personal

My friends

Não sei porque é que isto acontece, mas sempre que estou no Porto, em casa da minha família como estou agora, não consigo parar quieta. Ou ando de um lado para o outro a ir buscar material para artes manuais, ou a passear e a convidar as memórias a aparecer enquanto passo por sítios particularmente marcantes, ou então, se paro fisicamente, o meu cérebro não faz o mesmo. O meu cérebro nunca faz tal coisa.

Há já bastante tempo que isto ocupa os meus pensamentos, mas desde que deixei de trabalhar estes devaneios têm vindo- compreensivelmente- a intensificar-se. Refiro-me à “história” das amizades. Podes ser a afamada ‘crise dos 20 e poucos anos’ a falar, mas acredito ser algo mais profundo que isso.

Ultimamente tenho reparado que o meu número de amigos tem vindo a reduzir e não falo de amigos do Facebook. Vivo há sete anos entre o Porto e Lisboa e os círculos de amigos em cada cidade são diferentes. O que se passa é que têm vindo a aumentar em Lisboa, mas no Porto… quase nem vê-los. Uns foram também para Lisboa, outros para fora do país e os que cá ficaram… puff. Curiosamente é com os que ainda vivem no Porto que perdi o contacto, ou quase. Não é estranho?

Como é que as coisas mudaram TANTO no espaço de um ano e meio/dois anos?
Adoro os amigos que se mantêm na minha vida e os novos que chegam e decidem ficar entretanto, mas há coisas que parece que às vezes me impedem de seguir em frente. Lembro-me- e levei-a extremamente a sério- que uma das minhas resoluções para o ano de 2012 era ser uma melhor amiga. E tenho tentado, a sério que tenho. Tentei restabelecer contactos, tentei mostrar-me recetiva a convites, perguntei muitas vezes se “está tudo bem?” e fi-lo com toda a sinceridade.

A verdade é que às vezes não vale a pena, porque nada vai mudar. Ou então vale a pena porque ficamos de consciência tranquila e sabemos que tentámos tudo para recuperar os nossos amigos.

Ontem tomei a decisão de procurar long lost friends com os quais não falo há ANOS. Já alguma vez fizeram isso? Mandaram-lhes alguma mensagem? Como é que voltaram a falar com eles?
Interessa-me os mistérios da amizade.

P.S.- Senti-me tão Lena Dunham Hannah Horvath a escrever este post.

9 Comments

  • Cat's

    Identifico-me tanto com o que escreveste =) Para mim é muito fácil criar amizades novas e este ano em especial aumentei muito o meu leque (com o erasmus e tal)..mas terminado esse periodo cada um voltou ao seu país de origem e, apesar de mantermos o contacto via internet/telefone, não é a mesma coisa..não dá para telefonar a combinar um café e uma ida ao cinema/compras para a semana que vem porque alguns deles estão noutro continente…com os colegas de universidade acontece a mesma coisa durante as férias anda cada um para seu lado. Os amigos de infância, esses por muito que me deixe triste acho que sou eu o motivo de os ter afastado…porque alguns estão exactamente onde os deixei, a fazer as mesmas coisas, parece que não evoluem em certos aspectos …e eu mudei, sinto que já não me identifico com aquelas pessoas… Com isto tudo às vezes dou por mim a pensar que ainda vou acabar sozinha com 30000000000 gatos..porque o “tempo e a distância” andam me a levar os amigos todos..lool

  • Catarina

    É mesmo isso que dizes: tempo e distância. Mas, em alguns casos, acho que é mais que isso. Tem que ser. Talvez algumas dessas pessoas não estejam inteiramente interessadas em permanecer nas nossas vidas, ainda que não o reconheçam de forma consciente.

  • Pretty in Pink

    Como eu te compreendo…Também perdi muitos dos meus amigos, a maioria pela distancia…Acabou por não haver um esforço para continuar a amizade e aí está o grande perigo de se perder amigos…

    ~Beijinho*

  • Danny

    Como isto é verdade. Se eu dantes já tinha poucos amigos, agora é que eles são escassos. Vamo-nos centrando cada vez mais nas nossas vidas e os amigos vão ficando para trás, é triste.

  • Skinny Love

    eu acho que a mudança também está em nós, chegamos a uma altura que olhamos para as pessoas á nossa volta e começamos a perceber que muitas das pessoas com quem nos dávamos não são assim tão nossas amigas, ou assim tão maduras quanto isso. Acho que nos tornamos mais exigentes com o tempo 🙂 isso não é necessariamente mau, simplesmente as coisas tornam-se mais cruas, porque a tua visão sobre elas é mais realista e fria, e por isso a sensação não é agradável. Os verdadeiros amigos escasseiam, é verdade, mas ao menos agora, conseguimos perceber ao certo quem eles são 🙂

    e oh,gosto imenso desta música dos red hot *q*

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    Beijinho * Monstros no Armário
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  • Daisy.

    Aconteceu-me o mesmo quando fui para a faculdade. Tinha bons amigos mas não tinhamos muito tempo para estar juntos e aos poucos e poucos afastámo-nos. Ainda falo com alguns mas nao é a mesma coisa. Poucos ficaram! Conheci imensas pessoas na faculdade mas parece que a minha lista de conhecidos aumentou e a de amigos diminuiu :

  • Rute Pereira

    Como isto é verdade… também me aconteceu isto quando saí da secundária. Tinha o meu grupo de amigos mas com a distância e a vida de cada um deles começamo-nos a afastar. Mas quando nos reencontramos é fantástico, adoro quando relembramos os velhos tempos 🙂

    Gostei muito deste teu cantinho, estou a seguir. Beijinho*

  • Catarina

    Estou a ver que há muita a gente a relacionar-se com este problema. Se calhar faz parte da evolução dos tempos e da nossa sociedade. Oh well. :

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