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Praga: Checklist de locais icónicos

Chegou finalmente o momento de trazer as minhas últimas viagens ao blog. Em apenas uma semana fui a duas cidades europeias fascinantes, cada uma à sua maneira. Hoje, passeamos pelas antigas e misteriosas ruas de Praga, a capital da República Checa.

A saber: visitei todos estes marcos a pé e fiz as deslocações entre eles também a pé. Só fui de metro do hotel para o centro, mas tanto de metro como a pé, circula-se muito bem em Praga por qualquer um destes meios. Claro que, quando se anda a turistar, a pé vale muito mais a pena para absorver bem as vistas. Afinal, viajar e visitar uma cidade não consiste apenas em entrar e sair de monumentos.

Antes de começarmos esta espécie de checklist de Praga, adianto que este não será o único post sobre esta visita. Quero ainda fazer uma apreciação geral sobre a cidade e daquilo que gostei mais e menos. Mas por agora, vamos lá perscrutar as ruas desta misteriosa cidade.

Old Town Square

Este é o centro histórico de Praga, uma paragem absolutamente obrigatória. É um centro pequeno, mas com muito a acontecer e muito para ver, tanto a nível de monumentos como de museus e lojas.
Foi por aqui que comprei um livro de lendas da cidade de Praga numa livraria maravilhosa e onde visitei a Gallery of Prague, onde tive a oportunidade de ver uma exposição de Salvador Dali, Alfons Mucha (que tem o seu próprio museu em Praga, o Mucha Museum) e Andy Warhol no mesmo edifício (um piso por artista).

Mas há atrações para todos os gostos! Se tiverem tempo, permitam-se passear livremente pelas ruas do centro, entrem nas lojas, respirem a cultura checa.

Astronomical Clock

O Astronomical Clock é uma das atrações da Old Town Square e é o terceiro relógio astronómico mais velho na Europa (1410), ainda em funcionamento.

Igreja de St. Nicholas

A igreja de São Nicolau, ou St. Nicholas, em Praga, é uma igreja barroca construída entre 1704-1755 num local onde uma igraja gótica do séc. XIII se ergueu em tempos. Se forem a Praga, de certeza que vão dar com ela facilmente e, nesse momento, façam questão de entrar e de admirar aquele que é considerado um dos expoentes máximos do Barroco checo.

Charles Bridge

Hoje em dia, a Charles Bridge não é a única ponte que, em Praga, atravessa o rio Vltava, mas é uma ponte histórica cuja construção começou no séc. XIII, tendo apenas terminado no séc. XV. O seu nome vem do rei Charles IV, que a mandou construir.

Até 1841, esta era a única forma de atravessar Praga entre o lado da Old Town e o do Castelo de Praga.

Para além da vista lindíssima para o rio e para cada lado de Praga, podem ainda admirar as belíssimas esculturas que acompanham a travessia da ponte. São 30 estátuas dispostas de ambos os lados da ponte, por isso têm muito que ver! O desafio é conciliar a atenção que dão às estátuas e as que dão aos vendedores que dispõe quadros e pinturas lindíssimas ao longo da ponte. Ah, isso e não ir contra outros turistas!

Sabem aquelas fotos bonitas de influenciadoras no Instagram que aparecem em fotos – sozinhas – nesta ponte? Bem… se visitarem Praga e quiserem uma dessas fotos para o vosso próprio Instagram, apareçam na ponte mal amanhecer (é a dica das influencers, coisa que eu nunca serei porque nunca na vida acordarei às 4 da manhã para ir tirar fotos para o meu Insta). Caso contrário, a vista será mais esta: muitos turistas.

Castelo de Praga

Ora aqui está a próxima paragem obrigatória: o Castelo de Praga, um dos symbolos e mais importantes monumentos da História e Cultura da República Checa. Para além disso – e este é um dos factos mais interessantes sobre ele – é um dos maiores (em área) castelos medievais do mundo!

Para além de adornar a paisagem como se fosse a cereja no topo do bolo, tem uma história tão interessante que não dá para ignorá-lo e passar esta visita à frente. Mas também, porque é que alguém o faria propositadamente?

