Histórias de Terror Laborais: Fui despedida (edição 2018 + vídeo)

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Foto: Ana Garcês

Lembram-se de vos contar que me tinha despedido para começar a trabalhar remotamente para uma empresa da qual recebi uma proposta? Pois, a nossa relação chegou ao fim, pouco mais de um mês após ter começado. Espero que estejam confortáveis porque esta é daquelas histórias longas que não dá mesmo para encurtar. Se preferirem, em vez de ler este post podem ver/ouvir o vídeo, mas aviso-vos que este é igualmente longo. Aproveito ainda para avisar que, apesar do tamanho da história, não a vou aproveitar para lavar roupa suja. Vocês sabem que não é o meu estilo. De qualquer modo, esta minha história de terror laboral mais recente é tão estapafúrdia que só vos posso convidar a rirem-se comigo. Preparados?

Abril – Junho 2018

A história remonta a Abril deste ano. Foi o mês em que recebi o email de uma recrutadora a enviar-me a oferta de emprego que se encaixava como uma luva no meu perfil. O senhor – um contacto meu no LinkedIn – perguntou-me se eu estaria aberta a um novo desafio nesta altura da minha carreira. Eu respondi que sim. Fui a uma entrevista, correu bem, fiquei entusiasmada. Seria para trabalhar remotamente – o que me deixou ainda mais motivada – para uma marca de roupa francesa. Ele não disse o nome da empresa.

Até à segunda entrevista ele nunca disse o nome da marca, mas não tinha mal, eu estava mesmo entusiasmada. Fui à segunda entrevista e conheci o dono da marca, um francês de meia idade. 

Dia 1 de Junho assinei o contrato. Eu e mais duas raparigas; uma para trabalhar numa marca do mesmo grupo, eu e a outra, para trabalharmos para – chamemos-lhe – a PLC; eu em Content, ela em Social Media.

O objectivo da PLC era entrar no mercado dos Estados Unidos e do Reino Unido. Até então só tinha estado em França (fechou portas em 2016) e em alguns países asiáticos, sendo que tem sede em Shangai, na China.

A equipa da PLC

Tirando o chefe francês e as minhas duas colegas que também moravam em Lisboa, entrámos no chat de equipa da PLC no Slack e, aí, conhecemos os nossos dois colegas de trabalho, o R. e o T., ambos programadores, o R. em Shangai, o T. no Nepal. Pareceu-me tudo ok, tirando o chefe francês nos ter pedido para tratarmos de tudo o que fosse preciso com o T. e teríamos que reportar o nosso trabalho ao T. também. Seria ele quem iria gerir o nosso trabalho e atribuir funções.

Oi? Mas ele é programador… Ok, tudo bem. Estava tão entusiasmada com este novo trabalho que tentei não ser esquisitinha em relação a isto, embora os meus alarmes internos tivesse disparado. Seria no mínimo estranho ter um “chefe” programador no Nepal a corrigir os meus textos e a dizer-me o que fazer, especialmente quando o inglês dele era tão mau… Mas tudo bem. Não quis julgar muito à partida; “vamos ver como corre”.

Julho e os primeiros trabalhos

Começámos então a trabalhar no dia 2 de Julho, nós as duas que trabalhávamos para a PLC. Durante quase duas semanas, o nosso trabalho consistiu em escrever descrições para os produtos do site, centenas deles, roupa e acessórios, em inglês. Foi o que nos pediram.

Entretanto, como me fui apercebendo que a marca não tinha praticamente nenhuma presença online, comecei a delinear uma estratégia de conteúdos e estava ansiosa por pôr as mãos na massa e começar a produzir.

Após o trabalho das descrições dos produtos estar concluído comecei então a escrever os primeiros posts para o blog da PLC, focando-me em promover peças de roupa que faziam sentido para esta altura do ano e em trabalhar o SEO.

Como nos tinham dito que queriam trabalhar com bloggers e influencers, comecei também a criar uma lista de nomes que faziam sentido para trabalhar com a PLC, tudo nos EUA e UK, mas… plot twist: “não temos budget para investir em bloggers.” Hmmm… vai ser difícil, mas ok, vou tentar fazer com que aceitem parcerias em troca de alguma roupa que escolherem do site da PLC.

