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9 ideias para passar 48 horas em Edimburgo

Sinto que estou a demorar eternidades a contar-vos tudo o que quero contar sobre a minha viagem à Escócia que, para quem ainda não sabe, era o país que mais queria visitar e que estava no topo da minha bucket list. Sim, a sério.

E depois de começar o meu relato de Edimburgo (a primeira paragem da viagem) pelo Arthur’s Seat neste post, Vou voltar um bocadinho atrás e começar do início porque, afinal, o Arthur’s Seat foi apenas uma parte dos dois dias que passei na capital Escocesa. Cheguei numa quinta-feira a Edimburgo e parti para Inverness no sábado de manhã, portanto… o que é que vi e fiz em tão pouco tempo em Edimburgo? E se vocês lá forem um dia, o que dá para fazer num curto fim de semana? Bem… muita coisa mesmo! Passo a enumerar.

Dia 1

Considero o primeiro dia o dia em que aterrei. Era quinta-feira e eram 14h00 (2 pm), mais coisa menos coisa, porque no meu entender o dia só começa verdadeiramente depois de almoço. Mal sabia eu que nestes países não é bem assim… 😛 Mas vá, vamos lá passear.

1. Explorar a Old Town

A Old Town é, como o nome indica, a parte mais antiga da cidade. Com os seus monumentos, museus e edifícios impressionantes, foi um bom sítio para começar a visita. Acho que, inconscientemente, quando acabamos de chegar a um sítio, procuramos logo ambientar-nos e foi precisamente isso que fiz. Depois de instalados no apartamento, já não restavam muitas horas para entrar nos monumentos. Aqui as coisas fecham muito cedo.

A velhinha Old Town preserva grande parte da configuração que tinha na época Medieval, o que fez com que fosse decretado Património Mundial da UNESCO.

Honestamente, gostei tanto desta parte da cidade que, por mim, nem de lá saía. Afinal, tem quase tudo aquilo que eu queria ver, nomeadamente o Castelo, o Greyfiars (o cemitério – calma, ja lá vamos), a Royal Mile, a St. Giles’ Cathedral, o National Museum of Scotland, etc.

Neste mesmo dia cheguei a visitar a Catedral (St. Giles’ Cathedral) que ainda estava aberta. O resto teve que ficar para o dia seguinte. 🙂

2. Comprar souvenirs

Vir embora de mãos a abanar? NUNCA! Quer dizer… o espaço na mala era muito limitado, mas uma ou outra coisa ainda cabem. 😉

Sou daquelas pessoas que adora trazer lembranças típicas do país e não qualquer coisinha banal só para dizer que comprou. Até podem ser bolachas, mas têm que ser típicas.

E Escócia tem vários ex-líbris que dão lembranças fantásticas! Temos o tartan (o padrão típico escocês) em cachecois de caxemira , luvas, chapéus, etc.; temos o Nessie (monstro do Loch Ness), o Greyfiars Bobby (já vos apresento o Bobby), as gaitas de foles, as vacas escocesas, etc.

3. Experimentar a gastronomia local

Isto aqui no post está a passar mais rápido do que na realidade (e ainda bem, não?), mas claro que entre uma coisa e outra vi muito mais paisagens e tirei muitas, muitas fotos, mas pela vossa sanidade mental vou resumir, claro. 🙂

Para (quase) terminar o primeiro dia de visita a Edimburgo, não há nada melhor do que entrar no espírito escocês, deixar os preconceitos – e esquisitices de lado – e experimentar comida verdadeiramente típica. Yup, estou a referir-me ao Haggis.

Não quero enojar ninguém ao dizer-vos de que é feito o Haggis (googlem!) nem quero escrever vísceras de carneiro muitas vezes no blog (once is already too many…) e nem quero acreditar que eu, a esquisitinha-mor comeu Haggis e… adorou. Maaas é verdade! Este Haggis entre puré de batata e molho do Fiddler’s Arms era delicioso!

Vão-me ouvir/ler a dizer isto muitas vezes, mas acredito piamente que a gastronomia é uma forma de turismo e uma maneira muitíssimo eficaz de entendermos melhor um país, a sua gente e os seus costumes e tradições. So Haggis it is!

4. Ir a um pub, degustar um bom Whiskey escocês ou uma boa pint

Oh sim. Não vinham à Escócia sem ir a pubs, certo? CERTO? É bom que não. Tal como a gastronomia faz parte do turismo, as bebidas do país também fazem. O costume de frequentar pubs como actividade social após o trabalho faz parte do dia-a-dia. Neste caso, o primeiro pub a que fomos foi logo a seguir ao jantar e não antes, mas no nosso caso foi melhor assim.