Mas não pensem que só vale a pena ir ao Castelo de Praga pelos interiores, nada disso! Dentro do complex do qual faz parte o castelo têm também outros monumentos históricos de enorme beleza e importância. Podem vê-los a todos aqui. Eu aproveito só para fazer um apontamento sobre a beleza da St. George’s Basilica e da St. Vitus Cathedral (a maior da República Checa). 🙂

A tentar fingir que a caminhada até ao castelo não custou nada num dia de 30º. Convencidos?

Finalmente chegámos ao castelo!
Mais vistas maravilhosas do castelo para a cidade de Praga abaixo.

Golden Lane

Assim sem quaisquer rodeios, digo-vos: esta foi a minha parte favorita na minha visita ao Castelo de Praga! A Golden Lane é uma rua composta por casinhas muito pequeninas onde vivam os trabalhadores do castelo, desde guardas, a boticários, passando pelas costureiras, curandeiros, etc.
Adorei espreitar para cada casinha, tão bem montada com as humildes comodidades da altura.

O nome Golden Lane foi originado pelos vários ourives que trabalhavam nesta rua.
Outra curiosidade da Golden Lane, especificamente na casa nº22, é o facto de ter servido como residência do escritor checo Franz Kafka.

A vista do Castelo sobre Praga

Não saiam do complexo do castelo sem parar para observar (e fotografar) esta vista maravilhosa! Que cidade bonita, não acham?

Lennon Wall

Esta atração apareceu-me em todos os roteiros que consultei, mas digo-vos que, a não ser que sejam super fãs do John Lennon e/ou dos Beatles, não é a visita mais imperdível. Porém, tem uma origem interessante.

A parede começou com uma única pintura do músico inglês após o seu assassinato em 1980. Como o regime comunista de Gustáv Husák via os Beatles como um símbolo do capitalismo, que desprezava, isto desencadeou diversas altercações entre os estudantes checos e a polícia, que os descrevia como agentes do capitalismo.

Dancing House

Vi este difício de passagem para a terminar um dia em Praga junto ao rio e achei-lhe piada. Depois, pensei melhor no mapa de Praga que tinha comigo no hotel e reconheci a arquitectura sui generis: era a Dancing House!

Originalmente chamada Fred e Ginger (de Fred Astaire e Ginger Rogers, a lembrar um par de dançarinos), é hoje em dia um prédio de escritórios que tem também um restaurante francês no topo, supostamente com vistas bonitas para a cidade. Esta construção resultou da colaboração entre o arquitecto croata Vlado Milunić e o arquitecto canadiano Frank Gehry.

É mais um ex-líbris arquitectónico do que algo a visitar, propriamente. No próximo ponto do roteiro já vos conto porque passei por lá.

Beber ao pé do rio

Durante a Primavera-Verão alguns habitantes de Praga vêm descomprimir e socializar para o rio, com boa companhia e bebida. Já agora, fãs de cerveja, vão amar Praga: supostamente é boa (digo “supostamente” porque detesto cerveja) e barata. Remediando com cidra, gostei imenso desta vibe descontraída e cool da cidade. Mais que isso, adorei fazer algo não turista e que os habitantes locais fazem.

Sabem, por vezes viajo com pouco tempo para viver as cidades como os locais, algo que adoro fazer, pelo que este bocadinho me soube muito bem.

Acabar o dia num Beergarden

A seguir à(s) bebida(s) ao é do rio, subimos para o Letná Beergarden para terminar o dia em grande. Este beergarden fica situado no Letná Park, também ao pé de um castelo na margem aposta à do Castelo de Praga. Do rio até lá acima foi uma subida respeitável, deixem-me que vos diga! Mas valeu muito a pena. Valeu pela vista incrível (mais uma vez), pela golden hour que apanhei e pelas salsichas balcãs que comemos lá.

E foi assim, por alto, o meu roteiro de Praga e os locais mais icónicos que visitei.

Espero que tenham gostado e que me acompanhem nos próximos relatos de Praga e, depois, de Roma.

Se quiserem ver outras viagens minhas basta clicarem aqui. 🙂

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