7 descobertas nas duas primeiras semanas a trabalhar remotamente

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A minha segunda semana de trabalho remoto terminou na passada sexta-feira e, com ela, ganhei toda uma perspectiva sobre esta forma de trabalhar em primeira mão. Neste post, vou partilhar convosco algumas das coisas que aprendi a trabalhar remotamente nestas duas primeiras semanas. Espero que seja útil, especialmente a quem pondera trabalhar remotamente. Caso tenham vindo cá parar pela primeira vez, podem ler primeiro este post para conhecerem o contexto do meu trabalho. 🙂

Já andei a fazer algum teasing sobre um possível vídeo estilo Q&A sobre trabalhar remotamente e isso está decididamente nos meus planos, mas antes do vídeo, vou fazer um round-up destas primeiras duas semanas tentando não adiantar muitas das respostas às vossas perguntas.

1. Não sou (mesmo) uma ‘very early morning person’

Continuo a colocar despertador como se tivesse horas para ir trabalhar. Faz-me bem e ajuda-me a construir uma rotina, pelo menos de horários de funcionamento. Continuo com a certeza de que levantar-me com as galinhas não é para mim. Não gosto, nunca gostei e duvido muito de um cenário em que venha a gostar. Acordar entre as 8h45 e as 10h00 (quando me deito um bocado mais tarde por estar viciada numa série) é aceitável para mim.

2. Poupo taaaanto tempo na ‘commute’

Já desabafei aqui, noutro post, que a deslocação casa-trabalho-casa no meu antigo trabalho me fazia perder cerca de duas horas por dia em transportes, o que não só era tempo que eu perdia, mas que me fazia chegar ao escritório já ligeiramente cansada e fora do mindset para trabalhar.
Ao trabalhar remotamente, posso acordar mais tarde do que acordaria se fosse trabalhar fora, fazer o meu pequeno-almoço nas calmas e começar a trabalhar imediatamente. Se eu assim quiser.

3. Estou a conhecer os meus ritmos

Pode parecer mariquice, bem sei, mas ao trabalhar remotamente pude começar a aperceber-me e a sentir a que horas costumo estar mais produtiva, por isso – imaginem – se não estiver para aí virada de manhã, num dia, paro o que estou a fazer, vou arejar, passear, ao ginásio, etc., e faço uma tarde de trabalho mais intensa e focada. Não sei quanto a vocês, mas comigo funciono às mil maravilhas!

4. Para ser sincera, estou a sentir-me incrivelmente produtiva

Ao não ter que respeitar horários fixos e não ter que estar fisicamente num sítio por X horas, consigo trabalhar umas quatro horas seguidas quando estou a sentir-me mais inspirada e criativa. Isto ajuda-me a adiantar imenso trabalho, como podem imaginar e acaba por compensar especialmente em dias em que estou menos focada. Tem-me acontecido ter estes surtos de produtividade e eu estou a adorar isso.

5. Tenho muita sorte por poder trabalhar em vários sítios diferentes

Na semana passada trabalhei todos os dias a partir de casa, pois como vos expliquei tinha a minha empregada de férias e deu-me jeito poder ir fazendo as tarefas de casa nos intervalos do trabalho. No entanto, esta semana só trabalhei os dois primeiros dias em casa; nos dois seguintes trabalhei na biblioteca da Faculdade de Letras e ontem, sexta-feira, no Caleidoscópio. Já andava de olho nesse sítio há imenso tempo e enquanto lá estava não pude deixar de me sentir grata por poder utilizá-lo (só alunos e ex-alunos da Universidade de Lisboa têm acesso), pois não só é lindíssimo visualmente, mas tem também uma vista linda para o jardim do Campo Grande. Eu fiquei numa mesa com vista de frente para o lago do Campo Grande.

É inspirador poder usufruir de espaços com condições incríveis sem ter que pagar para trabalhar.

A propósito, vou escrever sobre esse tema em breve. 🙂

6. Trabalho melhor fora de casa

Ora, esta não tem muita ciência, certo? Não é que não consiga trabalhar bem em casa, mas sei agora que trabalho bem melhor fora dela, em espaços que não têm muito barulho ou distracções. Foi uma revelação ter descoberto isso, pois sempre me tinha perguntado se seria pessoa de ficar a trabalhar por casa ou de pegar no portátil e ir para qualquer sítio.

Agora já sei que vou ser a segunda versão sempre que puder, o que não quer dizer que, de vez em quando, também não fique em casa a trabalhar.

7. Mesmo trabalhando remotamente, continuo a sentir-me entusiasmada com o fim de semana!

Se acham que trabalhar remotamente é como estar de férias, deixem-me que vos diga: não é. Aquele mito de que às vezes se trabalha mais estando em casa não é, afinal, um mito. Se não formos regrados no trabalho podemos bem acabar a trabalhar o dobro das horas normais, mas noutra ocasião entrarei em mais detalhes sobre o porquê de ser assim na maioria dos casos de trabalhadores remotos. De qualquer modo e apesar de ter dias muito mais flexíveis trabalhando remotamente, sim, continuo a ficar entusiasmada com o fim de semana! Fim de semana continua a ser sinónimo de fazer o que eu bem quiser e sem preocupações de trabalho. 🙂

6 Comments

  1. Margarida Pestana says:

    Adorei este post Cat.
    Revi-me muito e até me motivou para não me deixar estar na letargia de estar em casa.
    Um dia combinamos e vamos as duas trabalhar num desses espaços lindíssimos.
    Que me dizes?

    Fico tão contente de saber que está tudo a correr bem e de estares a gostar deste novo desafio💪🏼 😍

    Mereces muito!
    Grande beijinho

    1. Catarina Alves de Sousa says:

      Obrigada, Maggie querida. Sim que sim, claro! Aliás, se tiveres disponibilidade, esse encontro vai acontecer bem mais cedo do que julgas. 😛 Ehehehe. Já te conto.
      Obrigada, obrigada darling. 😍

  2. Andreia says:

    Também trabalho remotamente há pouco tempo e ainda não experimentei o Caleidoscópio, ou outros espaços de co-work. Agora fiquei curiosa para ir trabalhar lá 🙂

    1. Catarina Alves de Sousa says:

      Eu aconselho muito, Andreia! 🙂 Claro que há quem trabalhe lindamente em casa, mas eu trabalho melhor fora e o Caleidoscópio é dos meus espaços favoritos!

  3. Nuno Reis says:

    Esta semana também está a ser elucidativa para mim. Como o fim-de-semana foi fisicamente puxado, segunda pelas 17h fui dormir. Num escritório sair a essa hora seria merecedor de olhares reprovadores e piadas pouco discretas. Da mesma fora que quando o trabalho está atrasado se trabalha um pouco à noite, também quando a noite está atrasada se dorme em horário de trabalho 🙂
    Terça e Quarta fiz reuniões por tele-conferência que me pouparam horas em deslocações e as clássicas alterações de última hora aos planos. Sem exageros, poupei mais de um dia de trabalho e não dei despesa nenhuma à empresa.

  4. Catarina Alves de Sousa says:

    É basicamente isso, Nuno: podemos sempre descansar quando precisamos e compensar o que for preciso noutro horário mais conveniente para nós. 🙂
    E é mesmo uma grande vantagem para as empresas ter colaboradores a trabalhar neste regime, especialmente no que diz respeito a despesas! Bem lembrado 😉

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