Este era o pub que eu tinha escolhido, mas que – infelizmente – estava cheio. O White Hart Inn situa-se no Grassmarket (Old Town) foi aberto em 1516 (OMG!!), sendo assim o pub mais antigo desta parte da cidade.

Diz-se também que este pub é assombrado, à semelhança de vários outros locais em Edimburgo (adoro estas coisas!!). Conta a “lenda” que uma dupla de assassinos composta por William Burke e William Hare mataram vários frequentadores do pub antes de venderem os seus cadáveres. E mais! O White Hart Inn está localizado a apenas uns passos de uma praça onde foram levadas a cabo várias execuções e enforcamentos… Uhhhh…

Em tantos anos de história macabra, não é de admirar que hajam vários relatos de coisas estranhas; passos, histórias fantasmagóricas, pancadas misteriosas nas paredes, empregadas do pub que juram a pés juntos que alguém lhes puxou o cabelo (e não viram ninguém quando se viraram) e há até gente que diz ter visto fantasmas no local. Não sei quanto a vocês, mas eu adoroooo estas histórias de terror e do oculto/paranormal.

Mas voltando à viagem. Como o White Hart Inn estava cheio, optámos antes pelo The Mitre – Nicholson’s Pubs. Foi lá que experimentei aquela que é agora a minha bebida alcoólica favorita: cerveja de gengibre! Só é pena ainda não haver em Portugal, mas estou com esperanças que seja a próxima moda, depois da cidra de sabores. 😉 Experimentei algumas ginger beers, mas a minha marca favorita foi, sem duvida nenhuma, a Crabbies.

Aconselho-vos também a experimentarem uns Whiskeys também. Vá lá, a Escócia é a terra do Whiskey, tem que ser! E acreditem, o bartender vai adorar explicar-vos tudo desde a diferença entre marcas de Whiskeys ao processo de maturação do mesmo em que madeira e durante quanto tempo. Eu que nem gosto de Whiskey, adoro saber a história por detrás desta bebida nacional. Bem, na verdade gosto de saber a história por detrás de tudo.

Dia dois

Depois do pub já não houve mais nada. Fomos para o apartamento e planeámos o segundo dia. E começámos muito bem o segundo dia com o Castelo de Edimburgo.

5. Visitar o Castelo de Edimburgo

O Castelo de Edimburgo é uma atracção turística óbvia, mas por muito boas razões. A sua história (mais uma vez) é tão rica e antiga que seria praticamente um crime ir a Edimburgo e não a absorver.
Para começar, o castelo situa-se em cima de um antigo vulcão (como o Arthur’s Seat), o que já de si é muito badass.

A ocupação humana do castelo remonta ao séc. IX, portanto conseguem imaginar o quanto este monumento já “viu” em toda a sua existência.

O que mais me fez gostar do Castelo de Edimburgo, para além da vista excepcional sobre a cidade (é mesmo excepcional e a toda a volta), foi o facto de cada sala, quarto e artefacto ter um significado e uma intenção.

Vi onde Mary Queen of Scots deu à luz (obrigadinha pelos spoilers de Reign, by the way!), passeei pelas prisões, pelos aposentos do rei, mas o que mais me marcou foi o Scottish National War Memorial. Nunca tinha visto nada assim.

O memorial anuncia:

“To the Glory of God & in Memory of Scots who fell
1914 – 1918″

A todo redor do interior do edifício podem ser encontrados livros e livros de volumes impressionantes, cheios de nomes de cidadãos escoceses que morreram na Primeira Grande Guerra e até em conflitos mais recentes. Mas o que me fez arrepiar toda foi mesmo o espaço reservado àqueles que morreram desconhecidos, ou seja, aos que morreram sem que o seu nome fosse conhecido ou o seu corpo reconhecido. A frase (que agora não consigo recordar) gravada nas paredes dessa zona fizeram-me suster a respiração e ficar ali parada a pensar no triste destino desses soldados.

Aquele, meus amigos, não é um memorial de guerra feito à toa…

6. Observar e desfrutar das actividades de rua

Voltando a coisas mais felizes.
Nas ruas de Edimburgo há sempre animação, sempre alguma coisa a acontecer. Confesso que ainda não estava farta de passear ao som de autênticas gaitas de foles. Ah, e também verão o Braveheart algures, provavelmente, apesar da sua história se passar em Inverness e não em Edimburgo. 😛

Das coisas que mais gostei de ver nas ruas (para além das gaitas de foles), foi um grupo de treinadores (?) de falcões e corujas/mochos. Queria muito pegar na coruja pequenina que se chamava Guinevere, mas por £3 achei um exagero.