Se eu acho isto justo? Não. Os bloggers e os influencers, ao divulgar marcas, estão a prestar um serviço e, como tal, este deve ser pago. Pelos vistos na China, tal como em Portugal, devem achar que esse trabalho não merece ser pago, por alguma razão. Porém, nos EUA e no RU, elas conhecem bem o seu valor e não têm problema nenhum em responder de volta com os seus honorários. Vi bloggers com menos de 70K seguidores no Instagram a pedirem $500 por um post nesta rede social. Cada pessoa cobra o valor que acha justo, mas como não havia margem de manobra nem budget, eu agradecia, mas declinava. Quando respondiam que aceitavam a roupa só (aconteceu apenas 3 vezes em dezenas e dezenas de emails que enviei), pedia aos meus colegas para tratarem do envio.

Pedido estapafúrdio #1: “contactem a Song of Style para parceria”

(se há gifs dela, provavelmente é demasiado “grande” para trabalhar connosco… -_- )

Em Julho, estava eu naquilo que teriam sido as minhas férias se não tivesse mudado de trabalho (ainda que me tenha sentido grata por poder lá estar na mesma e trabalhar a partir de lá, já que o trabalho era remoto), quando um dia acordo com o T. a abrir chat privado comigo no Slack. Ele insistiu, com a sua forma rude de se dirigir a nós e naquele inglês maldito, que eu contactasse uma blogger americana que só tinha 2000 seguidores no Instagram. Educadamente, expliquei-lhe que aquilo nos EUA não era nada e que o valor de uma peça de roupa do site da PLC era superior àquilo que um instagrammer com 2000 seguidores cobraria por um post.

Ele respondeu que queria que eu a contactasse porque ela falou sobre marcas concorrentes da PLC. Eu fui averiguar isto e a blogger escrevia na sua bio que fazia “unsponsored reviews” destas marcas. Ou seja, não era paga para isso. Eu passei-lhe esta informação e disse-lhe que se ele realmente achava que era boa ideia, eu iria contactá-la. Não se perdia nada, na verdade, só achava que também não se ia ganhar nada, caso ele aceitasse.

Demorou uns dias a responder, mas… ela não aceitou.

Cinco minutos depois deste pedido, o T. escreveu no chat da equipa que eu e a minha colega de Social Media devíamos contactar uma blogger americana espectacular, que tinha muitos seguidores e era super famosa. Nós ficámos curiosas sobre quem seria e eis que ele partilha o link do instagram da Amy Song, a autora do blog Song of Style, internacionalmente conhecido, que já resultou até num livro e… 5 MILHÕES de seguidores no Instagram.

Nós rimo-nos por dentro (soubemos depois quando falámos em privado sobre este episódio): por um lado temos uma blogger com 2000 seguidores que o T. quer que contactemos, por outro uma de 5 Milhões. Já agora, porque não perdemos a cabeça e fazemos o mesmo convite à Chiara Ferragni?!

Ah, continuávamos aparentemente sem budget para as bloggers! Acham que a Song of Style ia:

  1. aceitar?
  2. não aceitar e pedir um cachet astronómico?
  3. nem sequer responder?

Nem preciso de dizer qual foi a resposta, certo? 

Pedido estapafúrdio #2: “escrevam guest posts para a revista Forbes”

Erm… oi? Se esta frase tivesse sido proferida oralmente, eu ter-me-ia feito de parva e perguntado: “Desculpa? Não ouvi…” Como foi escrita, não deu para ignorar. Eu fiquei chocada. Como assim, escrever para a revista Forbes? “Sim, para a Forbes, para o Huffington Post e para o The Guardian. Precisamos de espalhar o nome da PLC pelos media”, respondeu o T.

Sim, pois, claro que tínhamos que espalhar o nome da PLC pelos media, dar a conhecer a marca através de bloggers e revistas/jornais dos EUA e UK, até aqui tudo bem.

Tentei educadamente explicar que uma pessoa não podia simplesmente escrever para a Forbes, muito menos a fazer publicidade a uma marca, mas ele pareceu encarar este aviso como má vontade minha.

Não era, como é óbvio.

Isto é muito grave, meus amigos. Este completo desconhecimento de como funciona o mundo e, em particular, os media ocidentais, só podiam resultar em expectativas megalómanas da parte da equipa situada na Europa… Por outras palavras, calhou-me cocó.

