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Domingo de sol, sal e letras

E hoje foi mais um dia de praia. Como vocês já sabem- e às meninas que me desejaram as melhoras aqui pelo blog, o meu obrigada!-, apanhei um escaldão bastante grave na terça-feira, no meu primeiro dia de praia do ano. 
Hoje foi o meu segundo dia de praia e, para já, nada a apontar. O escaldão está a curar-se e desta vez usei um protetor solar de fator mais elevado o que, claro, fez toda a diferença.
Se da primeira vez o meu destino de eleição foi o da linha, mais propriamente o da praia do Tamariz, desta vez a praia escolhida foi na costa. Nunca lá tinha feito praia, mas adorei a da Princesa, na Costa da Caparica.

Entre uma praia e a outra, tomei a liberdade de apontar os prós e contras de cada, só para o caso de alguém por aqui alguma vez se encontrar num dilema:
Praia do Tamariz:
Prós: O cenário, a beleza natural do local, a transparência da água, os vários peixinhos giros que se podem ver, as estrelas-do-mar e a piscina oceânica desta praia.
Contras: É um pouquinho rochosa, embora isso, por outro lado, faça parte da beleza desta praia. A água estava muito fria na terça-feira. Mesmo tendo passado muito tempo na água, o meu corpo não se habituou à temperatura a 100%. Os dedos doíam-me de frio. Ah, e tenho medo de vários animais que andam no mar e aqui há bastantes. Não se preocupem, não é nada de especial, eu às vezes é que sou mariquinhas.
Praia da Princesa:
Prós: A água estava excelente! Amei, amei, amei. A temperatura estava perfeita; custa sempre entrar, mas depois nem queria sair. Adoro o facto de ter ondas, porque adoro saltar sempre que vem uma. Não vi nem senti animais na água.
Contras: O vento, bolas, o raio do vento!
Quando vou à praia, há uma coisa que não dispenso (para além do protetor, claro): livros. Um, dois, três, não interessa. Hoje não podia faltar o 5º volume do Game of Thrones e um do Gabriel García Márquez que ando a ler ao mesmo tempo: A Incrível e Triste História da Cândida Eréndira e da Sua Avó Desalmada.
Estou a adorar o livro. É composto por várias histórias, todas ou quase todas passadas nas Caraíbas, o que, logo por aí, faz com que seja uma ótima leitura de praia. Tive conhecimento deste livro pelo David Machado durante o workshop que fiz na Escrever Escrever chamado “Escrever Livros Infantis”.
«[…] mas o mausoléu continua intacto na colina, à sombra dos dragões que sobem para dormir nos ventos atlânticos, e todas as vezes que passo por estes caminhos levo-lhe um automóvel carregado de rosas e o coração dói-me de pena pelas suas virtudes, mas depois encosto o ouvido à lápide para o sentir chorar entre os escombros do baú desconjuntado e, se por acaso voltou a morrer, torno a ressuscitá-lo, pois a graça do castigo é que continue a viver na sepultura enquanto eu estiver vivo, isto é, para sempre.» 
– Gabriel García Márquez in A Incrível e Triste História da Cândida Eréndira e da Sua Avó Desalmada.


Lindo, não é?

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