7. Conhecer a História e o misticismo do cemitério Greyfiars Kirkyard

E chegámos a uma das partes mais interessantes de Edimburgo. Para mim, que adoro histórias  macabras e fantasmagóricas, como vos disse mais acima.

Quando estava a pesquisar sobre o que deveria visitar em Edimburgo e me apareceu o Greyfiars numa lista de locais assombrados, sabia que não podia vir embora desta cidade sem lhe fazer uma visita.

Decretado como cemitério pela Rainha Mary (Queen of Scots) em 1562, tem nele enterradas figuras ilustres de Edimburgo e carrega no seu nome vários episódios de história macabra, mas também episódios inspiradores (como o de Bobby, o cãozinho) e até foi inspiração para J.K. Rowling.

Quero muito contar-vos isto tudo ao pormenor, porque acreditem, vale mesmo a pena e vão ficar estupefactos com o que há a dizer sobre o Greyfiars, mas por isso mesmo vou deixar todos esses pormenores para um post só sobre o Greyfirars Kirkyard. 😉

A lenda de Bobby também fica para o post só sobre o Greyfiars, mas posso já adiantar que o Bobby foi um Skye Terrier que esperou junto ao túmulo do dono no Greyfiars Kirkyard durante anos, até à sua própria morte. Faz lembrar a história de Hachiko. 🙂

8. Não perder o National Museum of Scotland e subir ao rooftop para uma vista deslumbrante

Após a visita ao Greyfiars fomos almoçar (sim, porque isto foi tudo na mesma manhã) ao rooftop do Museu Nacional de Edimburgo, seguindo a recomendação de um senhor que conhecemos no cemitério (depois explico no próximo post sobre a viagem).
E ainda bem que o fizemos porque a vista do terraço do piso superior do museu é de cortar a respiração.

O museu em si é uma espécie de janela para a vida e História deste país fascinante. Tem vários pisos, cada um organizado por uma época e tema diferentes. Escusado será dizer que o meu piso favorito foi o mais “antigo” de todos, o piso 0, dos Vikings, práticas de magia com ossos humanos e todos esses rituais milenares que tinham lugar em vários locais do mundo, aqui reunidos apenas as evidências de rituais e presenças de outros povos e animais na Escócia.

9. Passar a ‘magic hour’ no topo do Arthur’s Seat

A parte final da visita a monumentos e atracções turísticas foi precisamente no Arthur’s Seat que, curiosamente, foi a primeira coisa de que vos falei sobre a viagem aqui no blog e onde até gravei o meu primeiro vídeo para o Instagram aqui.

Se quiserem ver mais fotos do Arthur’s Seat basta virem aqui a este post. 😉

Depois do Arthur’s Seat, o processo foi repetido: ir jantar e ir a um pub. Claroooo.

Na manhã seguinte (sábado) partimos para Inverness prontos para uma visita às Highlands da Escócia, mas antes mesmo de vos falar sobre a magia das Highlands ainda tenho que vos contar muita coisa sobre o Greyfiars. 😉

Bem, sei que o post é longo e muito detalhado, mas espero que tenham gostado!

11 Comments

  • Inês Silva

    Apetece-me chorar um bocadinho :ccc adorava tanto ir mas também gosto de ler sobre um sítio que gosto por alguém que realmente o apreciou! A arquitectura e as últimas fotos foram as minhas favoritas e fiquei com água na boca com a parte da gastronomia :p

  • Nancy Wilde

    Saudades de Edimburgo! Adoro Glasgow mas Edimburgo tem uma beleza gótica que me encanta sobremaneira. Lembro-me de ter corrido 3 cemitérios num só dia! Um deles estava infestado de ratos, curiosamente. A minha paixão por Glenmorangie começou justamente num pub perto de Calton Hill, através de um total stranger que me ofereceu uma bebida ahah

  • daniela_loadingmoments

    Vou voltar certamente. Estou a viver a pouco mais de uma hora dessa cidade maravilhosa. Portanto tenho nos planos voltar em breve num dia de sol…
    Adorei as tuas dicas.

    Ainda nao conheco as highlands mas tambem so etsou por ca ha tres meses.

    p.c Desculpa os erros, teclado ingles.

    • joan of july

      Ahahah não faz mal, dá para perceber na mesma. 🙂
      Tens tanta sorte, adorava viver na Escócia! É um sonho antigo.
      Viver não me parecer que vá acontecer, mas voltar quero certamente.
      E não deixes de visitar as Highlands quando puderes. A viagem às Highlands mudou a minha vida, até porque sempre quis ir lá. :)*

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