Desculpa, tens um bocadinho de “não tens nada a ver com isso” no teu leite de soja

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Já me sinto exausta ainda antes mesmo de começar a escrever este post… Não podemos comer carne porque dá cancro, não podemos beber leite porque também dá cancro (nem sei se é isto que se alega, mas em caso de dúvida é sempre cancro), o peixe também tem os seus problemas, os ovos provêm de galinhas que tiveram uma vida terrível e agora até os pensos e os tampões higiénicos são tóxicos. Ufff… Mas o que raio é que podemos meter no corpitxo hoje em dia?! Plantas e leite de soja, pelo que tenho andado a ler. Mas já lá vamos.

Antes disso, deixem-me só tirar a primeira pedra do sapato.

1. Pessoas – portuguesas e a viver em Portugal – que partilham vídeos que não espelham minimamente a realidade portuguesa

 
 

A ideia (e a vontade) de escrever este post surgiu-me primeiramente ao ver uma data de partilhas nas redes sociais de um vídeo que expunha a dura realidade da produção de leite e que enfatizava as degradantes condições em que eram tratadas as vacas leiteiras. Aquilo fez-me impressão e até me deixou a sentir culpada por beber leite de vaca durante algum tempo, mas um belo dia deu-me uma epifania. Ou melhor, lembrei-me que conheço pessoalmente um rapaz que trabalha precisamente nessa área. A família dele tem uma quinta enorme cheia de vaquinhas e que faz precisamente isso: produção de leite. As vaquinhas dele dão leite e eles vendem à Agros (não sei se a outras também).

Ora, daí lembrei-me que até já estive nessa quinta e que conheci algumas das vaquinhas. Apesar de não me lembrar do nome delas, sei que vivem em condições ideais, que andam ao ar livre e que são tratadas até com afecto pelos seus criadores. Nada do que aparece no tal vídeo retrata a realidade dessa quinta. Então, na altura da minha epifania, dei-me uma chapada mental e pensei: “Porra, aquilo até pode ser verdade, mas não em Portugal. Nem temos tantas bocas que justifiquem aquele tipo de produção em massa”. Isto, aliado ao facto de ter visto como funciona uma quinta produtora de leite, dissolveu qualquer vestígio de culpa que pudesse sentir relativamente a beber leite de vaca.

“Ahh, até pode ser, mas mesmo assim o leite de vaca faz-te mal!”, dizem alguns de vocês.

 

Se calhar faz, sinceramente nem li muito sobre esse assunto, mas:

  1. não tenho intolerância à lactose;
  2. entre um copo de leite e um de whiskey/gin/rum (whatever), guess what? Qual faz pior?

Adoro as pessoas que apregoam que o leite faz mal, mas bebem cervejas e afins quando saem à noite. Really, querem comparar os malefícios? Além disso, tudo o que é em demasia, faz mal, não é segredo nenhum.

Mas agora, deixem-me em paz com a minha caneca de leite com café ao pequeno-almoço e que tão feliz me faz.

Quanto ao leite de soja, odeio os sem sabor, mas eu própria sou consumidora daqueles de baunilha, morango e outros sabores bons (e que tenho a certeza que têm muitos mais químicos que o leite branco de vaca). Ou seja, não tenho nada contra o leite de soja.

2. ‘The Rise of the Vegans’

Antes de passar à segunda pedra no meu sapato, fica um pequeno disclaimer: tenho zero problemas com vegans e vegetarianos. Respeito todas as escolhas alimentares, talvez com excepção do canibalismo porque aí já envolve homicídio e isso é chato.

Agora, tenho – de facto – um grande problema quando vejo algumas destas pessoas a darem grandes sermões nas redes sociais aos amigos “carnívoros” porque são maus para os animais, porque vão morrer mais cedo, etc., etc. Isto revolta-me por muitas razões, mas três das principais são:

a) Não vejo “carnívoros” (que são, na realidade, omnívoros) a escarrapachar nas redes sociais a sua dieta alimentar da mesma forma (muitas vezes) histérica que os vegans/vegetarianos, como se estivessem à espera de uma salva de palmas pelas suas escolhas aparentemente irrepreensíveis. Amigos, ninguém quer saber o que vocês comem. Literalmente ninguém. E se fazem muitos likes nas vossas fotos de comida é porque estão realmente giras, não é pelas vossas opções alimentares;

