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Páginas Salteadas: tudo o que sei sobre… chocolate?

Não sei se alguma vez partilhei isto com vocês, mas… doces não é – definitivamente – o meu ponto forte na cozinha. Eu faço-os, até porque há alguém cá em casa que os adora, mas tenho tendência pelos pratos principais e salgados. Quem diria, uma vez que trago tantos doces ao Páginas Salteadas, não acham? A receita de Fevereiro é, precisamente, um doce. E faz sentido com o ingrediente e livro do mês. Venham descobrir o meu livro e a minha receita do Páginas Salteadas de Fevereiro!

O livro: “Everything I Know About Love”, de Dolly Alderton

Ok; eu, Catarina, confesso-me fã instantânea da autora Dolly Alderton. Se nunca leram nenhum dos livros dela, mas acham que já viram esse nome algures, pode ter sido no meu primeiro Páginas Salteadas do ano. Sim, pela primeira vez na História do Páginas Salteadas, leio a mesma autora dois meses seguidos. É que, não satisfeita apenas com “Ghosts”, tive que ir ler o primeiro livro dela, que é este “Everything I Know About Love”.

À dessemelhança de “Ghosts”, este livro é autobiográfico e não ficção, mantendo, no entanto, uma constante: o facto de ser incrivelmente relacionável.

Em EIKAL, a autora leva-nos por um crescendo de experiências de vida, a começar na pré-adolescência até ao início dos 30. Das primeiras conversas com rapazes no MSN, aos encontros do Tinder, aos desgostos amorosos, amizades femininas…. percebem porque digo que é tão relacionável? 

Ler EIKAL é como passar horas com uma das nossas BFFs num café (nos velhos tempos pré-COVID) em que se falava de tudo e de nada e se partilhavam segredos íntimos e experiências recentes pelo meio de cappuccinos. 

Também ao contrário de Ghosts, este livro recebeu imensas críticas positivas e agora percebo porquê (embora tenha gostado bastante do Ghosts). Assim do género autobiográfico e a par com os livros da Mindy Kaling, foi dos que mais gostei de ler na minha vida. É fácil de ler, é viciante e consome-se com tanto prazer como chocolate. E, com isto, chegámos à parte da receita.

A receita: pseudo-pastéis de nata de chocolate

Lembram-se da nova organização do Páginas Salteadas? Agora, toda a gente pode participar e a única regra é que a receita contenha o ingrediente do mês. Em Fevereiro, a escolha recaiu sobre o chocolate. Faz sentido, ou não fosse Fevereiro o mês do amor. Para além do Dia dos Namorados, também celebrei o dia em que eu e o meu namorado nos conhecemos, há um ano atrás. Foi um mês bastante romântico, confesso. Sim, ainda que em confinamento.

Bem, de volta à receita. 

Só um disclaimer: usei massa quebrada para a forma dos pastéis de nata, mas queria ter usado massa folhada. Só não usei porque não havia no supermercado nesse dia.

Ingredientes:

Para a base:

  • Massa folhada (2 embalagens, se for de compra)

Unta com manteiga formas de queque e recheia-as com a massa folhada (ou quebrada, se preferires).

Para o recheio (Cream custard inglês):

  • ½ – 1 fava de baunilha
  • 500 g leite
  • 2 gemas de ovo ou 1 ovo
  • 50 g açúcar
  • 1 pitada de sal
  • 20 – 30 g amido de milho 
  • Chocolate (alguns quadrados) – usei aquele Schogetten de chocolate de leite do Lidl que já vem em quadrados individuais e separados. 

Preparação (na Bimby):

  1. Divide a fava de baunilha longitudinalmente e retira as sementes. 
  2. Coloca no copo da Bimby as sementes e a fava de baunilha.
  3. Adiciona o leite, o ovo, o açúcar, o sal e o amido de milho.
  4.  Cozinha durante 7 minutos a 90º, velocidade 3.

No fogão:

  1. Faz um banho-maria e derrete alguns quadrados de chocolate à tua escolha. 

Mistura o chocolate derretido com o Cream Custard que preparaste antes e recheia as tuas forminhas individualmente, com delicadeza. 🙂

Leva ao forno. Quanto tempo? Gostava de vos saber dizer. Eu inventei isto (menos o Cream Custard) e foi tudo experimental. Para ser muito sincera, fui espreitando o forno. O meu é esquisitinho e forte, por isso tenho mesmo que andar a cuscar de x em x minutos. Mas saiu bem! 😀

Pseudo-pastéis de nata de chocolate e caseiros. Yumm! Para a próxima só vou mesmo mudar a massa. Acho mesmo que, com massa folhada, ficaria ainda melhor! 

Espero que tenham gostado, que experimentem a receita e que ponham este livro da Dolly Alderton na vossa wishlist de leitura! 🙂

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