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Como habituámos os nossos gatos à casa nova

Uma (aliás, duas) das minhas principais preocupações antes de mudar de casa eram os gatos. Quem conhece e convive com gatos, sabe que – salvo algumas excepções – os gatos não são as criaturas mais fãs de mudanças bruscas. Às vezes, muda-se de comida e estranham; muda-se de areia, idem, então mudando de casa ainda mais difícil é a adaptação.
Até agora, só tinha passado por isso uma vez, com a Zelda, quando em 2012, nos mudámos do apartamento que partilhávamos com outras raparigas, para a casa em que vivemos com o meu namorado (aka “o dono”) até Agosto deste ano.

A primeira mudança de casa da Zelda (2012)

Na altura, a Zelda não achou piada nenhuma à mudança. Já a tínhamos levado à casa nova (nova na altura, claro) para que a mudança oficial não a chocasse tanto, mas não adiantou grande coisa. Sempre que lá ia, escondia-se o tempo todo. O dia da mudança não foi diferente e, durante bastante tempo, tivemos problemas com a menina a marcar o território, se é que me entendem. Na altura, ainda não era esterilizada, logo também pode ter sido por causa disso.

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A chegada do Loki (2012)

No mês seguinte à primeira mudança de casa, levámos a Zelda para ser esterilizada e viemos para casa não só com a Zelda, mas com o Loki bebé. Outro período de adaptação para a Zelda. Long story short, não foi nada fácil e ela ainda odiou o Loki durante algum tempinho até se habituar a ele.

Por sua vez, o Loki, ao contrário da Zelda, só conheceu a casa anterior. Era o único lar que conhecia, daí eu estar mais apreensiva com a mudança dele, até porque o conheço muito bem e sei como ele é mariquinhas.

A mudança para a casa nova (2016)

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Então, o que fizemos de diferente nesta nova mudança? Como foi com o Loki? E a Zelda, escondeu-se como na primeira mudança de casa? Já vos conto tudo! 🙂

Para começar, desta vez não levámos nenhum dos gatos à casa nova antes da mudança.

Deixámos os senhores da empresa de mudanças levar todos os caixotes da casa antiga para a casa nova e, só no final do dia, quando já tudo estava na casa nova, fomos à casa antiga buscar os gatos. Metemo-los a ambos nas transportadores e lá fomos nós! O Loki, claro, foi a miar o tempo todo desde que saiu de casa. O que vale é que o caminho era curto.

Os primeiros momentos na casa nova e as reacções de ambos

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O Loki no dia da mudança, debaixo do sofá na casa nova

Assim que chegámos à casa nova, deixámo-los sair das transportadoras, curiosos por saber como cada um iria reagir.

Zelda: saiu da transportadora com uma confiança atípica, cheia de curiosidade e vontade de explorar a casa nova. Parecia entusiasmada e sem medo nenhum.

Loki: demorou a sair da transportador e, assim que saiu, foi esconder-se debaixo do sofá do quarto de hóspedes, onde os soltámos. Miou o tempo todo.

À noite

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Já de noite, as coisas mudaram subitamente. A Zelda, que andava tão feliz e contente pela casa toda, do nada começou a bufar ao Loki por tudo e por nada. Até rosnava (ou o barulho equivalente que os gatos fazem. Como se a culpa da mudança fosse do Loki, coitado.
Por sua vez, o Loki ainda miava muito e só à noite saiu de debaixo do sofá.

O Loki recusava vir para a sala e a Zelda estava particularmente defensiva desta parte da casa, pelo que tivemos que a expulsar temporariamente para ver se ela parava de achar que a sala era território dela e deixava de ser agressiva para com o Loki, especialmente nesta divisão.

Antes de irmos dormir, deixámos os gatos no quarto de hóspedes para se habituarem a conviver um com o outro na casa nova. Como a casa é grande, tivemos receio que, se os deixássemos à vontade durante a noite, eles acabassem por se evitar e os problemas ainda permanecessem de manhã.

Quando eu me fui deitar, o Loki estava no sofá (em cima dele, desta vez) e a Zelda estava amuada, no poliban do wc do quarto de hóspedes.

No dia seguinte

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De manhã, estavam amiguinhos como antes. Como se nada se tivesse passado. Incrível. Na noite do segundo dia, à noite, já ambos estavam deitados connosco no sofá a ver filmes, tal como na casa antiga.

E eu – feliz da vida – que achei que iam demorar semanas (senão um mês) a habituarem-se à casa nova.

