Como praticar mais actos de Bondade no dia-a-dia

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foto: Margarida Pestana

Ultimamente tenho pensado em formas de integrar mais actos de bondade no meu dia-a-dia. O que posso fazer para ajudar mais e de forma mais significativa? Sei que posso ajudar a mudar o mundo à minha maneira e que posso fazer a diferença nas vidas de pessoas e animais que precisam de ajuda. O Blogging for a Cause ensinou-me isso e deixou-me o bichinho da vontade de ajudar durante todo o ano.

A coincidir com este pensamento sobre mais formas de ajudar os outros, terminei de ler O Livro do Lykke – Os Segredos das Pessoas Mais Felizes do Mundo -, de Meik Wiking, o mesmo autor d’O Livro do Hygge. Em ‘Lykke’, o autor, que é também presidente do Happiness Research Institute, escreve sobre conclusões que retirou de vários estudos que conduziu sobre a felicidade e sobre o que faz com que sejamos mais ou menos infelizes. O livro é interessantíssimo e uma leitura agradável, pelo que é bem provável que venha a fazer review do livro aqui no blog, mas no que diz respeito ao tema da Bondade (que é todo um capítulo neste livro) oferece várias ideias para incorporarmos actos bondosos na nossa vida diária: Comece por pequenas coisas: faça um elogio (sincero), ajude um turista a orientar-se, empreste um livro que tenha gostado de ler, diga a alguém quão significa para si quando for sentido.”

Mais, no livro Fucking Flink – How do the Happiest People in the World Also become the Fucking Friendliest?’, o autor Lars Ap, defende que a bondade só traz mais bondade, acrescentado ainda que:

“Aquilo de que me apercebi é de que sou mais feliz quando me esqueço de mim e me concentro nos outros.”

Confesso que esta citação me disse muito quando a li. Em tão poucas palavras, estava aqui resumido o sentimento que se apodera de mim quando faço algo bom e ajudo outras pessoas, sem esperar nada em troca. Caramba se não sabe mesmo bem! E não, não é daquelas coisas que se diz para ficar bem, é mesmo assim que funciona: fazes algo bom e sentes-te bem por isso. E a verdade é que não custa nada. Há várias formas de ajudar e que servem qualquer pessoa e qualquer estilo de vida; se não tens muito dinheiro para contribuir para causas solidárias, não precisas! Podes:

  • ajudar ao doar o teu tempo, ajudando pessoalmente no que for preciso junto das associações;
  • contribuir com comida, brinquedos, livros e vestuário para associações que os recolhem, como o Banco Alimentar Contra a Fome, a Cáritas, etc. Nas cidades há contentores para deixar roupa, acessórios e calçado, nem é preciso ir longe para contribuir desta forma!;
  • oferecer o teu trabalho e serviços (fazer sites para associações, tirar fotografias, etc.,
  • usar as tuas plataformas (digitais ou não) para divulgar iniciativas das associações;
  • criar eventos de angariação de fundos – sim, como fizemos no Blogging for a Cause, por exemplo;
  • servir-te da tua Influência Digital de forma criativa! Nunca subestimes o poder de influência nos dias de hoje*.

foto: Bless (no Blogging for a Cause 2017)

* Relembro o post “Quando o poder dos influenciadores é usado para mudar o mundo” que escrevi no ano passado e que se mantém tão actual. Há tantos exemplos de boas iniciativas a serem criadas por influenciadores e que – literalmente – ajudam a salvar vidas. É tão inspirador ver que esse poder não é apenas usado para vender coisas mais superficiais…

Hoje em dia é ainda mais fácil passarmos palavra. Quase todos nós temos redes sociais, emails, até blogs e, com eles, pessoas que seguem a nossa pegada digital e que tomam atenção naquilo que partilhamos e que dizemos. Por vezes não precisamos de grandes gestos para fazer a diferença no mundo, por isso… que tal começar por aí?

Desejo para 2018:

Fazer mais.

