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10 coisas pelas quais me estou a sentir muito grata

Não sei se é da altura do ano em que estamos, mas tenho dado por mim a sentir-me profundamente grata. Não é que não o sinta noutras alturas, mas este sentimento tem-se apoderado de mim de uma forma muito poderosa nos últimos tempos.

Acho que pode estar relacionado com o facto de – finalmente – as coisas terem acalmado por estes lados. As mudanças já estão feitas na sua totalidade, as chaves da casa antiga estão entregues e finalmente já sinto que posso começar a criar raízes na cidade para onde mudei no final de Setembro.

Mas agora que penso melhor nisso, não acho assim tão invulgar estar a sentir esta gratidão em Novembro, afinal estamos a aproximar-nos a passos largos do final deste ano e, quase sem dar por isso, começo a fazer balanços. Talvez não seja por acaso que, para os Norte-Americanos, este é o mês do Thanksgiving?…


Antes de listar algumas das coisas pelas quais me tenho sentido mais grata, devo confessar-vos que este texto já vem um pouco editado, no sentido em que escrevi primeiro acerca disto no meu journal. Sem filtros e com mais tópicos, mas alguns ficam só para mim. Já vos falei acerca da importância que o journaling tem para mim, por isso acho que desta vez me vou abster da repetição.

Estes são – portanto – algumas das coisas que agradeço que estejam a acontecer na minha vida:

  • Estou grata por ter saúde, por me sentir bem e com energia, especialmente agora que o meu namorado precisa mais de mim na sequência de uma operação a uma hérnia (que correu bem e também estou grata por isso;
  • Estou grata pelos meus animais lindos – que nunca me deixam sozinha em nenhuma divisão da casa – e pela saúde de todos;
  • Estou grata pela minha casa, a nossa casa. Está a ficar tão bonita e acolhedora… sinto-me finalmente a recuperar a sensação de lar e de pertença, mas mais tarde, noutro post, falarei melhor sobre isto.
  • Estou grata por ter estado com tantas pessoas nos últimos tempos, por ter revisto velhos amigos e novos também. Estou de alma cheia pelos momentos de inspiração, partilha e risos dos quais pude desfrutar recentemente. Tinha saudades.

  • Estou grata por ter voltado a sentir vontade de fazer/dar workshops e por ter tido uma boa ideia para um próximo;
  • Estou grata por uma nova oportunidade de trabalho enquanto freelancer e estou verdadeiramente entusiasmada por começar a trabalhar com este novo cliente;
  • Estou grata por ter uma nova viagem marcada (e a acontecer muito em breve!);
  • Estou grata pela liberdade que estou a saborear de uma forma muito consciente. Estou feliz e aliviada por não ter 300 reuniões por dia e por poder cuidar da casa quando sinto vontade e de trabalhar quando sinto motivação e inspiração, quando me sinto mais produtiva. Acima de tudo, estou grata pela liberdade de horários para poder dar apoio a quem precisa de mim por motivos de saúde, sem ter que dar justificações, pedir desculpas ou compensar horas de trabalho;
  • Estou grata pelos planos que estamos a fazer com as nossas famílias para estas festas que se avizinham;
  • Estou grata por ter ultrapassado a “atadice” de não conduzir e agora fazer tudo o que preciso de fazer e ainda ir buscar ou levar alguém que precisa de carro (com o meu ou com o dele).

Escrever sobre aquilo por que estamos gratos, não é uma novidade nem algo inovador, mas é um exercício muito saudável. Não sei quanto a vocês, mas eu sinto uma necessidade gigante de desacelerar para digerir as coisas que acontecem, as boas e as más (porque também as há). Custa-me a ideia de deixar só a vida passar, acelerada como ela é por natureza, sem me permitir tempo para sentir tudo, absorver tudo, documentar aquilo que quererei recordar mais tarde.

O meu journal serve para isso, mas este blog também, desde sempre e enquanto durar (espero que por muitos mais e longos anos).

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