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Porque é que sair de uma empresa é como terminar uma relação

Nunca tinha reparado – até agora – o quão semelhante é um ex-emprego de um ex-namorado.

Quando estreámos o novo ano, eu já sabia que estava também prestes a abraçar um novo desafio profissional. Esta é a minha primeira semana de trabalho num sítio acerca do qual tenho o melhor feeling possível desde o primeiro contacto e eis algumas coisas que me têm passado pela cabeça entre o fim da experiência anterior e esta nova.

Sair de um emprego tem fortes semelhanças com o final de uma relação

Na semana passada, fui a Lisboa de propósito entregar os equipamentos da empresa para a qual trabalhei anteriormente. Depois de estacionar o carro mesmo à porta da agência, saí, abri o porta-bagagens e de lá retirei uma caixa grande com duas lá dentro: o pc e o telemóvel. Ao agarrar na caixa maior, que precisava da ajuda de ambos os braços, como qualquer caixote, tive uma espécie de flashback e, aí, percebi: 

  1. Sair de uma empresa assemelha-se estranhamente a deixar uma casa que partilhámos com um(a) ex. 
  2. Outra semelhança: quanto mais tempo de relação tivemos (num caso ou no outro), mais bagagem acumulamos, seja mental ou material.
  3. A despedida é sempre atabalhoada e deixa sempre a sensação de que gostaríamos de ter feito algo diferente nesse momento;
  4. Não deixa de ser um momento de catarse, para o bem e para o “mal”.

O poder energizante dos novos começos

Aparentemente, não tinha pensado em metade deste texto antes de me ter sentado a escrevê-lo. É que, afinal, não é só na despedida que os empregos apresentam semelhanças a relações: os inícios também têm muito que se lhes diga. Vejamos:

  1. Nos primeiros tempos, seja de uma relação amorosa, seja de um novo emprego, queremos estar juntos o máximo de tempo possível; sentimo-nos frescos, com energia, com vontade de aprender tudo, de saber tudo, de fazer tudo e de impressionar o(s) outro(s);
  2. Passamos metade do nosso tempo a falar desta nova relação – amorosa ou profissional – à nossa família e amigos.
  3. No início, não sabemos muito bem no que isto vai dar e, por vezes, sentimo-nos meio fora (“será que me quero comprometer?”) e meio dentro (“tomara que isto dê certo” 🤞)

Quanto a mim, estou precisamente na fase do entusiasmo inicial de um novo trabalho que – mantendo a referência às relações amorosas – espero que venha a evoluir para um casamento feliz e duradouro. 

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