Derrotados pelo tempo a caminho da motanha mais alta da Irlanda

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Em dias de sol como este, dias como este parecem ter acontecido quase noutra vida, mas na verdade foi só há quatro meses durante a minha viagem por Killarney. Houve um dia em que decidimos alugar um carro e fazer o Ring of Kerry, um percurso circular que abrange várias atracções e paisagens de Killarney, coisas dignas de filme e de cortar a respiração, como um rio que atravessa montanhas sumptuosas e outras vistas que tal.
Nessa manhã decidimos então começar por uma parte do Ring of Kerry que se chama Gap of Dunloe que é só lindíssimo. Se quiserem ver fotos vejam aqui no Google porque eu não tirei nenhuma. Porquê? Porque não conseguimos lá chegar!

(na foto acima a chuva e o vento estavam a vir directamente à minha cara, por isso a minha máquina fotográfica sofreu um bocadinho e teve alguma dificuldade a focar).

Depois de percebermos que não íamos poder chegar lá de carro, estacionámos o mais perto possível, mas ainda assim eram 45 min. de caminhada (para cada lado, se não me engano). Mas caramba… estávamos em Killarney de férias, não era provável que lá voltássemos tão cedo, por isso nem hesitámos e começámos a caminhada rumo à montanha mais alta da Irlanda – Carrauntoohil – que se desenhava no horizonte e marcava assim a direcção que deveríamos seguir.

Claro que, pelo título deste post já perceberam também que não chegámos lá… Gostava que houvesse uma forma de vos mostrar como estava o tempo, como nos sentíamos. Pelas fotos já viram que estava péssimo, claro, mas não se vêem as rajadas de vento que volta e meia nos atacavam, fortes e geladas, trazendo também aquela chuva desconfortável e pequenina que me irrita profundamente. O pior, contudo, era mesmo o frio gélido que, juntamente com as roupas que iam começando a ficar molhadas, nos desmotivou de alcançar o famoso Gap of Dunloe.

  

Percebemos que a nossa visita teria que continuar num outro dia, no futuro quando lá regressarmos e eu espero que regressemos mesmo.

Não quer isso dizer que não tenhamos continuado a percorrer o Ring of Kerry! Oh não, ainda vimos muita coisa, mas paisagens… este dia não colaborou connosco.

Ainda assim e apesar de tudo, este acabou por ser um dia inesquecível para mim. Apesar de não ver bem todas as vistas, eu e ele passámos imenso tempo juntos, longe da tecnologia e do ritmo agitado das nossas vidas e das cidades, vimos outras atracções absolutamente fascinantes e eu até consegui ver uma certa magia neste tempo invernoso, escuro e chuvoso. Sempre achei que carregavam com eles alguma magia e quando passei por atracções mais celtas senti-o sem qualquer dúvida. Há um misticismo muito forte em dias assim.

Este foi também o dia em que fotografei a Muckross Abbey, que vos mostrei neste post do projecto Off Sight e muitas outras coisas que ainda não vos mostrei. Não vos vou mostrar todas as pedras que vi pelo caminho, mas ainda há uma ou outra coisa que gostava mesmo de partilhar aqui convosco, até porque esta foi uma viagem muito especial para mim e que, tal como a viagem à Escócia, aguçou o meu apetite e curiosidade por estas terras outrora habitadas pelos misteriosos e fascinantes celtas.

Portanto, até às próximas partilhas, se quiserem ver os outros posts que já escrevi sobre esta viagem à Irlanda, vejam a tag Irlanda. 🙂

Espero que tenham gostado de mais este bocadinho da minha viagem!

6 Comments

  1. Marta Chan says:

    Faz me lembrar o nosso fim de semana de tempestade em skye nas mesmo assim foram na mesma e aproveitaram! É isso, há que voltar à Irlanda, eu mal posso esperar para fazer o mesmo, tanto por explorar!

    1. joan of july says:

      É isso mesmo, Martinha! 😀 E também quero voltar a Skye. Ou melhor, queremos fazer uma viagem só pelas ilhas da Escócia. Não me canso desse país. 🙂

  2. Ester says:

    Que pena não teres conseguido visitar como querias! Realmente o tempo na Irlanda consegue ser extremamente imprevisível, eu no mesmo dia já cheguei a ter sol, chuva, ventos fortes e neve!

    1. joan of july says:

      Oh sim, também tive tudo isso menos neve. Mas um dia voltarei para ver o que não vi. Aliás, conto regressar tanto à Irlanda como à Escócia. 🙂

  3. Catarina Gralha says:

    Também já me aconteceu ter de mudar os meus planos por causa de um tempo que não queria dar tréguas… Faz parte, e por vezes temos de saber quando desistir. Sem dúvida que outras oportunidades virão, e irás conseguir explorar o que ficou de fora desse dia 🙂
    Catarina Gralha recently posted…Royal BC Museum, um museu surpreendente em Victoria, no CanadáMy Profile

    1. joan of july says:

      Pois, tem mesmo que ser, temos que nos adaptar. 🙂
      Sim, pretendo voltar um dia e terminar e que começámos! 😉

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