À descoberta de Alcântara e da Tapada das Necessidades

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Sabes que uma cidade ainda tem muito para te oferecer quando ainda não paraste de a descobrir mesmo já tendo passado dez anos desde que te mudaste para lá. Falo, neste caso de Lisboa, mas o mesmo é válido para o Porto.
Mas voltando a Lisboa, a verdade é que só a comecei a sentir como casa há muito pouco tempo, mas a partir do momento em que a senti como tal pela primeira vez, a nossa relação só tem melhorado. Principalmente quando o sol espreita e há um fim de semana pelo meio.

A caminho da Tapada das Necessidades

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Tudo começou no domingo quando eu e a minha amiga Joana partimos à aventura. Ok, se calhar aventura é um bocadinho exagerado, mas queríamos ir conhecer um lugar novo onde nunca tínhamos estado antes e que, para dizer a verdade, nem sabíamos bem onde era.

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Há anos e anos que ouvia falar na Tapadas das Necessidades, mas parecia-me estranho que fosse para os lados de Alcântara. Não costumo falar muito disto por aqui, mas já vivi em Alcântara, três anos para ser exacta, e não me lembrava de nada remotamente parecido com a Tapada. Chega a ser bizarro nunca lá ter estado morando tão perto!

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Após andarmos um bocadinho depois de termos saído numa paragem de autocarro na Avenida Infante Santo, fomos parar a este largo que é também um miradouro.

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Parámos um bocadinho para olharmos para a vista fantástica e depois arrancámos rumo ao sítio escolhido. Claro que, pelo caminho, fomos encontrando recantos e detalhes giríssimos que vi pela primeira vez. 🙂

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Reconhecem? é o Cemitério dos Prazeres e também merece uma visita à parte. Eu já lá fui, mas na altura ainda não tinha uma boa máquina fotográfica e acho que merece um post só para ele. Não seria a primeira vez que vos mostraria um cemitério aqui no blog.

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Bla bla bla D. João V. ergueu este muro. Pronto, já vos poupei o trabalho de tentar ler isto. 😛

A chegada à Tapada das Necessidades

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Depois de uma longa subida: FINALMENTE!

Chegadas à Tapada das Necessidades, a primeira coisa em que reparámos foi na imensa quantidade de (belíssimos edifícios) abandonados. Quem nunca lá foi não imagina realmente que tantos edifícios em mau estado e aparentemente sem dono existem por ali.

Mas não, o seguinte edifício não faz parte da lista de edifícios abandonados.

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Se não me engano, nas duas fotos de cima o edifício que vemos é o Palácio das Necessidades, um antigo convento e, hoje em dia, a actual sede do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

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Já este edifício amarelinho é Casa do Regalo, mandada construir pelo rei D. Carlos I, após subir ao trono, em 1889, destinada a estúdio de pintura da rainha D. Amélia (1865-1951).

Hoje em dia é aqui situado o gabinete do ex-Presidente da República Dr. Jorge Sampaio que exerce as funções de Alto Representante da ONU para a Aliança das Civilizações e de Enviado Especial do Secretário-geral da ONU para a Luta Contra a Tuberculose.

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E é assim a Tapada das Necessidades, uma muito feliz descoberta minha nesta cidade também cada vez mais minha. Estão tão feliz por estar a descobrir cada vez mais espaços verdes que nem imaginam! Já tenho tantos planos para a Tapada das Necessidades… Os meus planos passam por fazer um brunch (levado de casa) com os amigos, género piquenique e aproveitar este cenário lindíssimo para combinar sessões fotográficas, tal como fiz com o Parque Botânico do Monteiro-Mor e com a Quinta das Conchas e dos Liláses, esta última, mesmo aqui ao pé de casa (literalmente). Ah, e convém ainda mencionar que a entrada neste jardim lindíssimo é livre. 🙂

Já conhecem a Tapada das Necessidades? Será que toda a gente conhecia menos eu? Que outros espaços verdes bonitos me podem aconselhar aqui em Lisboa? 😀

7 Comments

  1. Sofia Garrido says:

    Conheço bem a Tapada e descobri-a quando ma recomendaram para fotografar um editorial há uns anos. Fiquei encantada! Já lá voltei algumas vezes e há sempre algo de novo para descobrir. Mas está tão abandonada, realmente… Numa vez que lá fui em passeio repreendi uns miúdos que estavam a escrever numa das estátuas e depois fui falar com o segurança para ficar alerta com os miúdos que andavam para lá a vandalizar e ele teve uma atitude tão conformista e quase a encolher os ombros que me irritou.

    Pela 13ª foto vejo que apanhaste essa zona da Tapada aberta. Da última vez que lá fui fiquei triste por não conseguir ir até aí! É das zonas mais bonitas!

    Beijinhos, Catarina

  2. Catarina says:

    Que sítio lindo! E mais um que eu não conheço :/ como é possível uma vida inteira a morar em Lisboa e não conhecer nada dela? Tenho de mudar isso rapidamente! 😀 Beijinhos*

  3. Madalena says:

    Que fotos mais lindas! 😀 Desconhecia por completo a Tapada das Necessidades, mas fiquei com muita vontade de ir lá fazer um passeio. Em dias ensolarados não há melhor programa que esse 🙂 Beijinhos

  4. Marta Chan says:

    Já tinha ouvido falar maravilhas desse local. Há imensos cantinhos na capital por descobrir, eu já tenho uma lista infinita, a ver se começo a fazer checked a cada uma 😛

  5. Joana Sousa says:

    Que lindooooo! E que fotos lindas, Catarina! Esse lugar parece ter algo de mágico…tenho que ir aí na próxima visita a Lisboa!

  6. Mena Oostenveld-Pontes Salvador says:

    Que recordações. Lindas fotos.
    Nasci na Calçada das Necessidades e ia à escola na Tapada.
    Vivo à 48 anos na Olanda, mas quando vou a Lisboa tento sempro ir la para matar saudades.

  7. Photoshoot: Once Upon a Time in Mexico says:

    […] repletas de cactus, mas claro, sem sair de Portugal. E então lembrei-me instintivamente da Tapada das Necessidades, onde tinha estado este ano pela primeira vez a […]

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