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Páginas Salteadas: Hot Dogs à Feira Popular dos anos 80

Tenho, mais uma vez, a honra de abrir o mês com a primeira receita (das quatro participantes) do novo livro do Páginas Salteadas. Descubram mais sobre o livro “O Homem de Giz” e qual será a relação entre a minha receita e o livro.

Quando a Vânia sugeriu este como o livro de Fevereiro, confesso que aceitei, mas sem expectativas. Não sabia nada da história nem sequer do género literário, mas após uma breve pesquisa percebi que foi um dos livros do ano passado, muito aclamado e elogiado.

Mas isso, para mim, não quer dizer nada. De qualquer modo, dei início à leitura, lá está, sem saber o que esperar. É importante dizer-vos isto também: este foi o livro que me fez voltar a ler no meu Kobo. Depois de uma visita à Bertrand se ter provado desapontante por não terem “O Homem de Giz” em stock e de já estar a ficar em cima da hora para o começar a ler, decidi comprar o ebook e começar a ler asap. Uma coisa boa desta decisão é que poupei imenso dinheiro no livro, já que a versão ebook custou cerca de 6€ e qualquer coisa.
Estávamos no dia 20 de Janeiro.

Comecei a pensar que não o iria acabar a tempo da publicação desta receita, então pedi à Andreia para publicar a dela primeiro. Uma semana depois, dia 27 de Janeiro, terminei de ler “O Homem de Giz“.
Portanto, senhoras e senhores, estamos perante um livro altamente viciante. Procedam com cuidado caso o tenham e venham a ter na vossa posse.

O Homem de Giz, de C.J. Tudor: a história

A história deste livro é uma de crime, mistério, traição e amizade.

A história começa por ter lugar em 1986, mas vai alternando capítulos entre 1986 e 2016, 30 anos depois. O narrador é também a personagem principal e, através da sua percepção enquanto criança de 12 anos (em 1986), vamos assistindo aos acontecimentos que acabarão por culminar num crime terrível na sua pacata cidade. O narrador – Eddie – tem um grupo de amigos que muito me lembrou Stranger Things e o “It“, de Stephen King, ambos passados nos anos 80 com um grupo de pré-adolescentes como personagens principais, a andar de bicicleta e procurando aventuras no seu bairro.

O título da obra vem dos misteriosos rabiscos que eram feitos em giz, supostamente, pelo assassino. As próprias crianças, entre si, desenvolveram um sistema de comunicação não verbal que envolvia o desenho de figuras a giz, pelo que este é um elemento importante.

A explicação da receita

Logo no início de livro tem lugar um acontecimento que muda o curso da vida das crianças e, em especial do narrador e da própria cidade em que se passa a acção. E o palco é uma feira popular. Nesse e noutros capítulos em que a feira popular é mencionada, falam bastante dos hot dogs (cachorros quentes) e da predileção das crianças por eles. Então… cá está a minha receita inspirada numa feira popular dos anos 80!

A receita

Bem, fazer hot dogs não tem grande ciência. Por outro lado, há para todos os gostos e podem personalizar os vossos como quiserem! De qualquer forma, vou mostrar-vos como fiz os meus.

Ingredientes:

  • Massa folhada
  • Salsichas de aves
  • Bacon
  • 1 cebola
  • 1 pimento vermelho
  • Carne picada com molho de tomate (aproveitando restos!)
  • Queijo ralado q.b. (o que preferirem)

Preparação:

  • Cortei o bancon e os pimentos em cubinhos pequenos, assim como a cebola. Refogar e cozinhar tudo junto. Adicionei, depois, umas colheres da carne picada com molho de tomate caseiro que eu tinha feito para uma bolonhesa e que sobrou.
  • Abri a massa folhada (de compra) e enrolei as salsichas. Deu para quatro. Com uma faca, abri um golpe a meio da massa (sem cortar a salsicha) e levei ao forno.
    A massa folhada cozeu e abriu mais, o que deu para preencher com o recheio de carne e pimentos quando tirei do forno.
  • Polvilhei com queijo ralado e… voilá! Jantar de domingo preguiçoso!

Muito simples, não acham? Por vezes, é tudo o que nos apetece quando não queremos ter muito trabalho no domingo à noite em que só nos apetece aproveitar as últimas horas de fim de semana.

O mesmo aconteceu comigo quando estava a ler “O Homem de Giz“: não queria que acabasse… mas tudo o que é bom – infelizmente – acaba. E eu fiquei tão presa a este livro que a leitura passou num instante.

Bem, agora, é esperar pelas próximas segundas-feiras para descobrir o que as minhas parceiras de Páginas Salteadas andaram a cozinhar. 🙂

Joana Clara, Às Cavalitas do Vento
Vânia Duarte, Lolly Taste
Andreia Moita, Andreia Moita Blog

3 Comments

  • Ana Raquel Rosa da Silva

    Gosto muito desta rubrica 🙂 Tenho este livro em ebook para ler e talvez pegue nele. Também tenho que voltar ao meu kindle, que está abandonado numa gaveta. Beijinhos***

  • Vânia Duarte

    Esta receita representa tãooooo bem o Homem de Giz, tu e a Andreia estão mesmo de parabéns com as vossas iguarias e eu vou ter de me esmerar. Quando ao livro quando o comprei foi mesmo sem expectativa mas depois de o ler sabia que o tínhamos de ter aqui pelo nosso projecto porque é mesmo viciante.

  • Andreia Moita

    Adoro cachorros. Muitas vezes escolho cachorros em vez de hamburgueres, pizzas ou tostas! E sim, bem lembrado, representa na perfeição este livro e o ambiente de feira popular (que eu tanto gostava).

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