 

b) Ninguém nesta vida é superior a outros pelas escolhas alimentares, tal como ninguém é superior a alguém pelas suas inclinações sexuais. Got it? Mas só “somos todos Charlie” até certo ponto, não é? “Equality for all, mas hey, só no que diz respeito ao feminismo e às relações homossexuais, porque no que diz respeito à comida, quem come animais = lixo”. É isto que eu leio entrelinhas nos sermões que apanho por aí.

c) Todas as escolhas alimentares (das que estamos aqui a falar) devem ser respeitadas. Ponto final e nem deveria haver discussão sobre isso. Eu respeito quem tem uma dieta alimentar diferente da minha, qual é a dificuldade em fazerem o mesmo (quem não o faz)?

Há mais uma razão, mas essa merece um tópico só para ela.

3. A vergonha de comer carne e o falso vegetarianismo

Quem não adora aquelas pessoas que dizem ter decidido agora tornarem-se vegetarianas, mas que, volta e meia, partilham fotos de hambúrgueres de vaca (mas nunca o mencionando) ou de sushi que vai comer aos sítios da moda? Essas pessoas são as mesmas que se tornam vegan/vegetarianas precisamente por ser “moda”. Uma palhaçada… Não consigo levar a sério ninguém que se preste a isto. Estará fora de moda ter uma personalidade?

Claro que também há pessoas que estão apenas a tentar reduzir o consumo de carne ou que, simplesmente, nem sequer gostam, mas não é (obviamente) delas que falo.

Mas a verdade é que, com a excepção destas pessoas, entre muitas outras instalou-se um novo tabu: comer carne. Sim, hoje em dia parece, principalmente num grupo de raparigas novas e fashionable, um enorme faux-pas admitir que se ingere algo que tenha saído de um animal… Se ainda não ficaram com essa ideia, acho isso ridículo. Não só não acho que isso seja errado, como acho que ninguém tem direito a julgar.

Conclusão

 

E antes que me caiam todos em cima, vou aproveitar a deixa para deixar muito claro que:

  • me preocupo bastante com a origem dos produtos que consumo e quando digo “origem”, para mim isto diz também respeito às condições de vida dos animais. Percebam uma coisa: cá em Portugal as coisas não são feitas como em vídeos que vocês adoram partilhar; o nosso país é uma ervilha quando comparado, por exemplo, aos Estados Unidos, logo os meios de produção não são os mesmos. Consumir carnes e outros produtos de origem portuguesa é importante não só do ponto de vista económico, por este motivo também.
  • respeito e vou continuar a respeitar as escolhas alimentares de toda a gente.

Agora, o que acho que preciso de dizer como nota final é que toda a gente é diferente, o que funciona para mim, pode não funcionar para outra pessoa ou ao contrário. É preciso é olharmos para nós mesmos, para as nossas vidas, os nossos corpos e a nossa saúde. Não vai ser por criticar e humilhar público-digitalmente quem pensa de forma diferente ou quem tem crenças diferentes das nossas que vamos inspirar algum tipo de mudança.

Na verdade, o que acontece quando criticamos alguém, é que esse alguém, em vez de mudar o comportamento, vai pôr-se à defensiva e vai agarrar-se com unhas e dentes aos seus princípios, nunca aos vossos. Por isso, sigam os vossos próprios conselhos e deixem o resto das pessoas viverem como querem.

No fundo, este texto enorme é precisamente para chegar a esta conclusão:

Live and let live. Ninguém tem nada a ver com as escolhas dos outros, desde que não estejam a prejudicar mais ninguém. Estamos conversados? 🙂

21 Comments

  1. Marta says:

    Concordo plenamente com o teu texto.
    Mas as criticas que leio são quase sempre pelo prazer de criticar (treinadores de bancada) e para não estarem calados do que propriamente por terem uma opinião segura sobre os assuntos.
    Porque podemos não concordar com as coisas mas expô-las de forma assertiva. Só assim é que somos ouvidos.
    beijinho
    Marta
    Marta recently posted…“A” boneca…My Profile

    1. joan of july says:

      Ora, exactamente Marta! E nunca em tom crítico. Quando as pessoas são criticadas, defendem-se instintivamente e tornam-se muito protectoras do que quer que seja que lhe estão a criticar, logo nunca é a melhor abordagem. Beijinho*

  2. Joana Sousa says:

    Oh pá que bom post 😀 adoro estes teus rants! Ahah!