O que eu fiz foi tentar explicar-lhe que isso não era assim, que não era possível, pelo menos não agora que ninguém nunca na vida ouviu falar desta marca (não disse isto assim na altura, estou a dizer-vos a vocês). Porque raio iria a Forbes permitir que alguém escrevesse sobre uma marca de moda chinesa de quem nunca ninguém ouviu falar? Expliquem-me isto e o que se passava na cabeça daquela criatura, por favor, que eu não consigo.

Fazer crescer uma marca é um processo trabalhoso e moroso

Eu expliquei ao T. que antes de pensarmos sequer na revista Forbes, iríamos começar a fazer uma lista de revistas americanas e britânicas e a contacto-las, assim como os responsáveis e respectivos editores. Fizemos Press Releases, emails pessoais, montes deles. Contactámos muita gente.

Quantos é que nos responderam? Bem, em duas ou três semanas… muito poucos. Mas como ainda tenho acesso ao meu email da PLC, vou-me divertindo a ver que agora é que vão começando a responder, aos poucos. Estamos num mês em que muita gente vai de férias, para ajudar à festa, é normal que demorem a responder.

Por outro lado, tentei também discutir estratégia para os Facebook Ads e Google Adwords que tinha pensado fazer. O T. respondeu-me que não havia budget para isso, que não iam investir em publicidade. Nessa altura soltei um “mas sabes a dificuldade que é fazer crescer organicamente uma marca hoje em dia?”

Na entrevista o chefe francês tinha-me perguntado se eu estava à vontade com FA e GA, mas por esta resposta pergunto: “Para quê?…”

Para que uma marca se torne conhecida num país totalmente diferente, em termos geográficos, linguísticos e culturais, daquele em que está sediada, são precisos vários canais, várias tentativas, muita calma e paciência, porque estas coisas demoram muuuuito tempo. 

A sabotagem do T.

Quando estive no Algarve aconteceram coisas muito estranhas. Uma delas consistiu no T. editar os meus blog posts que estavam em rascunho e publicá-los cheios de erros de inglês que ele próprio colocou lá. Sei que não foram meus, pois tenho os textos originais, que escrevi no Google Drive antes de passar para os rascunhos do WordPress.

Quem estava comigo no Algarve e viu o que ele ia fazendo com o meu trabalho todos os dias, começou a suspeitar que ele estava a tentar sabotar-nos, pois antes de eu e as minhas colegas entrarmos era ele quem fazia o nosso trabalho (mas mal), por incrível que pareça.

Fomos as três despedidas… por carta

No dia 16 de Agosto, a minha colega de social media diz-me que foi demitida e por carta… Eu fiquei chocada com isto, não estava nada à espera nem ninguém nos tinha comunicado que tal fosse acontecer. Ela disse-me que a carta tinha sido emitida no dia 6 de Agosto, mas como ela só a tinha recebido a 14, tinha continuado a trabalhar sem que ninguém lhe dissesse NADA.

Eu, claro, fui a correr escada abaixo ao correio ver se tinha lá alguma carta. Nada. Fiquei ligeiramente aliviada, mas fiquei desconfiada da empresa à conta deste comportamento para com a minha colega.

No dia seguinte, soube que a outra rapariga também tinha sido demitida. Aí já achei demasiada sorte eu não ter sido também e liguei à empresa portuguesa com a qual tínhamos contacto por razões burocráticas) e que representava a empresa chinesa PLC.

Ao telefone, digo ao meu contacto lá dentro que soube que as minhas colegas tinham sido demitidas por carta e que queria saber da minha vida. Ele interrompe-me e questiona: “Não recebeu também?”

Caiu-me tudo. A brutalidade daquela questão e a frieza que a acompanhou deixou-me momentaneamente de rastos. Passei-me com ele ao telefone: “como é que me tinham deixado trabalhar tanto tempo sem saber de nada? Vão pagar-me estes dias! E sabe o que é que isto parece de fora? Uma fraude.”

A carta ainda não me tinha chegado. Emitia da dia 6 de Agosto, eu continuo – a dia 27 de Agosto – sem a ter recebido no correio. E se eu não tivesse ligado para lá?! Continuava a trabalhar sem os meus “colegas”, R. e T., me dizerem nada?