Descobri que tenho alguma facilidade em angariar fundos, ainda que não sejam fortunas. Com o Blogging for a Cause conseguimos mais de 3000€ que distribuímos de forma igual por 5 associações. Foi um evento do caraças com uma missão solidária incrível e que me encheu o coração de orgulho e felicidade por ter tido a oportunidade de estar envolvida em algo assim e de ter o poder de ajudar alguém. Portanto, este ano vou querer certamente envolver-me em mais iniciativas destas. E sim, até num novo Blogging for a Cause. Espero que as minhas parceiras sintam o mesmo. 🙂

Iniciativas Solidárias pelo Mundo

No livro do Lykke fiquei a conhecer algumas iniciativas altamente inspiradoras que estão a ser levadas a cabo um pouco por todo o Mundo. Dessas destaco as seguintes (para te inspirar também!):

Foto: Margarida Pestana (eu e a Vânia no Bloggers Camp 2018)

As minhas próximas iniciativas

Prometo escrever acerca delas em mais detalhe, mas para já são duas:

  • um pequeno fundraising para o meu aniversário (e toda a gente vai poder participar!);
  • um evento do Páginas Salteadas que terá também uma componente solidária.

Ou seja, coisas boas que me estão a deixar super entusiasmada! Se se quiserem juntar a mim, serão mais que bem-vindos. 😀

E vocês, gostariam de poder ajudar mais? De que forma gostariam de o fazer ou como é que o fazem actualmente?

5 Comments

  1. Andreia Moita says:

    Gostei muito deste teu texto e fui à procura de mais coisas sobre o Hapiness Institute. Quero ler sobre felicidade e saber mais coisas de como nos fazer felizes a nós e aos outros.
    É muito bom ter uma pessoa como tu no meu círculo. Porque falar é fácil. Para fazer é preciso um bocadinho mais. E eu sei que tu fazes todos os bocadinho que podes com todo o coração.

    Beijinhos 🙂

    1. Catarina Alves de Sousa says:

      Oh, que comentário mais querida, Andreia! Também fico super feliz por te ter no meu círculo e por ser tua parceira de Blogging for a Cause! 😀 Eu vou fazendo os possíveis, um bocadinho aqui, outro ali. Parece sempre pouco, mas no final, quando peso tudo consigo perceber que quaisquer bocadinhos fazem a diferença. 🙂
      Quanto ao livro do Lykke, lê sim! Olha, eu adorei, Foi muito informativo e até divertido de ler. O Meik Wiking tem um estilo de escrita com humor que eu aprecio muito. Para além disso, explicou porque me sentia mais triste ou desmotivada com certas coisas e fez-me ver – com os dados do Happiness Research Institute – que é perfeitamente normal. Falo, por exemplo, do tempo de deslocação casa-trabalho-casa.
      Vou escrever sobre isso em detalhe muito em breve. :)*

  2. Marta Chan says:

    Sabes que queria incorporar de alguma forma os actos de bondade no blog para inspirar outras pessoas a faze-lo? Mas depois fica aquela ideia de que estou a gabar-me e perco a pica.
    Olha cuidado com a indicação de contentores, ao que tenho conhecimento todos eles são corruptos incluindo caritas, cruz vermelha e humana.
    Fiquei muito curiosa com esse livro, pelo menos nota se que ficaste mega entusiasmada!

    http://www.viveraviajar.com

    1. Catarina Alves de Sousa says:

      Olha, acho que seria uma ideia maravilhosa, Marta! E se acharem que te estás a gabar? Who cares? 😛 Se uma pessoa achar isso, mas outra (nem que seja só uma) se inspirar a fazer algo bom por outras pessoas ou animais já vale a pena, na minha opinião. 🙂
      Quanto aos contentores, eu sei que existe uma enorme suspeita no que diz respeito às associações a que pertencem, mas olha, eu gosto de partir do princípio de que os casos de fraude reportados são a excepção à regra, sendo que a regra é que as coisas cheguem ao destino e a quem precisa delas. Na pior das hipóteses, ao menos haja alguém que aproveite as coisas que eu já não uso e que estão a criar tralha cá em casa. Não há como saber se todas as associações são sérias ou não, mas gosto de acreditar que a maioria são. 🙂

      Sim, fiquei super entusiasmada com o livro! 😀 Como disse à Andreia lá acima, vou escrever algo sobre isso asap!

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