que projecto bem interessante! Quero poder explorar Sintra de uma forma parecida, com alguma coragem envolvida, mas a ideia é explorar cenários mais sinistros e misteriosos. mas acho que mas é acabar por arranjar sarna para me coçar e fugir de lá ainda antes de conseguir tirar a primeira foto.
    As fotos ficaram magníficas, e o toque a preto e branco dão-lhes um certo suspense!
    Gostei de conhecer este projecto!

  • Reply
    Raquel Dias da Silva
    01/04/2017 at 1:43 PM

    Catarina,

    Adorei a forma como nos apresentaste o local. Gosto muito da edição a preto e branco, sobretudo em algumas fotografias, como a da disquete ou aquela em que aparece a placa a indicar o gabinete médico. A penúltima fotografia está muito forte visualmente, eu acho, é das minhas preferidas! Deste-me vontade de partilhar em breve a minha perspetiva fotográfica do local 🙂

    Beijinhos

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    Marta Chan
    04/04/2017 at 1:16 PM

    A forma como descreveste este momento é tão boa que só me apetecia virar a página e ler mais, como se de um livro se tratasse.
    É engraçado como tiraste fotos a coisas que nem tinha visto como essa disquete? =D a foto que tiraste ao espelho parece um wc normalíssimo e em excelentes condições.
    O que me assustou nesse local foi a quantidade de camas para animais que vi, parece que foi um mini canil noutros tempos. E assusta muiiiiito quando alguém que está contigo nestas andanças começa a ver e ouvir coisas, o pânico entra dentro de ti e só queres é sair dali o mais rápido possível antes que “te apanhem”

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    Catarina Gralha
    07/04/2017 at 8:32 PM

    Gosto mesmo que edites as fotografias a preto e branco. Encaixa-se tão bem neste tema! Questiono-me o que terá acontecido a esse centro de saúde… Porque é que agora está abandonado? E de quem seria o ronco que a Raquel ouviu? Fiquei cheia de curiosidade!
    Catarina Gralha recently posted…5 razões pelas quais adorei o Capilano Suspension Bridge Park, em VancouverMy Profile

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    Vânia
    08/04/2017 at 6:15 PM

    Hahaha Ó pá, o Off Sight ainda nos vai dar cabo do coração com tanto susto! 😀
    As fotos onde puseste gente, a da disquete e a da janela partida, não sei porquê, chamam-me a atenção. E o facto continuares a usar o b&w dá uma certa coerência ao desafio.
    Vânia recently posted…Off Sight | O Palácio Fonte da Pipa em LouléMy Profile

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    Catarina Coelho
    09/04/2017 at 6:41 PM

    Caaaat, estou a gostar imenso de acompanhar as tuas fotos a preto e branco. Tal como já aconteceu nos outros posts, acho que a edição que lhes dás confere uma “carga” muito particular às fotos e transmite um sentimento muito forte. Neste caso do Centro de Saúde, dá-lhe mesmo um ar muito creepy. E parece que consigo sentir degredo e doença, ao olhar para elas. Parece que houve algum tipo de pandemia, morreu toda a gente e os espaço ficou abandonado :p

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    Margarida Lozano
    12/04/2017 at 2:37 PM

    Eu acho genial que tenhas mantido as fotos a preto & branco, não só porque ficam bonitas mas também porque dão uma perspetiva diferente! A minha foto preferida é a 8ª foto!
    Quando vi a disquete fiquei espantada, porque na minha 1ª visita ao local tentei ver onde estavam as “pastas” e outros objetos típicos que vemos em centros como este.
    Eu adorei ver esta nova perspetiva, e definitivamente parece que fomos a lugares diferentes! 🙂
    Um beijo Cat
    Margarida Lozano recently posted…OFF SIGHT: Locais abandonados (Sintra)My Profile

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