O pior de tudo foi não saber o motivo. Nenhuma de nós sabia. Mas eu não podia deixar isto ficar assim. Vou mostrar-vos a minha última resposta ao chefe francês após saber que tinha sido demitida.

Email para o chefe francês:

Dear P.,
I read what you wrote in complete disbelief and disappointment and thought I wouldn’t waste my time answering, but for closure purposes here’s what I have to say.
Online presence and link building:
This is what I had been working on more intensely during the last few weeks. I DID put PLC on Bloglovin’, btw:
(screenshot)
As for link building and contacts, I was emailing bloggers and influencers (the list is on the file you mentioned) so that they could help us in terms of brand presence and reputation. Before I emailed them, I had no way to know that they would charge. Some do, others don’t. The ones that did charge, I thanked them but I said we didn’t have available budget for such partnerships at the moment. So yes, I was only establishing partnerships with bloggers who accepted to talk about PLC for free. Emailing bloggers and journalists is part of the content strategy, I wasn’t just contacting them because I thought it was fun (it wasn’t, obviously) but because that was the way to go.
I still would love to know how any of you could say I wasn’t working on the strategy… That’s laughable to me and I’ll tell you why. T. had this crazy expectations of us writing for The Guardian and the Huffington Post out of nowhere and that simply isn’t possible. Only journalists write for such publications; they don’t allow guest writing. That’s why we were contacting journalists in other publications as well. Before reaching really big magazines and newspapers, we had to start building our online presence and reputation with smaller publications, as PLC has almost zero online presence.
We were working well and actually building something from nothing, but these things take time and it’s impossible to appear in many publications in under two months…
By the way, that file – Content Strategy Tracking.xls – was based on a strategy that I outlined and that T. used.
It’s a shame that you rely on an IT Maganer with terrible English and poor marketing knowledge to manage your brand. That’s why PLC will never grow from here, because you trust an IT Manager to do your marketing for you and actually believe he knows more than THREE people that actually studied and have been working in marketing for years. Good job… Good luck with that.
As a now former employee, I am appalled by your company’s organization and that I was asked to report to someone in IT… In the long run this would never have worked, also due to your surreal expectations of brand positioning. 
I have complete confidence in my marketing and professional skills; building brands and increasing their reputation is what I do.
I could show you tons of examples that show that T. is impossible to work with and in many occasions completely clueless when it comes to marketing, but honestly, I just can’t be bothered. I best put my efforts in looking for a real job and a professional team behind it.
In the end, I think it was a blessing to be fired from PLC, so thank you for that.

Esta foi a minha única interação com esta pessoa durante o (pouco) tempo que trabalhei na PLC. Que chefe fantástico e atento, que leva a sua empresa totalmente a sério. 🙂

Conclusão

Meus queridos, poucos – de certeza -, que conseguiram aguentar até aqui: eu já escrevi muito sobre fraudes de emprego, até dediquei um capítulo a esse tema no meu livro, mas isto… isto não se encaixa em nada que eu conhecesse. Descanso-me sabendo que não havia nada que eu pudesse fazer ou saber de antemão para evitar “cair” neste buraco. Fizeram-me uma proposta aliciante, eu queria um novo desafio, o salário não era péssimo, era na área de moda e eu podia trabalhar remotamente. Conheci o chefe cara a cara e pareceu-me normal. Quem iria adivinhar onde isto iria levar?

Pronto, o chefe francês achou que três pessoas que estudaram e trabalham em Marketing há anos sabiam menos que um programador do Nepal, tudo bem. Se eu tivesse paciência para os acompanhar a partir daqui, iria certamente divertir-me muito a vê-los falhar, mas não tenho.

Eu trabalhei nesta empresa do dia 2 de Julho ao dia 16 de Agosto. As nossas cartas foram enviadas no dia 6 de Agosto, portanto, apenas 4 dias após completarmos um mês na empresa. Acham que era tempo suficiente para termos colocado a PLC nas bocas do Mundo? É possível sermos as três assim tão más naquilo que fazemos?

Eu acho que não, mas claro… fica aberto à vossa interpretação. Vou deixar-vos o vídeo para ouvirem/verem se não tiverem paciência para ler o post, mas aviso já que ele também é enorme! 😡

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A Empresa de Comunicação S
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21 Comments

  1. Nuno Reis says:

    O vídeo não funcionou pelo que tive de ler tudo. Estou em choque. Espero que arranjes depressa algo a sério.

