Um curto período de desemprego e o meu novo trabalho

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foto: Tânia Carvalho

Da primeira vez que fiquei sem trabalho, estive desempregada durante 1 ano e 1 mês. Desta vez (e eu contei-vos tudo sobre como fiquei sem emprego este ano), fiquei desempregada durante 1 mês e 1 semana. Que diferença! Sim, esta é a minha forma mais ou menos subtil de vos contar que estou novamente a trabalhar.

Que ano este! Sinto que não tenho tido um momento de paz de tanta coisa por que passei e que aconteceu. Já falei sobre o lado menos positivo deste ano aqui, mas ao mesmo tempo não posso negar que esta última metade do ano tem sido muito interessante.

Um (muito breve) resumo dos últimos meses da minha vida profissional

Eu sei que quem não segue o que escrevo aqui com muita frequência tem tido imensa dificuldade em acompanhar as mudanças da minha vida nos últimos tempos. Tem-me acontecido imenso algumas pessoas virem falar comigo sem saberem que já não trabalho remotamente, por exemplo. Algumas nem sabiam que tinha estado desempregada quando lhes digo que, agora, estou a trabalhar. Tem sido engraçado ver as reacções, porque até a mim me espantam as mudanças que aconteceram na minha vida em poucos meses!

Se também não acompanharam tudo, eu explico muito rápido:

  1. Despedi-me do meu emprego dos últimos quase 5 anos;
  2. Arranjei um trabalho remoto;
  3. Fui despedida do trabalho remoto de uma forma muito peculiar e sem razão aparente;
  4. Estive desempregada durante 1 mês e 1 semana;
  5. Estou novamente a trabalhar –> esta é a novidade deste post.

Duas coisas que mudaram: o meu CV e o mercado

Como fiquei desempregada durante relativamente pouco tempo desta vez, mal tive tempo para “curtir” a minha neura. Posso dizer-vos que, quando soube que tinha ficado sem emprego, fiquei meia aterrorizada, em grande parte devido ao trauma da última vez em que fiquei desempregada durante 1 ano e 1 mês… Sabia que não me podia dar a esse luxo agora, não por uma questão financeira (felizmente), mas porque ia estragar o ritmo a que estava a cultivar a carreira que queria ter.

Mas a minha procura por emprego foi muito diferente desta vez.

Para começar, sabia finalmente o meu valor e sabia bem quem era enquanto profissional: já não uma miúda que deve é ficar feliz por qualquer oportunidade para aprender (embora ainda tenha muito que aprender, atenção), mas sim uma mulher que sabe o que quer e que tem muito para oferecer. Ou seja, não ia sujeitar-me a qualquer coisa, mas ia – sim – procurar algo que realmente quisesse fazer e que achasse que fazia sentido nesta fase da minha carreira. Queria sentir-me desafiada e entusiasmada. Não é pedir muito, pois não?

Então só respondi a ofertas que realmente me interessavam. Essa foi uma grande mudança desde a última vez. Desta vez, podia dar-me a esse luxo e não estava “apertada” financeiramente. Desta vez, o meu CV era – também ele – muito mais apetecível a possíveis empregadores.
Para além disso, também só respondi a ofertas de emprego que fossem para trabalhar perto de cada. Perto do género “consigo chegar lá de metro ou com um só autocarro”. Fiquei muito cansada, no último ano, de perder duas horas por dia em deslocações casa-trabalho-casa, pelo que – desta vez – ia calcular tudo isto muito bem.

O mercado, tal como o meu CV, também melhorou. Há imenso emprego na área do Marketing, em especial das áreas de que gosto e nas quais me foquei: conteúdos e social media.

Propostas recusadas, o meu novo trabalho e uma escolha difícil

O mercado está tão bom que eu pude dar-me ao luxo de recusar propostas, algo que – anteriormente, quando estive desempregada em 2013 – nunca teria acontecido, nem que não fosse pela escassez de emprego. Mas sim, neste meu mais recente processo de procura de emprego, recebi propostas espontâneas e acabei por rejeitá-las por não irem de encontro àquilo que queria fazer agora, o que não quer dizer que me sinta incrivelmente grata às pessoas que se lembraram de mim na altura em que estava à procura de algo.

Antes de me decidir pelo trabalho que acabei por escolher, estive prestes a aceitar outro, um bom emprego, atenção, mas era algo que eu sentia que já tinha feito antes, noutra empresa quando, nesta altura, precisava de um desafio totalmente diferente daqueles que já tinha tido.

O que eu queria mesmo, nesta fase da minha carreira, era trabalhar numa agência de marketing digital. Queria essa experiência, já andava a pensar nisso há algum tempo e fazia-me todo o sentido. Queria trabalhar com vários clientes ao mesmo tempo, produzir conteúdos super variados todos os dias, queria a adrenalina dos prazos e do rebuliço dos dias. Faz sentido?

Comecei a trabalhar numa agência há duas semanas e estou a adorar a experiência. O meu cérebro está em constante actividade e, mesmo fora do trabalho, as ideias criativas surgem-me mais rápida e naturalmente do que nunca! Ah, e demoro menos de vinte minutos para o trabalho e, depois, para casa. Vou e volto de metro e é a mesma linha que apanho praticamente à porta de casa!

Para vir cá parar fiz uma escolha audaz, mas que compensou. Às vezes, temos mesmo que ouvir o nosso instinto, mais até do que conselhos de outras pessoas que, por mais valiosos e inestimáveis que sejam, podem não nos levar onde precisamos de estar no momento.

Agora que já vos contei o que ando a fazer e como acabou a minha história do amor-desamor do trabalho este ano, queria aproveitar para agradecer a toda a gente que me foi mandando ofertas de emprego e que não se esqueceram de mim. Há muita gente boa por aí, obrigada por isso. 🙂

2 Comments

  1. Nuno Reis says:

    Estavas na minha shortlist para contratar no próximo ano, não sabias esperar mais uns meses desempregada? 😀

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