Como preparámos a casa para a chegada dos gatos

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Não houve nenhuma pesquisa desenfreada pelos milhões de artigos à nossa disposição na internet, não pensem. Desta vez, agimos por instinto, baseando-nos no que conhecemos dos nossos felpudos. Então, sem qualquer mistério ou magia, o que fizemos foi o seguinte:

  1. Fomos várias vezes à casa nova antes da mudança (esta parte não foi propositada, teve mesmo que ser), por isso ela já tinha o nosso cheiro quando os gatos chegaram;
  2. Espalhámos vários brinquedos deles pela casa;
  3. Trouxemos os pratos de comida que eles usavam na casa antiga e, quando chegaram, já tinham comida e água fresca nos mesmos pratos e taças;
  4. Andámos com eles pela casa toda a mostrar-lhes as divisões, falando sempre com eles num tom de voz positivo e encorajador;
  5. Levámo-los ao nosso quarto e ao quarto de hóspedes que tinham, respectivamente, a nossa cama e um dos sofás da casa antiga, pelo que os reconheceram logo;
  6. Mostrámos-lhes as varandas que a casa tem, o que foi logo um ponto a favor da casa nova para eles. Adoraram!

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Actualmente (dois meses depois da mudança)

Hoje, dois meses e pouco depois da mudança de casa, posso dizer que os gatinhos adoram a casa nova! Não só têm mais espaço para correr e brincar, como têm também mais esconderijos (que gato não adora esconder-se num canto qualquer?), espaços de conforto e, claro, varandas para apanhar sol! O que eles adoram apanhar sol nas varandas. Os rituais e hábitos deles também já parecem estar 100% cimentados. Têm horas para comer, para pedir comida (sim, eles fazem isso), dormir, brincar e têm os espaços favoritos de cada um.
O do Loki é – claramente – o sofá da sala e sempre o mesmo sítio do sofá. O da Zelda é a cadeira preta do escritório, mas quando eu estou lá a trabalhar ou a escrever, ela gosta de estar perto de mim e sobe para a secretária. Agora até lhe ponho uma almofada de propósito para a menina ficar mais confortável enquanto eu estou a roubar a sua cadeira favorita. 😛

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O lugar favorito do Loki em toda a casa.

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A Zelda em cima da secretária do escritório enquanto eu ocupo a sua cadeira favorita.

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E pronto, é esta a história da mudança de casa dos gatinhos. Da minha já tinha falado um bocadinho aqui.

E vocês, já mudaram de casa com animais? Foi uma mudança fácil? Que medidas tomaram para que eles se sentissem mais à vontade? 🙂

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4 Comments

  • Reply
    Catarina
    03/11/2016 at 11:18 AM

    Em Fevereiro passei pela mesma situação e foi bastante semelhante, ao início a minha gata estranhou a casa nova, mas como fizemos a mudança toda e ela foi a última a vir para a casa nova, adaptou-se num instante, pois já estavam as coisinhas todas dela e da outra casa no sítio. É mesmo a melhor técnica 🙂

  • Reply
    Sofia Garrido
    03/11/2016 at 8:13 PM

    É muito giro que tenhas documentado isto, numa fase de tamanha mudança para vocês e para eles. 🙂
    Depois do stress e choque inicial, é toda uma descoberta cheia de novidades e os gatinhos, curiosos, adoram sempre isso!
    Já me mudei 2 vezes com a minha gata e correu sempre bem, sem nunca se esconder, logo muito curiosa e exploradora e sem mudanças de comportamento, nem perdas de apetite, como às vezes alguns gatinhos têm nestas situações.
    Que bom que a adaptação dos teus tem corrido bem e que têm ainda mais espaço para brincar!

  • Reply
    Inês Silva
    07/11/2016 at 1:13 PM

    Nunca passei por nada assim, por isso foi giro ler sobre o assunto, não entendo muito sobre gatos x)

  • Reply
    PAULA GONCALVES
    11/04/2017 at 6:51 PM

    ola gostei de ler a tua historia pois eu vou passar pelo mesmo muito em breve e confesso tenho andado muito preocupada com os meus gatos. Tenho feito pesquisas na net sobre gatos e modanças de casa e acho que fico mais preocupada com o que leio. Tenho 1 gato e 1 gata, o Lord e a Minu com personalidades completamente opostas. O Lord foi um gato abandonado que eu recolhi, é um gato aventureiro nao tem medo de nada e tenho que ter muito cuidado com as portas abertas pois ele foge, a Minu por sua vez foi-me oferecida ainda bebe, nao conheçe a rua, apesar de curiosa é muito medricas com ela posso deixar as portas abertas que ela nao foge pois tem medo. A minha casa actual é muito pequena tamos sempre uns perto dos outros, ao contrario da casa para onde vou que é 3 vezes maior que esta e ainda tem um patio . Agradeço o teu texto pois vou tentar faaer o mesmo e rezar para que corra tudo bem.

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