    1. Catarina Alves de Sousa says:

      Ahh desculpa, foi um problema momentâneo do Youtube, mas está resolvido. Acho que a leitura ainda consegue ser mais rápida do que a visualização do vídeo. Eheheh
      Obrigada, Nuno. Tudo vai ficar bem. Esta aventura não correu (nada) bem, mas a próxima correrá. Pior não deve ser. 😀

  2. Inês says:

    Que experiência horrível, há pessoas que não têm mesmo noção. Visto que não tinham dinheiro para nada, será que a intenção desde o início não seria contratar-vos para fazerem crescer a empresa um bocadinho e depois despedir? É claro que não se faz crescer uma empresa em pouco tempo mas, pelos vistos, não tinham noção nenhuma disso. Apesar de compreender o facto de não teres divulgado o nome da empresa, acho que seria muito benéfico, não se vá dar o caso de quererem fazer o mesmo a outras pessoas, e a primeira coisa que se faz é pesquisar o nome da mesma no google, mas, lá está, compreendo o motivo e acho que também não divulgaria.
    Espero que depois disto venham uma boa experiência de trabalho 🙂

    1. Catarina Alves de Sousa says:

      Ahhh sim, já pensei em tudo, acredita Inês… Quanto ao nome da empresa, é tudo por uma questão de evitar eventuais problemas legais, não é por receio de destruir a imagem deles. Eheheheh.
      Se me perguntarem por mensagem privada (no Instagram, por exemplo), eu digo qual é!

  3. A. Escobar says:

    Olá Catarina,

    A questão que se coloca, não é ele ser Programador e ter estado a fazer marketing, até porque não sabemos se a area do T, ou até se tem alguma área. E por vezes, tenho conhecimento que chamam programador a malta que nem sabe o que é programar, e só se intutulam programador, porque planeia trabalho (ridiculo eu sei, mas sei que existe)

    O teu caso, foi uma bela embrulhada e notasse claramente que nessa empresa havia muita pouca comunicação… Ou o chefe pensava que o mundo é cor de rosa e é tudo fácil, basta tocar à campainha que o Guardian nos deixa escrever um artigo; ou o T dizia que as coisas estavam optimas, e que o trabalho que voces foram fazendo tinha sido ele a fazer. Entendes? Tipo ficar com os louros do vosso trabalho.

    Foi melhor terem te despedido, porque parece me que mais tarde ou mais cedo, algo deste genero iria acontecer…

    Boa sorte para o proximo projecto!

    Beijos e pensa nisto como uma experiencia onde aprendeste.
    A. Escobar

    1. Catarina Alves de Sousa says:

      Sim sim, A. Escobar, também suspeito que foi isso que aconteceu e que ele ficou – claramente – com os louros do nosso trabalho.
      Certo. Também já encaro isto como uma bênção! Que venha o próximo grande desafio! 🙂

      Um beijinho e obrigada pelo incentivo.

  4. Catia says:

    Quando falamos no Twitter e falaste de te identificares com a Jane do The Bold Type profissionalmente fiquei com receio que isto te tivesse acontecido! E perda deles, e incrivel como ha empresas que tratam tao mal os seus colaboradores e mereciam uma queixa, mas sendo uma empresa internacional nao faco ideia como se processaria. Certamente vais arranjar algo muito melhor depressa 🙂

    1. Catarina Alves de Sousa says:

      És muito perspicaz, Cátia! 😀 Pois, também pensei nisso, mas também não sei como fazer e se o devia fazer, porque legalmente não fizeram nada de mal. Só eticamente mesmo, mas isso é outra história.
      Espero que sim também! 😀 Veremos.
      Um beijinho*

  5. Claudia Oliveira says:

    Bem eu não gosto nada de ler textos longos mas este li todinho (prefiro texto a vídeo). Estou chocada, o tal “chefe” chegou a responder? Isto é surreal, acho que nunca ouvi, li algo tão descabido na minha vida. A minha empresa está a contratar, quando regressar das férias vou tentar descobrir se há algo dentro do marketing. Um beijinho e força. Como tu dizes ser despedida foi uma benção ❤

    1. Catarina Alves de Sousa says:

      Same 😀 Também prefiro texto a vídeo. Não, ele nunca chegou a responder a esse meu email. Para quê? Só se quer ver livre de nós e não pensar mais no assunto…
      Ohh, a sério? Isso seria óptimo! És uma querida, Claudia. Muito obrigada. ❤
      Foi uma bênção mesmo!

