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How to (really) get a job

Queridos e queridas que possam estar a ler-me neste momento,

Acho que já percebi tudo. Como sabem, estou desempregada há um mês e, como tal, ando naquela encantadora fase de mandar CVs como se não houvesse amanhã. Se isto fosse aqui há um ou dois anos atrás, diria também que ando na fase das entrevistas, mas isso ainda não aconteceu. Ou melhor, já fui a algumas desde que ando à procura (ainda trabalhava quando comecei), no entanto abundam os “empregos da treta” como eu lhes chamo- à falta de melhor palavra para os descrever.

Não, não vou pagar 125€ para um gajo qualquer me tirar fotos para campanhas publicitárias que podem nunca acontecer. Mas está tudo parvo? E não, não vou trabalhar à comissão sem qualquer salário base. E os vossos estágios profissionais e curriculares? Podem enfiá-los no sítio que melhor vos aprouver.

Isto dos estágios profissionais tem muito que se lhe diga. É muito bom e muito giro estarmos empregados (de certa forma) durante 9 meses. Durante esse tempo trabalhamos, não ganhamos assim tão mal quanto isso e ainda fazemos descontos para a segurança social. Se se encontram nesta situação, sintam-se gratos por estes descontos. São eles que vos vão dar o direito de ganharem o sibsídio social de desemprego (só o social, atenção) quando vos mandarem para a rua no final do estágio.
Os casos em que a empresa fica com o estagiário no final são cada vez mais raros.
E porque é que isso acontece?
Somos nós que somos péssimos profissionais e a empresa em nada beneficiaria em ter-nos como funcionários? Não.

Quando as empresas acolhem estagiários, pagam-lhes apenas metade- ou menos- de um salário normal, pois, como sabem, o Estado comparticipa com o restante dinheiro. Ora, isto é uma maravilha para as empresas. Mão-de-obra baratíssima e super qualificada? Hell yeah!

Mas isto é um ciclo vicioso. O estágio profissional do IEFP só se pode fazer uma única vez na vida, mas, por outro lado, estas empresas podem andar infinitamente a mamar dinheiro e a contratar a tal mão-de-obra barata. Os apoios para estes meninos vão continuar a vir e quando um ciclo de estagiários se fecha, eles sabem que outros se abrirão. Assim como os apoios.

E nós ficamos na merda a ver estas coisas a acontecerem à nossa volta, sabendo que não interessa minimamente o quão bons somos, o quanto demos o nosso melhor durante todo o estágio e se criámos ou não relações dentro da empresa x. Se calhar ficámos só com essa sensação.

Peço desculpa, pois já me desviei largamente do tema que consta no título deste post.

Vou aligeirar o tom e explicar-vos de forma muuuito sucinta como se desenrola o processo de recrutamento hoje em dia.

Antes da entrevista (no caso de se sentirem particularmente nervosos)

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Em minha defesa por ter dado semelhante conselho, eu própria o pus em prática no início do ano passado quando, às 9:20 da manhã bebi um shot de vodka polaca antes de ir defender o meu relatório de estágio que determinaria o desfecho do meu mestrado. Foi o suficiente e resultou às mil maravilhas.

Durante a entrevista

Façam muito disto:

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Juro que resulta. Houve entrevistas em que simplesmente não me deixaram falar. Não gosto nada disso, pois normalmente perco algum tempo a preparar-me para aquele momento e ao não me deixarem falar, sinto-me um bocado perdida. Então sorrio. Sorrio muito. Chega a doer-me ambos os lados da face e sinto-me parvinha, mas também juro que já me chamaram para vários trabalhos após entrevistas em que quase nem disse uma palavra.

Se tudo falhar…

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Eu recuso-me, mas hey, whatever works your you!

Desfechos possíveis:

1. Ligam-vos porque vos adoraram e dizem que ficaram com o trabalho.

Reações possíveis:

Esta costuma ser a minha. Fico sempre de pé atrás, mas tento mostrar-me sempre agradecida e entusiasmada (e realmente sinto-o).

A)
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B)
Espero ansiosamente sentir-me assim.
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2.  Ligam-vos/enviam-vos um e-mail/nunca mais voltam a entrar em contacto convosco (muito comum nos dias que correm, não levem a peito).

Reações possíveis:

A)

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ou

B)
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Procurar emprego é uma verdadeira guerra. Uma guerra de subtilezas, de códigos morais, de conflitos éticos; é uma miscelânea de sentimentos e emoções.
Procurar emprego é um verdadeiro emprego.

6 Comments

  • Pics

    Zubrowka, comigo, só resultaria numa sessão de vómitos. Acho que não seria o indicado.
    Já pensei muitas vezes em levar um decote mais pronunciado, mas acabo sempre por levar camisas super decentes. Ainda não ganhei coragem para isso.

  • Ana João

    Não podia concordar mais contigo =X Infelizmente a procura de emprego cada vez está mais complicada..E isso dos estágios profissionais é coisa para me deixar tolinha..porque há sítios que nem isso querem, porque têm os estágios curriculares que é bem melhor que não pagam absolutamente nada =X Eu não me posso queixar que felizmente tenho trabalho e fiquei na única entrevista que fui mas não na área que estudei nem lá perto..Agora continuo a mandar mil e um currículos para a área mas o normal é simplesmente não responderem..Está mau..muito mau.. (Desculpa se me alonguei mas isto é tema para me tirar do sério –‘)

  • Daisy.

    Tenho que concordar totalmente contigo! Isso das empresas contratarem apenas estagiários porque lhes pagam menos é absurdo. Acho que alguém devia tomar medidas quanto a isso pois é uma falta de respeito.
    Mas não desistas. Quando menos esperares e também com um pouco de sorte (infelizmente parece que neste momento é assim) vais conseguir 🙂

  • Catarina

    Pics: Isso também não é para mim. Não estou desesperada. 😛

    Ana João: Ficaste? Que bom! Muitos parabéns. 😀 Eu mando para tudo- para minha área e fora… muito fora! Não se pode ser esquisito agora.

    Daisy: Espero que revisitem estas medidas brevemente… Desistir nunca! 🙂

  • J. Persoa

    Procurar emprego tornou-se uma selvajaria, nos dias que correm. Acho que a tua sugestão do shot é capaz de aligeirar o panorama, vou ponderar numa próxima 😉

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