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Não estão convidados para o meu casamento

Acho que estou oficialmente a entrar naquela fase em que os meus amigos começam a casar. Se calhar estou a generalizar, mas até agora já são duas. Fico feliz por elas, principalmente porque tenho acompanhado o dia-a-dia de uma delas que está a preparar o seu casamento há um ano. Dou o meu apoio, a minha opinião sincera sobre se gosto mais daqueles brincos ou dos outros, daqueles sapatos ou de outros, etc. Gosto dessa parte.

Mas daí a querer casar… ná. Cada vez tenho mais a certeza de que isto do casamento não é para mim. Não, nem pensar. Não quero casar MESMO.

Contudo, num plano completamente hipotético, se tivesse que copiar um casamento famoso, como aquelas mulheres que sonham ser uma espécie de Kate Middleton no dia do casório, seria com certeza o do Kurt Cobain e da Courtney Love.

Em fevereiro de 1992, Kurt Cobain e Courtney Love deram o nó numa praia numa cerimónia que foi a materialização do anti-glitz e do anti-glamour. Só para terem uma ideia, o Kurt usou um confortável pijama de flanela e a Courtney um vestido de noiva que havia pertencido à trágica, problemática e  falecida atriz americana Frances Farmer.

Os noivos acompanhados de Dave Grohl, baterista dos Nirvana na altura e, atualmente, vocalista dos Foo Fighters.

Mas terá alguma vez existido uma mulher que mesmo vestida de noiva tenha um ar tão badass como a Courtney Love? Também me parece que não.

E quem diz noiva badass, também diz mãe badass. Quem diria que a maternidade podia ter um aspeto tão grunge, maravilhoso e rebelde ao mesmo tempo?

Isto tudo para chegar à conclusão de que:

  1. Não me consigo conformar/seguir/identificar com vários moldes que a sociedade delineou de forma igual para todas as mulheres;
  2. A Courtney Love é awesome;
  3. Há mulheres que, mesmos seguindo os tais moldes, fazem-no de forma a contrariá-los simultaneamente. Isso é bonito.

Não sei porquê, mas lembrei-me imenso do Kurt e da Courtney por ter ouvido tanto falar em casamentos. Continuo a não querer casar e isso nunca mudou nem vai mudar. Fico, no entanto, feliz por quem está feliz por ir casar em breve. E é só isso que importa, não é? 🙂

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