  6. Marli says:

    Esta tua experiência toca o ridículo. Mostra pessoas que não têm qualquer noção sobre como gerir uma marca e fazê-la crescer e, pior ainda, não querem aprende-lo.
    Antes de quereres ter uma empresa tens que ter noção de como se faz um crescimento gradual e vontade de investir para tal. Não podem esperar que o crescimento aconteça sem investimento. Parece-me que eles queriam crescimento automático. Ingénuos!
    Digo-te, Catarina, ainda bem que estás fora dessa empresa. Que o próximo desafio seja “o Tal”! 😚

    1. Catarina Alves de Sousa says:

      Ora bem, nem mais! Enfim… uma pessoa confia que quem está à frente das empresas sabe o que anda aqui a fazer, mas não é sempre o caso.
      Obrigada, Marli! Estou optimista quanto ao próximo desafio. Quem sabe não serei eu a criá-lo. 😉

  7. Andreia says:

    Ok estou em choque. Ler este post foi simplesmente assustador e que atitude ridícula da parte deles!
    Também trabalho há pouco tempo remotamente, mas, estou a ter uma experiência bastante feliz. Espero que este post não faça com que as pessoas tenham receio de trabalho remoto, pois a verdade é que, como em qualquer trabalho há pessoas que são sérias e outras que não o são.
    O chefe sempre respondeu ao teu mail?

    1. Catarina Alves de Sousa says:

      Sabes, eu não ligo o que me aconteceu com o trabalho remoto em si. São duas coisas muito diferentes. O problema estava na empresa e nas pessoas e iria dar para o torto quer fosse trabalho remoto, quer não.
      Eu não excluo trabalhar remotamente para outra empresa. 🙂
      Não, ele nunca respondeu nem vai responder. Nem preciso que o faça, já fiquei tranquila por lhe dizer tudo o que me apeteceu, sem as asneiras pronto.. ehehehe

  8. Sofia Garrido says:

    Li o texto e vi o vídeo, Catarina, e no meio disto tudo, parece-me que o dono da empresa é quem mais teria a tirar daqui alguma lição. Se o teu email de resposta não for suficiente para isso, nada será. É incrível que ele incumbisse um IT Manager de tais tarefas, desvalorizando por completo a formação e experiência das pessoas que contratou para as respectivas funções.
    Que venha por aí uma boa oportunidade que te encha as medidas e te valorize!

    1. Catarina Alves de Sousa says:

      Nada dever ser suficiente, Sofia, até porque começo mesmo a desconfiar que aquilo é um negócio de fachada. Eles nunca mais publicaram NADA desde que eu e as minhas colegas saímos. Muito estranho…
      Obrigada, querida Sofia! 😀

  9. Daniela Soares says:

    Enfim, o respeito é um conceito cada vez mais desconhecido para certas pessoas. Foi uma pena que te tivesse acontecido isto e acredito que não tenha sido fácil de “engolir” mas acho que não te deves sentir arrependida de ter arriscado porque tal como disseste não havia nada que fizesse prever isto e foi mais uma experiência na tua vida.

  10. Mariana Monteiro says:

    Bem, que história! Imagino que uma das sensações que sentiste foi a de que te tinham tirado o tapete debaixo dos pés! Cada detalhe desta situação é tão insólito que provavelmente no teu lugar nem saberia como interpretar aqueles “sinais” de que algo não estava certo.

    Agora, que venha o próximo desafio! 😉

  11. T. says:

    Incrível… Este mundo está perdido.

  12. Raquel says:

    Não sei se estou mais chocada com as “estratégias de marketing” estapafúrdias, com o comportamento do teu “chefe” do Nepal ou com o facto de ninguém te dizer que tinhas sido despedida… Mas enfim, realmente há males que vêm por bem e é mesmo melhor que já não estejas lá 🙂 Espero que encontres algo melhor 🙂

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