    Como sabes, sou intolerante à lactose – láááágrimas! – mas…leite sem lactose nisso! Gostava de reduzir a quantidade de carne que como, mas simplesmente porque sei que como mais do que aquilo que é aconselhado pelos médicos. As simples as that. A maioria dos produtores neste nosso cantinho não trata os animais como lixo. E modas alimentares é só a coisa mais parva à face da terra. Quem é veggie por opção – acho óptimo, acredito que, equilibrando o que ingere, seja de facto mais saudável! Mas caramba, eu gosto de comer, e gosto de carne, portanto o que me adianta ser mega-saudável se posso ser saudável-e-feliz? (Sim, a comida faz-me feliz.)

    Live and let live. É meeeeesmo isso!

    Jiji

    * GIVEAWAY – Ganha um Colar + Pulseira + 3 anéis da Coolares *

    1. joan of july says:

      Ahahah obrigada, Joana! 😛
      Sim, sei e tu tens “desculpa”. Ahahahah
      O leite sem lactose sabe bem na mesma! 🙂

      É como digo, tudo o que é em excesso faz mal, seja a carne, sejam os doces, alimentos com mercúrio, etc. Para se ser saudável é preciso é equilíbrio, qualquer que seja a nossa opção alimentar! *

  3. Lídia says:

    Finalmente! Bolas, alguém tinha de o dizer! P.s. Estou a comer um pão com manteiga e a beber um leite com café as I speak/write. Go! Go! Go!

    1. joan of july says:

      É isso mesmo! E sem culpas, era só o que faltava. 🙂 Obrigada, Lídia! :*

  4. Diana Lopes says:

    Concordo com tudo o que dizes, por acaso reduzi imenso na carne mas porque enjoei, andava a comer carne todos os dias e como tudo o que é em excesso faz mal decidi cortar e equilibrar mais a minha alimentação. Quanto ao leite apesar de não fazer falta nenhuma eu sou muito gulosa e gosto, sendo certo que o leite de soja em excesso também faz muito muito mal!
    Sobre as fashionistas, bem há pouco tempo houve uma que decidiu escrever que tinha deixado de comer produtos de origem animal por “pena” mas que não conseguia dizer não a um casaco de pele – acho que esta tudo dito!

    1. joan of july says:

      Ahahaha adoro a hipocrisia das pessoas… Not. -_- A falta de coerência irrita-me profundamente. É a mesma coisa daquelas que deixam de comer carne depois de ver o ‘Cowspiracy’ porque os puns das vacas estão a “matar o planeta”, mas nunca deixam o carro em casa em circunstância nenhuma. Faz todo o sentido…

  5. Catarina says:

    Cat, sabes que as tuas palavras espelham, ponto por ponto, aquilo que penso! Já fazia falta que alguém viesse falar disto abertamente! Se há coisa que eu não aguento são modas parvas e pessoas que, só para serem conseideradas da moda ou hipsters ou o que se lhes queira chamar, decidam – sem nenhuma base lógica – fazer o que os outros da moda acham que se deve fazer. Um literal, e que me enjoa profundamente, maria vai com as outras. Cada um come o que quer, como quer, quando quer. Se não comer carne é mais saudável? Discordo… Acho que tudo o que é ingerido em moderação (excepto os alimentos mega processados, etc) só nós faz é bem. Se as galinhas estão cheias de hormonas e o peixe de iodo? Estão… mas bolas, os vegetais estão cheios de pesticidas, how about that? Bom, e em jeito de conclusão, obrigada por este momento :p *
    Catarina recently posted…Viagens: Kinkaku-ji, o Pavilhão DouradoMy Profile

    1. joan of july says:

      Great minds, Cat, como sempre! 😉 Bem lembrado isso dos pesticidas! Mas não, só os produtos de origem animal são prejudiciais, sabes como é… Que modinha mais irritante.

