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Ritual de Ostara, Primeiro dia de Primavera e detalhes cá de casa

Não é a primeira vez que escrevo sobre Ostara e o Equinócio da Primavera aqui no blog, mas este ano tem ainda mais importância. Nem sei porquê, só sei que tem. Bem, talvez tenha algo a ver com o início da Primavera coincidir com o desconfinamento gradual que já começamos a sentir e por ter vindo em semana de celebração aqui em casa. Celebrar o primeiro ano de namoro e a Primavera na mesma semana teve um gostinho absolutamente mágico. E ter posto os pés no mar pela primeira vez este ano também ajudou, claro.

Não é segredo que fico aliviada por me despedir do Inverno. Há um certo conforto nessa estação, uma hibernação confortável, dias passados à lareira, o cheiro da lenha, passeios na floresta coberta pelo manto frio e mágico da estação, a dança do fumo a sair das chaminés, o cheiro da chuva, a luz do sol de Inverno que é tão diferente da luz solar das outras estações,… Mas, a mim, nada aquece tanto o corpo, o coração e a alma como o Verão e, sendo a Primavera um caminho de flores que vai dar à minha estação favorita, não consigo não ficar louca de entusiasmo quando ela chega. Nada bate a visão das flores a nascer e os dias mais longos (a mudança de hora está a chegar também!).

Uma nota: dou por mim imensas vezes a pensar que sempre quis ser uma pessoa que tem gnomos no jardim. Quem diria que se ia concretizar nesta fase da minha vida! Nem nunca pensei que estaria a viver numa moradia, longe do centro de Lisboa, mas isso fica para outro post sobre mudanças de vida. Ou quiçá para o podcast Par de Jarras. 🙂

Por falar em dias mais longos, a chuva também tem dado tréguas, depois daquilo que me parecem ter sido meses e meses de aguaceiros. Como tal, tenho passado mais tempo fora de casa, no meu quintal e terraço. Pois, eu sei, ainda não vos mostrei a minha casa nova, mas podem ficar aqui com bocadinhos pequeninos do exterior. 

A verdade é que, por vezes quando estou lá fora, páro no terraço, sento-me ao pé da chaminé, fico a olhar para o topo do limoeiro do meu quintal e penso que tudo isto é um filme bonito. Às vezes custa-me acreditar que moro aqui, numa casa tão bonita, num sítio incrível e com todos estes confortos novos: uma árvore, um pedacinho de terreno onde posso plantar as minhas ervas, flores e alguns vegetais, um churrasco ao ar livre, um terraço grande, uma casa. 

Quando estou lá fora em dias de sol, sinto também um prazer especial em ver os gatos felizes e livres com todo aquele espaço e estímulos. Mais uma vez, sou forçada pelos meus pensamentos a parar e a pensar na felicidade que sinto em poder dar-lhes esta vida. Aquece-me o coração vê-los felizes, os pêlos quentinhos do sol quando pego neles ao colo ao pé do limoeiro.

O meu ritual de Ostara foi seguido a partir do livro “Witch”, de Lisa Lister.

Que coincidência deliciosa este início de Primavera calhar num Sábado, quando posso dar-lhe a atenção e a importância que merece. E este ano dei mesmo e até fiz um ritual de Ostara.

Para não me alongar mais, não vou explicar neste post o que é exactamente a Ostara, mas podem ler neste post.

O ritual, deixo-o aqui escrito para se quiserem fazê-lo também. Não precisa de ser feito no dia do equinócio; pode ser feito em qualquer dia desta estação celta de Ostara. 🙂

One Comment

  • Carolayne Ramos

    O teu terraço e plantações são tão bonitossss!! ♥
    E os teus gatos mega adoráveis. Que bom que eles, agora, podem levar uma vida ainda mais serena e livre! *-*
    Quanto a ti, espero que te conectes ainda mais com a tua essência, no conforto da tua casa nova, junto dos que amas e que te amam genuinamente em retorno.
    Sinto-me entusiasmada para ler mais acerca dos teus rituais e plantinhas! 😛

    Beijinhos,
    Lyne

    Carolayne Ramos recently posted…VERDE DE FLORA | A Página dos Devaneios #1My Profile

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