  6. Daniela says:

    Concordo plenamente contigo. Ao início, quando via algumas destas mudanças também me sentia tentada a abraçar todas as ideias saudáveis. Depois, tal como tu, percebi que todos somos diferentes. Para mim, reduzir o leite de vaca funcionou, porque ficava mal disposta quando o bebia, mas nem por isso o eliminei por completo, e volta e meia lá bebo o meu leite quentinho com cereais.
    Acho que a cima de tudo devemos manter preocupações básicas e que me parecem coerentes, tais como evitar ao máximo alimentos processados, no entanto nunca devemos cair em exageros nem aderir aos alarmismos!

    Another Lovely Blog!, http://letrad.blogspot.pt/

    1. joan of july says:

      Parece-me que tens as ideias todas no sítio, Daniela. 🙂
      Tudo o que nos faz sentir mal ou esquisitos após o consumo, deve ser reduzido, acho que fizeste muito bem. Também tento evitar ao máximo os alimentos processados, isso preocupa-me muito mais, sinceramente.
      De qualquer forma, é como digo: o importante é ouvirmos o nosso corpo e se o teu te disse que tinhas que reduzir o consumo de leite, fizeste bem em obedecer! :)*

  7. Mariana Neves says:

    Olá Catarina! Inscrivel, mas concordo muito contigo. Apesar de ser vegetariana desde os 15 anos (já lá vão 7 anos desta escolha), ultimamente existem questões que me têm desagradado, algumas que tu própria reflectes no texto. Por exemplo, esse video do leite, eu própria o partilhei mas depois fui falar com produtores de leite, veterinários de confiança (a minha família fez parte de uma era de produtora de leite durante anos, por isso confio plenamente deles) e cheguei à mesma conclusão que tu.
    Sou ovo-lacto-vegetariana desde os 15, porque era (e é) o que parecia certo para mim (por uma série de razões). Mas toda a gente à minha volta consome carne e peixe… os meus pais, o meu namorado, a minha família toda, os meus melhores amigos… E não tenho problema com isso. É como dizes: escolhas. Eu apresento e justifico a minha, desde que a respeitem está tudo bem.
    O único “sermão” que dou é a defesa de uma agricultura sustentável e biológica (que poderá aplicar-se à carne) e é exactamente isso que praticamos cá em casa. E tenho que concordar com os comentários acima, às vezes quanto mais queremos mostrar as nossas razões mais afugentamos as pessoas. O que é errado. Acho que a única coisa que como vegetariana posso proclamar é que: a comida vegetariana é deliciosa, nutritiva e não comemos só erva :p
    Ah, ainda em relação ao leite: cá em casa não entra. Mas também não consumo de soja. Quando o “rei faz anos” é que vai alguma uma meia de leite (de soja, ou não). Porque nos dias normais, não me afasto do meu cházinho! Tudo na vida tem os seus prós e contras, e tudo tem que ser feito com o equilíbrio, cabe a nós mesmos descobrir qual é o nosso equilíbrio e sermos felizes com as nossas escolhas, sejam elas quais forem!

    Beijinhos verdinhos e vegetarianos para ti, ihihih 🙂 *

    1. joan of july says:

      Falaste muito bem, Mariana! Tu claramente não és vegetariana por ser “moda”, mas isso já eu sabia! E concordo com o teu ponto de vista da agricultura e pecuária sustentáveis, acho isso realmente muito importante e tento consumir o máximo de produtos que consigo provenientes desse tipo de produção.
      E eu bem sei que a comida vegetariana não é só ervas! Ahahahaha! Eu próprio frequento (e adoro) alguns restaurantes vegetarianos (como este)! Quando é bem feita (como, aliás toda a comida), a comida vegetariana é deliciosa para qualquer pessoa! Nem eu como carne todos os dias (neste momento não como há dois) e adoro variar.

      Já agora, não sei se viste este post, mas acho que ias achar piada a este livro de receitas vegetarianas de 1916. 😀

      Beijinhos, Mariana, e obrigada pelo teu contributo para este (quase) fórum! Eheheheh

  8. Maria says:

    Basicamente, só há uma conclusão a retirar de tudo isto: há por aí muitas pessoas que devem retirar um enorme prazer em criticar toda a gente à sua volta (só falta começarem a protestar com o modo como nós respiramos) e nem se preocupam em olhar para os seus próprios umbigos e avaliarem as suas acções. E depois a juntar, como bem disseste, há sempre aqueles carneirinhos que se seguem uns aos outros.

    E o que disseste no último parágrafo também não podia ser mais verdade. Somos livres de fazer as nossas escolhas, desde que não ultrapassemos os limites da liberdade das restantes pessoas à nossa volta – uma daquelas maravilhas que se aprende em Filosofia no 10º ano, ou aparentemente não, ou estes conceitos estariam cravados nas mentes das pessoas – e só temos de respeitar as escolhas que os outros fizerem. Até podemos não concordar, e desde que não afecte a liberdade de ninguém – lá está este magnifico conceito outra vez – mas e que tal mantermos estes pensamentos em “inside voice”?

    Um pequeno à parte, estou a adorar descobrir este teu cantinho. Os textos que tenho estado a ler nos últimos tempos estão fantásticos.

  9. Ana Patrícia says:

    No meio de toda a catrafada de posts sobre ‘ ser vegetariano é que é fixe’ finalmente leio algo em que me consigo rever! Ufa! :p
    Se as pessoas realmente fizessem pesquisas decentes e não se limitassem a engolir tudo o que os sites, blogs e revistas da moda dizem, seria maravilhoso… Cada um tem direito às suas escolhas, se alguém é feliz a não comer carne nem beber leite, boa! Desde que me deixem ser feliz a comer os meus bifinhos e beber o meu copinho de leite com chocolate antes de ir dormir sff!
    xx, Ana

    http://the-insomniac-owl.blogspot.pt/

  10. T says:

    Concordo que cada um sabe de si e do que come, mas não resisto a fazer um comentário sobre a produção de leite: os meus avós trabalharam numa vacaria (com produção de leite e venda e isso tudo) muitos anos e lembro-me bem da forma horrível como as vacas eram tratadas. 🙁

  11. Inês Silva says:

    E eu que pensava que o diabo agora é o pão e açúcar branco! Eu enervo-me tanto com isto que prefiro ignorar agora. Gente aborrecida esta que falas, uuugh

  12. Ana M. says:

    Olá Catarina, confesso que desconhecia por completo esta realidade.
    Sou vegetariana há 15 anos e por isso sou do tempo (estou mesmo velha!!) em que se gozava com os vegetarianos. Éramos as aves raras! Nunca liguei, pois sabia que estava a fazer o que era certo para mim e sempre me senti muito melhor com esse tipo de alimentação. Como costumo dizer, acho que eu nasci mesmo para ser vegetariana! Apesar de me gozarem nunca entrei na onda, sempre expressei a minha opinião apenas quando necessário e nunca tentei convencer ninguém a tornar-se vegetariano. Claro que se me pedirem dicas ou opinião sobre determinada coisas aí sim é diferente. Mas sempre me relacionei muito bem com “não vegetarianos”. Aliás no início até conseguia perfeitamente cozinhar carne para os outros. Quanto aos vídeos que falas eu tento não ver porque no meu caso não vale a pena. Se não consumo nada de origem animal (depois tornei-me vegan) não vale a pena sequer ver esse tipo de informação. Mas por várias vezes já me falaram de alguns vídeos e eu digo sempre que a realidade portuguesa não tem nada a ver com a realidade americana e que portanto devem certificar-se bem sobre que realidade se foca o filme. Detesto extremismos e pessoas que não sabem aceitar os outros. Portanto concordo com tudo aquilo que dizes! Acima de tudo devemos respeitar-nos uns aos outros 🙂
    Beijinho

    1. joan of july says:

      “Confesso que desconhecia por completo esta realidade.” Isso é porque és uma vegetariana a sério! Ou seja, não o és por moda, mas quem o é passa a vida a tentar evangelizar, entendes? É isso que não suporto, porque eu não faço o mesmo (mas ao contrário). Sou como tu, também detesto extremismos. E ninguém tem o direito de dizer aos outros o que é melhor para eles, não é verdade? 🙂 Parece que estamos na “mesma página”. Obrigada pelo teu comentário, Ana. :)**

  13. Makallister says:

    A verdade é que hoje em dia são poucas as coisas que realmente fazem bem a nossa saúde. Mas temos que comer não é? Ficaremos com fome ou comeremos sem medo? Não sou adepto de dietas loucas ou dietas da moda, porém não como de tudo já que sei que existem alimentos que são prejudiciais ao nosso organismo quando consumidos em excesso. Então, acho que o correto é saber como comer aquilo que “dizem por aí” que faz mal.

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